28. jun, 2019

MISSÃO EM FAMÍLIA É VIVER O “IDE” DO MESTRE.

“Veio para os que eram seus, e os seus não o receberam (Jo.1:11).


O MESTRE leu algumas vezes a TORÁ nas SINAGOGAS, mas falou bastante, exemplificando os PROFETAS para os fora dos templos e sinagogas. ELE fugia e sua crítica era ferrenha contra as TEORIAS e as FALÁCIAS - ELE gostava da PRÁTICA CRISTÃ, do OLHO-A-OLHO com a multidão já sem alegria, sem esperança, sem pátria, amor, dignidade e sem o básico para viver físico e psiquicamente.


Não eram problema para se discutir no tribunais, o povo era problema de saúde pública e problema de saúde psicológica envolvendo moral e usurpação territorial - um povo escravo em sua terra natal.

ELE veio exatamente para “seu povo” e com todos estes problemas a coletividade de Israel com sua religião judaica o rejeitou, sendo aceito na individualidade por alguns e beneficiado por todos.

Para Ele isto não importava - “ERA PRECISO CUIDAR FAS COISAS DO PAI MAIOR”, pois as coisas do pai terreno já fizera até aos trinta anos como mandava a lei.

Como dá para perceber o propagar o “IDE” do Mestre não está restrito a templos, panfletagem, largas e enfadonhas orações, cultos e ensinos TEÓRICOS. O “IDE” do Mestre está na PRÁTICA do EVANGELHO é não na “caduquice da Lei” ou na comparação do zoar do sino que se perde a distância.

Viver primeiro e dizer depois é a grande jogada do CRISTIANISMO.

Se formos atentos e curiosos, vamos descobrir marcas interessantes do Mestre.

Iniciou seu ministério cumprindo a lei para que não a cumpríssemos depois. Ele se batizou e só depois do batismo formou seu colegiado (12 homens para serem apóstolos); estes formaram discípulos, no entanto o judaísmo era forte neles enquanto o Mestre se despia todos os dias da religiosidade, inclusive burlando o SÁBADO.

O Mestre percebeu as necessidades físicas, sociais, políticas, morais e religiosas do povo e, como de praxe cristã, “é primeiro o homem natural ou animal”: deu pão, peixe, vista aos cegos, audição ao surdo, fez coxo andar, mortos ressuscitarem, expulsou personas nas gratas do psique de muitos, foi aclamado pela mesma turba como rei e sentenciado a morte com os frenéticos gritos de “CRUCIFICA-O, CRUCIFICA-O...”. (Lucas 23:21)

Cristianismo não é teoria, falácias, benfeitorias unicamente. Cristianismo se revela muito em silêncio, ação, práticas de amor, pois o amor não julga mal, não trata com leviandade, dá chance criando oportunidade, aproxima mesmo que as ondas não permitam o atracamento do navio no cais.

Ganhar os nossos familiares é missão árdua. A intimidade afasta a divindade e caráter de Deus em nós - “IMAGEM E SEMELHANÇA”. A família não vê isto em nós quando debatemos religião, mas se calam com exemplos/atitudes que arrastam os que de Deus necessitam.

Fica aí mais um pouquinho da essência que banha, lava e eleva nosso GRUPO.

 

Por Israel Sarlo.