História bíblica 1

20. mar, 2014

BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: Heranças Religiosas e Filosóficas (continuação).

 

Uma dessas religiões orientais foi o judaísmo. Sobre isso teremos oportunidade de fazer referências mais detalhadamente em outro local. Apesar do pouco elemento de mistério que apresentava, o judaísmo conquistou popularidade considerável. A mente popular voltava sua preferência para outros cultos do Oriente com ênfase maior no misterioso ou, antes, mais poso no elemento sacramenta e redentor. A importância desses cultos no desenvolvimento religioso do mundo romano tem sido muito realçada ultimamente. Os mais populares dentre eles eram os da GRANDE MÃE (Cibele) e Átis, originários da Ásia Menor; de Ísis e Serápis, do Egito, e de Mitras, da Pérsia. Ao mesmo tempo, observa-se grande sincretismo entre essas religiões, cada uma apossando-se de elementos de outra e das religiões mais antigas nas suas zonas de origem.

 

O culto da GRANDE MÃE aportou em Roma em 204 a.C. Era em essência uma religião rudimentar de adoração da natureza, acompanhada de ritos licenciosos. Foi o primeiro a fixar-se no Ocidente em larga escala. O de Ísis e Serápis, com sua ênfase na regeneração e na vida futura, estabeleceu-se em Roma mais ou menos em 80 a.C., mas defrontou-se com oposição governamental por muito tempo. O de Mitras, o mais elevado de todos, apesar de sua longa história no Oriente, não chegou a tornar-se importante em Roma, senão após o ano 100 d.C., aproximadamente. Seu período áureo de crescimento foi na última parte do século II e no século III. Era preferido especialmente pelos soldados. Nos últimos anos – ao menos do seu progresso no Império Romano – Mitras foi identificado como o Sol, o Sol Invictus dos imperadores imediatamente anteriores a Constantino. Como outras religiões de origem persa, tinha uma visão dualista do universo.

 

Todas essas religiões pregavam um deus-redentor e originavam-se do culto à natureza. Sua mitologia variava, mas em geral falava de um deus que morria e ressuscitava, e celebrava o ciclo natural do nascimento e da morte, aplicando-o ao renascimento da alma, de modo a vencer a morte.

 

 

Outra constante nessas religiões era a afirmação de que os iniciados participavam, de modo simbólico (sacramental), das experiências do deus, morriam com ele, com ele ressurgiam, tornavam-se participantes da natureza divina, geralmente por meio de uma refeição de que o próprio deus simbolicamente partilhava, tornando-se também partícipes da sua imortalidade. Todas essas religiões tinham ritos secretos reservados aos iniciados e atos de purificação mística (sacramental) dos pecados. Nas religiões de Ísis e Serápis essa purificação se dava por meio do banhar-se em águas sagradas. Nas da Grande Mãe e de Mitras, por meio do sangue de um touro - o taurobolium – no qual os iniciados “renasciam para sempre”, segundo rezam algumas inscrições. Todas elas prometiam vida futuro feliz para os fies. Em sua atitude para com o mundo, eram todas mais ou menos ascéticas. Algumas, como, por exemplo, o matraísmo, pregava a irmandade e igualdade essencial de todos os discípulos. Não parece Haber dúvida de que o desenvolvimento da primitiva doutrina cristã dos sacramentos foi afetado, se não diretamente por essas religiões, ao menos pelo ambiente religioso que elas ajudaram a criar e com o qual muito bem se coadunavam.

 

 

Resumindo: a situação do mundo pagão na época do nascimento de Cristo, pode-se dizer que certas necessidades religiosas eram evidentes, mesmo em meio a grande confusão, e expressas em formas das mais variadas. Para fazer face às exigências da época, uma religião:

 

1) teria de pregar um Deus único e justo, embora deixasse lugar para inúmeros espíritos, bom e mau.

 

2) Teria de possuir uma revelação definida da vontade de Deus, isto é, de uma escritura dotada de autoridade, como era o caso no judaísmo.

 

3) Teria de inculcar nos seus seguidores a virtude da negação do mundo, baseada em ações morais agradáveis à vontade e à natureza do seu deus.

 

4) Teria de apontar uma vida futura plena de recompensas e castigos.

 

5) Deveria dispor de ritos simbólicos de iniciação e prometer efetivo perdão de pecados.

