6. mar, 2014

PARTE 3 - O CENÁRIO ENCONTRADO POR JESUS

por Israel Sarlo

 

CONTINUANDO COM NOSSA HISTÓRIA PARA ENTENDER A BÍBLIA


Apesar do nascimento do MESTRE e quando falado sobre o ADVENTO da VINDA DO SENHOR entre nós, humanos, é importante você saber que aquele tempo era de BÁRBARO. Tempo de conquistas territoriais, exploração do ser humano e divisões de classes. Naquele tempo, já haviam passado alguns impérios como:
BABILÔNIA;
MEDOS;
PERSAS;
GREGO e
ROMANO

 

O Império Romano era quem dava as ordens. Jesus nasceu exatamente quando ISRAEL estava sob o BRASÃO de ROMA.


Daniel havia profetizado todos estes impérios e não falhou em nada a sua profecia e por isso JESUS veio trazer BOAS NOVAS de SALVAÇÃO para todos os povos, já que os JUDEUS interpretavam SALVAÇÃO apenas para o JUDAÍSMO – O JUDAÍSMO não fazia MISSÃO, o mais longe que um gentio chegava era a condição humilhante de PROSÉLITO.


Na época do nascimento de Jesus, as terras que circundam o Mediterrâneo estavam na posse de Roma. Esses vastos territórios que abrangiam toda a civilização, então conhecida pelo homem comum, eram dominados por um tipo único de cultura. Em nenhum outro período da história anterior ou posterior se encontrou exemplo de predomínio cultural que se possa comparar ao exercido por Roma naquela época. O cidadão comum do Império Romano não tenha conhecimento algum das civilizações da índia ou da China. Além de suas fronteiras – pensavam eles – só existiam tribos selvagens ou semi-civilizadas. As fronteiras do Império Romano, portanto, coincidiam com as do mundo civilizado. A lealdade ao único imperador e o sistema militar a ele sujeito eram os fatores que preservavam a unidade. Embora pequeno, se comparado ao de um estado militar moderno, o exército de Roma era o bastante para preservar a paz romana. Sob a égide dessa paz, o comércio prosperava, as comunicações eram facilitadas pelas excelentes estradas e pelo mar. Entre os homens de cultura, ao menos nas cidades maiores, o intercâmbio de idéias era propiciado pela existência de uma língua comum, a saber, o grego.

 

Apesar dos maus governantes e dos funcionários corruptos, o império romano assegurava a administração de uma justiça severa, sem precedentes no mundo de então. Os cidadãos orgulhavam-se do império e de suas conquistas. No entanto, a despeito da unidade, propiciada pela autoridade imperial e pelo controle militar, Roma evitava a supressão das instituições existentes nas diferentes localidades. No geral, os habitantes das províncias governavam-se a si mesmos no que concerne às questões internas. Respeitavam-se as práticas religiosas locais. Preservavam-se os costumes e as línguas antigas dos povos das províncias. Tal como nos estados nativos existentes dentro do âmbito dos impérios modernos, concedia-se aos governantes locais um domínio limitado em certas porções do império. É o caso da Palestina na época do nascimento de Jesus. Muito do sucesso de Roma, na dominação de populações tão diversas e a ela sujeitas, se deve à consideração com que tratava os direitos e preconceitos locais. A diversidade existente dentro dos limites do império era assim, tão notável quanto a sua unidade. Mais do que em qualquer outro, no âmbito das idéias religiosas, essa variedade saltava os olhos.


O Cristianismo não veio a ocupar um vácuo. Na época do seu surgimento, confusões na mente dos homens, concepções várias:
1- Do universo;
2- Da religião;
3- Do pecado e
4- Da recompensa e punição.


O Cristianismo tinha de defrontar-se com elas e procurar ajustar-se. Não se tratava, portanto, de semear um solo virgem. As concepções já existentes forneciam muito do material a ser usado na conformação da sua estrutura. Muitas dessas idéias acabaram e desapareceram do mundo moderno. O fato de ter havido essa mescla deve levar o estudioso a distinguir os elementos permanentes dos transitórios no pensamento cristão, apesar da extrema dificuldade implícita nesse processo, e da diversidade das soluções propostas pelos vários estudiosos.


Certos fatores presentes ao ambiente intelectual em que se inseriu o Cristianismo provêm das religiões antigas universais e remontam as datas amiguíssimas. Com exceção de uns poucos representantes do pensamento filosófico mais requintado, todos criam na existência de um poder, ou de poderes, invisível (sobre-humano e eterno) que controlava o destino e devia ser adorado, ou aplacado, por meio de:
1- Orações;
2- Atos rituais ou sacrifícios.


Na próxima aula, vamos falar sobre a interpretação das religiões sobre o BEM e o Mal que eles acreditavam governarem o mundo. Suas forças superiores e a crença em que o mundo era habitação de inúmeros espíritos bons e maus, que influem em todas as facetas da vida humana.


Como estão vendo, este foi o cenário encontrado por Jesus e tudo isto estava religiosamente forte na mente até mesmo de seus apóstolos. Pedro, por exemplo, confunde o Mestre com um FANTASMA (pesquisem sobre isso e descubrirão coisas incríveis!).

 

Até o proximo estudo.