12. nov, 2014

Casamento (Aula 06)

Se no casamento alguma manifestação física de amor está trazendo um sentimento de culpa na relação sexual, isto é uma FALSA CONCEPÇÃO DE SANTIDADE. O sentimento de culpa deve ser expulso em nome de Jesus, e o casal deve descobrir as alegrias, as delícias e os prazeres do matrimônio.

 

COMUNICAÇÃO NO CASAMENTO


A comunicação é um processo de compartilhar informação com outra pessoa de uma forma tal que ela compreenda o que você está dizendo. Falar, ouvir e compreender, tudo isso está envolvido no processo de comunicação.

 

A comunicação é o processo que permite as pessoas se conhecerem , relacionarem-se umas com as outras, a compreenderem o verdadeiro significado da vida do outro. Quando conversamos com outra pessoa, há seis mensagens que podem ser transmitidas:


1- O que você quer dizer.
2- O que você realmente diz.
3- O que a outra pessoa ouve.
4- O que a outra pessoa pensa que ouve.
5- O que a outra pessoa diz acerca do que você disse.
6- O que você acha que a outra pessoa disse acerca do que você disse.

 

Isso ilustra porque a comunicação muitas vezes é um trabalho árduo. Queremos que a outra pessoa não apenas ouça, mas compreenda o que queremos dizer. Para nos comunicar adequadamente devemos:


- Escutar mais e falar menos.
- Estar totalmente sintonizado naquilo que a outra pessoa está dizendo.
- Receber a mensagem enviada, tentando compreender o que a outra pessoa realmente quer dizer.

 

Motivos pelos quais as pessoas não se comunicam:
- Falta de capacidade em se comunicar porque nunca aprenderam a compartilhar francamente com outra pessoa.
- Medo de expor os sentimentos temendo a rejeição por parte da outra pessoa.
- Não acreditam no poder da comunicação – "Não vai adiantar nada mesmo!".
- Não crêem que tenham qualquer coisa a oferecer, que suas idéias têm algum valor.
- Quando estão excessivamente preocupados em transmitir suas idéias.

- A raiva: é uma das principais causas da quebra de comunicação no casamento. A raiva é uma forte emoção de desagrado. Ela é o resultado natural, reflexivo da frustração. É uma emoção válida, natural. Se é certa ou errada vai depender da forma como for liberada ou exercida.

 

O apóstolo Paulo reconhecia que a ira faz parte da vida. É por isso que escreveu: "Irai-vos e não pequeis..." (Ef 4:26). Notem que ele não escreveu: "Não pequeis irando-vos".

 

A ira no cristão deve satisfazer três condições:
1- Deve ser dirigida contra algo errado e mau, motivada pelo amor, para corrigir as injustiças.
2- Deve ser controlada e não uma paixão ardente, descontrolada.
3- Deve ser isenta de ódio, malícia ou ressentimento.

 

Mas infelizmente, a raiva pode ser também fruto do egoísmo. É quando então a raiva rapidamente fica amarga, azedando até transformar-se em ressentimento, ódio, malícia, e até mesmo em violência.

 

Como controlar a raiva:
- Reconheça suas emoções e admita que está irado.
- Devemos reconhecer que dependemos do Espírito Santo para nos guiar.
- Devemos pedir ajuda a Deus em oração.
- Familiarizar-se com os versículos da Bíblia que falam da ira e do como agir em relação aos outros. Decore-os, compreenda-os e coloque-os em prática. A nossa comunicação com Deus – No casamento cristão, três pessoas estão envolvidas – Deus, o marido e a esposa. Se houver uma queda na comunicação entre um dos membros e Deus, isso afetará a comunicação entre a pessoa e seu cônjuge. Se houver uma quebra na comunicação entre uma pessoa e seu cônjuge, isso afetará a sua comunicação com Deus. Precisamos trabalhar para que todos estes canais de comunicação estejam abertos o tempo todo.

 

Como tratar os conflitos:


1. Não evite o conflito usando o tratamento do silêncio. Alguns agem assim para manipular ou frustrar o outro, ou porque tem medo de tratar do problema.


2. Ataquem o problema, não um ao outro. Não deve ocorrer: citações do passado, referências a parentes do outro, cenas dramáticas, ameaças, a fim de manipular a outra pessoa.


3. Não fuja do assunto. Não insira questões irrelevantes ou sem importância.


4. Junte soluções às críticas. Ofereça a solução para o problema.


5. Tente compreender, não ser compreendido. Gaste tanto tempo e esforço tentando compreender o ponto de vista do seu cônjuge quanto você gasta tentando fazê-lo compreender o seu. Talvez haja uma razão boa e genuína para crença, as ações e hábitos de seu cônjuge.


6. Orem um pelo outro. Orem um pelo outro em particular e, se puder, orem juntos uns pelo outro. Quando os casais buscam silenciosamente diante de Deus enxergar suas próprias faltas, reconhecem seu pecado e pedem perdão um ao outro, os problemas conjugais deixam de existir. Todas as idéias contidas nestas aulas serão inúteis se o casal cristão negligenciar a prática da oração.

 

Leia também a aula anterior: CLIQUE AQUI

 

 

FIM

 

 

Israel Sarlo 

www.facebook.com/caminhoeavida