 

6) Teria de possuir um deus-redentor com o qual os homens pudessem unir-se mediante atos sacramentais.

 

7) Deveria pregar a irmandade de todos os homens, ou, ao menos, de todos os seus seguidores.

 

Por mais simples que fosse o seu começo, o CRISTIANISMO tinha de possuir tais características, ou delas apropriar-se, a fim de conquistar o Império Romano, ou tornar-se uma religião universal. Em sentido muito mais amplo do que se pensava, o CRISTIANISMO surgiu “na plenitude dos tempos”. Para os que creem na providência poderosa de Deus, é evidente a importância fundamental nessa grande preparação, por mais que se reconheça o fato de que algumas das características do CRSTIANISMO primitivo levavam o timbre e as limitações da época e tem de ser joeiradas, para que nele se percebam os elementos eternos.

 

 

Eu tenho dito isto, repetidas vezes, que tantos os apóstolos como os discípulos tiveram uma missão árdua, pois a MISSÃO deles, antes de pregar o EVANGELHO, era o de preparar terreno. Não houve para eles, tempo hábil para isto, apenas cuidaram do terreno, se defenderam dos invasores para não tornar a plantarem a semente religiosa e a semente filosófica. Apenas defenderam o MESTRE e sua MISSÃO sobre o REINO do PAI contra os reinos já constituídos por RELIGIÕES FILOSÓFICAS com seus sofismas.

 

 

Hoje? Ainda as religiões vivem muitas destas formas místicas de pregar a verdade. Trocam as verdades por interesses pessoais e torcem o que de verdade nos ensina o EVANGELHO e usam de artimanhas para enganar o povo para dele tirar seus proventos.

 

 

Por favor, volte a ler esta última aula sobre ESTOICISMO e faça suas comparações com tudo que você tem visto e ouvido nos púlpitos de suas religiões e nas TVS.

 

 Na próxima aula vamos, como já prometemos, estudar a importância do JUDAÍSMO.

 

AGUARDEM A ESCOLA JUDAICA!

 

 

por Israel Sarlo

19. mar, 2014

BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: Heranças Religiosas e Filosóficas (continuação).

  

Por razões patrióticas, os imperadores mais atilados (espertos) procuraram fortalecer as religiões populares antigas e transformá-las em adoração do estado e do seu chefe. Na verdade, foi nos dias da república que começou a deificação patriótica do estado romano.

 

Já em 195 a.C., encontra-se em Esmirna o culto da “Dea Roma”. Essa reverência era favorecida pela popularidade do império nas províncias, já que ele assegura um governo melhor do que a da república. Em 29 a.C., Pérgamo já dispunha de um templo dedicado à Roma e ao Augusto. Espalhou-se rapidamente esse culto dedicado ao governante como corporificação do estado ou, melhor dizendo, ao seu “gênio” ou espírito que nele habitava. Criou-se logo um sistema sacerdotal patrocinado pelo estado, dividido e organizado em províncias, encarregado da celebração não só do culto, como também dos jogos anuais, em larga escala. Foi essa provavelmente a organização de caráter religioso mais desenvolvida ao tempo do primeiro império.

  

Ainda está por ser verificado com exatidão o grau de influência que exerceu sobre as instituições cristãs. Do ponto de vista do homem moderno, havia nesse sistema muito mais patriotismo do que religião. Mas a sensibilidade cristã primitiva considerava a adoração do imperador absolutamente irreconciliável com a fidelidade a Cristo. A descrição da igreja de Pérgamo (Ap. 2:13) é exemplo típico dessa opinião. Para os romanos, a recusa dos cristãos em render culto ao imperador parecia pura e simples traição, razão porque se iniciou a grande era dos mártires.

  

Se você perceber, cada uma das SETE IGREJAS em Apocalipse tornou-se uma ESCOLA com matérias que precisavam de certa revisão, apenas a IGREJA de FELADELFIA, ficou fora da correção.

 

  

A necessidade que o homem tem de religião é muito mais profunda do que a de filosofias ou cerimônias. Está no homem o CÓDIGO de DEUS. Deus está na vida do homem, afinal somos imagem e semelhança dEle. As grandes civilizações sem nada entender de Deus reconhecia nEle toda SOBERANIA. Os incas, maias, as tribos egípcias e seus imperadores, os medos, persas e até mesmo nossos índios viam na lua, sol sua maneira de reconhecer a SOBERANIA de Deus. Está no homem a chama que nos leva a Ele – Deus.

