10. mar, 2014

PARTE 4 - A BÍBLIA: ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS

 

ENTENDER A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS (continuação)


É importante ter em mente que o conhecimento do povo daquela época não era esclarecido como de hoje em dia. Estou apenas lembrando, pois é fácil lermos e não atentarmos para este detalhe, pois para o povo daquele referido tempo a terra era considerada o CENTRO DO UNIVERSO. Ao redor dela o sol, o planeta e as estrelas seguiam o seu curso. Acima dela, o céu; abaixo, a morada dos espíritos já mortos ou dos maus. Na mente popular não havia a noção do que hoje se denomina LEI NATURAL. por isso é bom lembrar também que ainda existem religiões, e em grande número, que tem por base muitas destas crenças centenárias e que edificaram suas ideologias sob os usos e costumes daquelas épocas. Por exemplo: acreditavam que tudo que acontecia na natureza era obra dos poderes invisíveis do bem e do mal, que governavam o mundo arbitrariamente. Os milagres, por conseguinte, eram considerados, não simplesmente possíveis, mas coisas esperadas, quando as forças superiores desejassem gravar, na sensibilidade do homem, a impressão de algo importante ou fora do comum. O mundo era considerado habitação de inúmeros espíritos bons e maus, que influem em todas as facetas da vida humana, de tal foram se apossavam dos homens, que passavam a controlar suas ações, para o bem ou para o mal. Grande parte da humanidade caracterizava-se por um profundo sentido de indignidade, ou de insatisfação com as condições da existência. As formas variadas de manifestação de sentimento religioso eram indícios da necessidade de estabelecer melhores relações com o espiritual e o inviável, e da ânsia generalizada por um socorro maior que o que os homens poderiam prestar ums aos outros. Você se identifica com alguma religião ou está vendo coincidências nos programas religiosos de televisão?

 


Além desses conceitos gerais comuns à RELIGIÃO POPULAR, o mundo a que se dirigiu o CRISTIANISMO devia muito à influência específica do pensamento grego. As idéias helênicas dominavam a inteligência do IMPÉRIO ROMANO, tudo era muito filosófico, mas sua influência estendia-se tão somente às camadas mais cultas da população.

 

A reflexão filosófica dos gregos ocupou-se inicialmente com a explicação do universo físico. Porém, com Heráclito de Éfeso (cerca de 490 a.C), embora tudo seja ainda considerado, em certo sentido, físico, o universo, que está num contínuo fluir, passa a ser considerado como formado por um elemento ardente (fogo), a razão que penetra em todas as coisas, da qual a alma do homem é parte. Aí está, provavelmente, ainda que em germe, o conceito de LOGOS, de grande importância no pensamento grego subseqüente e na TEOLOGIA CRISTÃ. No entanto, não se fazia distinção entre elemento que dá forma às coisas, e o calor ou fogo naturais. Anaxágoras de Atenas (cerca de 500-428 a.C) ensinava que uma mente (nous: que significa atividade do intelecto ou da razão em oposição ...) modeladora age na disposição da matéria e é independente dela. Os pitagóricos, na Itália meridional, afirmavam que o espírito é material e que as almas são espíritos decaídos e aprisionados em corpos materiais. Parecem ter sido levados a essa crença na existência imaterial mediante a consideração das propriedades dos números, verdades permanentes pertencentes a um âmbito situado além do da matéria, e impossíveis de serem discernidos materialmente.

 


Você percebe como muitas destas crenças se tornaram doutrinas e que estas levantaram RELIGIÕES? E o mais triste: nada disto se acha no EVANGELHO, são todas elas invenções de homens místicos, ávidos por poder, dinheiro e fama. Jesus veio exatamente trazer as BOAS NOVAS de SALVAÇÃO para extirpar as VELHAS informações que aprisionavam os homens mantendo-os perdidos.

 

 

Vamos aqui trazer conceitos naturais, lógicos de pensadores gregos que foram acoplados nas RELIGIÕES e comprovados; aceitos depois no CRISTIANISMO, mas precisamos de comparações com os ditos do MESTRE (Jesus), dos APÓSTOLOS e PROFETAS, e, se possível, é o que faremos com detalhes históricos e com a profundidade da BÍBLIA e a luz do EVANGELHO.