 

 

Só o homem excepcional se satisfaz com uma doutrina filosófica. As cerimônias atraem maior número, mas não bastam aos que exercem com mais zelo a capacidade de raciocínio, nem aos dotados de um sentimento agudo de indignidade pessoal.

  

 

Surgiram tentativas de reavivar o paganismo popular mais antigo, já moribundo. Muitos dos primeiros imperadores mostraram-se grandes construtores e protetores de templos. O exemplo mais típico e notável de tentativa de reavivamento e purificação da religião popular é o de Plutarco (46? d.C. 120?), de Queronéia, na Grécia. Criticando a mitologia antiga, Plutarco rejeitava tudo o que subentendesse a prática de atos cruéis ou moralmente indignos por parte dos deuses. Há um só Deus afirmava ele. Os deuses populares são personificações de atributos seus. Ou espíritos subordinados. Cria também em oráculos, providências especiais e retribuição futura, e pregava uma vigorosa moralidade. Seus esforços no sentido de reavivar o que de melhor havia no antigo paganismo estavam, porém, destinados ao fracasso, e conquistaram poucos seguidores.

 

  

A grande maioria dos que sentiam necessidades de ordem religiosa simplesmente adotavam as religiões orientais, notadamente aquelas em que predominava a preocupação com a redenção, em que o misticismo e o sacramentalismo eram traço marcante. Isso era grandemente favorecido pelo vasto afluxo de escravos orientais para a área ocidental do mundo romano no fim da república. A disseminação dessas crenças independentes do CRISTIANISMO – e, até certo ponto, rivais deste – durante os três primeiros séculos de nossa era, contribuiu para o aprofundamento do sentimento religioso em todo o império e, nesse sentido, facilitou o triunfo do CRISTIANISMO.

  

Na próxima aula vamos terminar com o ESTOICISMO para então entrarmos na ESCOLA JUDAICA.

  

AGUARDEM!

 

por Israel Sarlo

18. mar, 2014

BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: Heranças Religiosas e Filosóficas

 

Durante o período em que surgiu o CRISTIANISMO, os antigos sistemas filosóficos sofreram mudanças notáveis. A tendência o sincretismo era largamente difundida e as várias ESCOLAS influenciavam-se mutuamente. Por exemplo, a ética rigorosa original dos estoicos foi modificada pela idéia do termo médio aristotélico. O célebre filósofo estoico Possidônio (135-51 a. C.) mostra influência platônica. Foi, aliás, um dos espíritos mais universais da Antiguidade. À preocupação racional e mística somou a de historiador e geógrafo. É evidente que Plutarco, vou falar dele depois, o caráter eclético do platonismo médio. Nele misturam-se temas estoicos, aristotélicos e pitagóricos. O caráter sincrético d pensamento helênico torna-se evidente em muitos dos “Pais da Igreja”.

 

  

 

Apesar da disseminação do epicurismo e do estoicismo, pode-se dizer que, ao tempo de Cristo, a tendência principal do pensamento mais refinado em Roma e nas províncias encaminhava-se em direção ao monoteísmo panteísta, ao conceito de Deus como bom – contrastando com o caráter amoral das antigas divindades gregas e romanas – à crença numa providência divina soberana, à ideia de que a verdadeira religião não consiste em cerimônias, mas em imitação das qualidades morais de Deus e a uma atitude mais humana para com as criaturas. Faltavam à filosofia de então dois elementos que o CRISTIANISMO viria realçar, a saber, a certeza que só pode advir da crença numa revelação divina, e a ideia de lealdade a uma pessoa.

 

  

 

O povo em geral, no entanto, desfrutava de poucos dos benefícios advindos do pensamento filosófico. Campeava no seu meio a superstição mais crua. Se for verdade que o predomínio das velhas religiões da Grécia e de Roma diminuíra, não menos verdade é que o povo comum permanecia na crença em deuses muitos e senhores vários. Cada cidade, cada profissão, a agricultura, a primavera, o lar, os eventos principais da existência, o casamento, o nascimento – tudo tinha o seu patrono na pessoa de um deus ou deusa. Essas noções viriam mais tarde a aparecer na história cristã sob a forma de veneração dos santos. Adivinhos e mágicos, especialmente os de raça judaica, faziam comércio próspero entre os ignorantes. Acima de tudo, o povo em geral estava convicto de que a preservação do culto religioso histórico dos deuses antigos era necessário à segurança e perpetuação do estado. Se esse culto não fosse praticado, os deuses exerceriam vingança por meio de calamidades. Foi essa opção que deu causa a muitas das perseguições movidas contra o CRISTIANISIMO.

 

  

 

Essas idéias populares não encontravam oposição da parte dos mais cultos, os quais, em geral, admitiam que as velhas religiões tinham valor policial, e consideravam as cerimônias do estado como uma necessidade do homem comum. Sêneca expressou sem rodeios a opinião dos filósofos, ao declarara que “o homem sábio observa todos os costumes da religião tais como ordenados pela lei, e não como agradáveis aos deuses”.

 

 

 

 

Era para as massas que os pregadores cínicos desse período apelavam. A corrupção moral do império favoreceu o reavivamento desse antigo credo de independência e auto-suficiência. Seu campeão fora Diógenes de Sinope (400?-325? a.C.). Embora muitos desses pregadores itinerantes fossem grosseiros e mesmo obscenos, havia os que eram dignos de honra, como Dio Crisóstomo (40. d.C 112?), que discursava contra o vício e a sensualidade, propunha a vida do campo como muito superior à do citadino abastado, e proclamava uma mensagem de harmonia mundial e verdadeira piedade, fundamentada na ideia universal e inata de Deus. É possível perceber alguma influência da vida ascética e itinerante do cínico sobre o desenvolvimento do monarquismo cristão.

 

 

 

 

Ainda em nossa próxima aula continuaremos falando do ESTOICISMO e suas variantes. Gostaria muito que você prestasse muita atenção nas semelhanças, se posso chamar, das teologias, pois verão que nada mudou, apenas envernizaram as idéias com suas mentiras, deram outra roupagem e continuam, o povo comum, servindo aos mais “espertos”.

 

 

por Israel Sarlo

17. mar, 2014

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: Heranças Religiosas e Filosóficas nas Igrejas EVANGÉLICAS

 


Como disse, O ESTOICISMO era muito atuante em TARSO durante os primeiros anos da vida do APÓSTOLO PAULO, sendo, antes de tudo, um grande sistema ético, embora alguns o considerassem RELIGIÃO.

 

 

Sua idéia do universo era curiosamente materialista. Tudo o que é real é físico, embora haja grande diferença na espessura dos corpos sendo os mais grosseiros penetrados pelos mais finos. Fino e grosseiro correspondem, em linhas gerais, às distinções comuns entre espírito e matéria.

 

 

O ESTOICISMO estava próximo da ideía de Heráclito se bem que a tivesse modificado bastante. A fonte de tudo, a influência modeladora e harmonizadora do universo, é o calor vital, a partir do qual tudo se desenvolveu mediante graus de tensão. Ele penetra todas as coisas e para ele tudo retorna. Muito mais que o fogo de Heráclito, a que se assemelha, ele é a alma universal inteligente, autoconsciente, a razão disseminada por todas as coisas, o Logos do qual a razão humana é parte. É Deus, a vida e sabedoria de tudo. Ele está verdadeiramente dentro de nós. E nós, então, podemos "seguir a Deus que está dentro de nós". Por isso, é possível dizer, como Cleantes dizia de Zeus: "Também nós somos geração tua". Os deuses populares são meros nomes aplicados às forças que emanam de Deus.

 

 


Se em todo o mundo há uma sabedoria, segue-se que há uma lei natural, uma regra de conduta para todos os homens. Todos são moralmente livres. Todos os homens são irmãos, já que provém todos do mesmo Deus. As diferenças em situação de vida são meros acidentes. O supremo dever é seguir os ditames da razão na situação em que seja o indivíduo imperador quer seja escravo. A obediência à razão, o Logos, é o objeto único dos esforços humanos. A felicidade não é o alvo a ser perseguido, embora o cumprimento do dever tenha como subproduto a felicidade. Os principais inimigos da obediência perfeita são as emoções e a sensualidade, que pervertem a capacidade de julgamento. Delas deve o homem afastar-se. Deus inspira todas as boas ações, embora a noção de Deus seja essencialmente panteísta.

 

 


A teologia cristã viria a sofrer profundamente a influência da estrênua atitude ascética do ESTOICISMO, da sua doutrina da sabedoria divina que tudo impregna e governa, o Logos, da insistência em todos os que agem retamente são igualmente merecedores, seja qual for sua posição, e da afirmação da irmandade essencial de todos os homens. Nos seus representantes mais notáveis, o credo estoico e seus resultados atingiram estatura nobre. No geral, porém, era uma doutrina dura, estreita e pouco simpática, reservada a um apequena elite. O próprio ESTOICISMO reconhecia que poucos poderiam atingir o padrão de excelência por ele pregado. Daí o tom de orgulho presente em muitos dos seus representantes, muito mais flagrante quando se compara com o espírito de humildade presente no cristianismo. No entanto, o ESTOICISMO mesmo assim teve efeitos notáveis. Deu a Roma excelentes imperadores e funcionários do estado. Nunca chegou a tornar-se um credo realmente popular, mas era seguido por pessoas de influência e posição elevada no mundo romano, e modificou para melhor a lei romana, introduzido na jurisprudência o conceito de lei natural, expressa na razão e superior a qualquer estatutos huambos arbitrários. Seu ensino de que todos os homens são, por natureza, iguais amenizou gradualmente as facetas mais perversas da escravatura, propiciando a muitos conquistarem a cidadania romana.

 

 

Na próxima aula continuaremos a falar no ESTOICISMO.

 

 

por Israel Sarlo

14. mar, 2014

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: HERANÇAS FILOSÓFICAS E RELIGIOSAS (continuação)



Quando fiz seminário em Pindamonhangaba (SP), fiz minha monografia baseada em RELIGIÕES E FILOSOFIAS: "A AUTENTICIDADE E VERACIDADE DA BÍBLIA". Havia uma matéria no seminário, ministrada pelo missionário João Kolenda Lemos, chamada de História da Igreja, claro que tudo que se referia a história nos foi dado também e eu fiquei mais integrado nesta matéria. Meu acervo hoje sobre história é grande, sem falar do material que eu desenvolvi, pois nunca mais parei de estudar e me interessar por história geral. Aliás, não seria possível entender Daniel sem ter conhecimento de história, pois ele é claro quando se refere a ESTÁTUA vista pelo rei Nabucodonosor e sua explicação foi fantástica, aliás, ainda tem parte desta história que mantém a HISTÓRIA RELIGIOSA E FILOSÓFICA EM PÉ, os pés da estátua que será destruída com um pedra lançada, mas isto é outro assunto.

 

Quando se fala no ORIENTE MÉDIO, eu estou sempre ligado. Quando qualquer coisa acontece em ISRAEL me interesso em pesquisar mais e desenvolver mais o que ouço ou leio. Portanto, fiquem atentos, pois estou apaixonado por este estudo que passo para vocês. Nunca tive coragem para fazer isto, mas a Priscila Turco, minha irmã em Cristo, se apaixonou pela ESCOLA do MESTRE, e como vou trabalhar nesta ESCOLA do MESTRE com nosso grupo, entendi necessário falar também sobre as HISTÓRIAS DAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS que semearam tantas verdades para a ciência e tantas mentiras para os religiosos.

 

Hoje estudaremos o EPICURISMO e sei que todos nós seremos iluminados. Já recomendei que lessem atentamente Atos 17 e sobre este assunto será bom também dar uma olhadinha em Atos sobre a ida de Paulo em Atenas e a pregação dele sobre O DEUS DESCONHECIDO (Atos 17:16 em diante). Vocês encontrarão neste episódio a enormidade de deuses existentes lá e atrás de cada um deles as suas HISTÓRIAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS e não é sem sentido que a Bíblia diz que atrás de todo ídolo há OPOSIÇÕES.

 

EPICURO (342-270 a.C.), que passou a maior parte de sua vida em Atenas, ensinava que a satisfação mental é o alvo mais alto do homem, e que esse estado é mais perfeito quando é passivo. Consiste ele na ausência de tudo quanto perturba e importuna. Vê-se desde já por que Epicuro não merece as censuras freqüentemente assacadas ao seu sistema. Na realidade, sua vida demonstra que ele foi um asceta. Os piores inimigos da felicidade mental, dizia ele, são os temores injustificados, dos quais o principal é o horror à ira dos deuses e à morte. Ambos são temores infundados. Os deuses exigem, mas não criam nem governam o mundo. Como Demócrito (470?-380? a. C.), Epicuro afirmava que o mundo tinha sido formado pelo acaso e pela combinação sempre nova de átomos eternamente existentes. Tudo é material, inclusive a alma do homem e os próprios deuses. A morte é o fim de tudo. Isso não significa que seja um mal, pois não subsiste nela consciência de coisas alguma. Enquanto religião, portanto, o epicurismo consistia numa forma de indiferentismo. Essa ESCOLA espalhou-se rapidamente. Na sua brilhante De Rerum Natura, o poeta romano Lucrério (98?-55? a.C.) exprimiu o aspecto mau sobre o epicurismo, mas a influência do sistema como um todo foi de caráter destrutivo, e levava a um conceito sensual de felicidade.

 

Contemporâneo de Epicuro, Euêmero (cerca de 300 a.C) ensinava que os deuses das velhas religiões não passavam de homens deificados, cuja aura de divindade provinha de mitos e tradições a seu respeito. O poeta Ênio (239?-170? a.C.) repetia e pregava as mesmas idéias em Roma. Paralelamente ao epicurismo, surgiram idéias totalmente cépticas, representadas pelo ensino de Pirro de Eléia (360?-270? A.C.) e seus seguidores. Afirmavam eles que a natureza real das coisas nunca pode ser compreendida. Mas que isso, a escolha de uma linha de ação é sempre dúbia.

 

 

Na prática, Pirro, como Epicuro, pregavam o afastar-se de tudo o que importuna e perturba, como ideal de vida. O CRISTIANISMO pouco teria em comum com tais teorias, embora os apologistas viessem a fazer uso das idéias de Euêmero, nos seus ataques à mitologia pagã, e o Pais lançasse mão de argumentos herdados do cepticismo com o fito de fazer valer sua afirmação de que a razão humana é severamente limitada.

 

Outra grande resposta era a do ESTOICISMO, o exemplo mais nobre do pensamento ético pagão antigo. Entre o CRISTIANISMO e o ESTOICISMO havia, em algumas facetas, grandes pontos de aproximação; em outras, grande distância. Seus líderes eram: Zenão (?264 a.C.), Cleantes (301?-232 a.C.) e Crisipo (280?-207? A.C.). Embora originário de Atenas, desenvolveu-se com mais intensidade fora da Grécia, especialmente em Roma, onde Sêneca (?3 a.C. -65 d.C.), Epicteto (60 d.C. -7) e o Imperador Marco Aurélio (121-180 d. C.) tiveram grande influência.

 

Esta 7ª aula é de suma importância, ela marca ESCOLAS parecidas, no entanto divididas por nuances que, aparentemente, não tem importância, mas estas nuances foram as responsáveis pela existência de muitas RELIGIÕES fracionadas de FILOSOFIAS religiosas bem arraigadas.

 

Prestem a atenção, pois todos estes fundadores ou alimentadores de "idéias", embora mortos, suas doutrinas ainda perduram em muito de nossas famosas religiões, por exemplo: o acreditar que tudo acaba com a morte é hoje uma das colunas mais forte de certa DENOMINAÇÃO que, embora fale em JEOVÁ, não reconhece JESUS como Deus e que existe certo número de privilegiados que irão viver com JEOVÁ e o restante não tem mais expressão. A morte é, segundo eles, o esquecimento de tudo.

 

Disse Jesus: "Eu e o Pai somos UM." (João 10:30)

 

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a sim mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens." (Filipenses 2: 5-7)

 

Em nossa próxima aula vamos tratar do ESTOICISMO que era muito atuante em TARSO, nome este que foi ligado a SAULO – SAULO de TARSO -, depois PAULO, o APÓSTOLO ABORTIVO que nesta época se tornou o maior perseguidor do CRISTIANISMO e que tinha em suas mãos uma autorização para prender e matar os CRISTÃOS e ESTEVÃO foi sua primeira vítima – ESTEVÃO uns dos sete DIÁCONOS da IGREJA e o PRIMEIRO MÁRTIR do CRISTIANISMO.

 

 

Israel Sarlo