12. mar, 2014

PARTE 5 - AS IDÉIAS CONTRA A VERDADE

ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS (continuação)

 

Com todas as guerras (sendo a guerra o clímax da ambição e poderio humano, isto é, é o reflexo da SÍNDROME LUCIFÉRICA no homem), os filósofos começaram a surgir e, graças a barbárie, estes homens foram descobrindo a necessidade da DESCOBERTA do homem perdido em si mesmo. Surgiu então a grande leva de FILÓSOFOS GREGOS.

 

Para Sócrates (470? - 399 a. C.), o objeto primeiro do pensamento é a explicação do próprio homem, e não a do universo. O tópico de investigação mais importante é a conduta do homem, isto é, a moral. A ação reta baseia-se no conhecimento e o seu resultado são as quatro virtudes, ou seja:

 1º - PRUDÊNCIA;

 2º - CORAGEM;

 3º - AUTOCONTROLE e

 4º - JUSTIÇA.

 

Estas quatro virtudes, sob a forma de “VIRTUDES NATURAIS”, viriam a ocupar lugar proeminente na TEOLOGIA CRISTÃ MEDIEVAL. A identificação da virtude com o conhecimento – vale dizer: a DOUTRINA de que o CONHECER leva necessariamente ao agir – transformou num legado desastroso para todo o PENSAMENTO GREGO e veio a influenciar muito a REFLEXÃO CRISTÃ, particularmente o GNOSTICISMO do século II.

 

 

Gostaria muito que você relesse o texto que acaba de ler e pense com muito cuidado, pois isto que está escrito acima foi motivo de muitas preocupações de Paulo. Pois ele muito sabia dessa filosofia e de todas as informações do Judaísmo, as quais atuavam para destruir as BOAS NOVAS trazidas pelo MESTRE, agora, já bem enraizadas, as idéias do GNOSTICISMO, isto é, da valorização do homem através de sua própria justiça, coragem, autocontrole, estariam, sem dúvida, anulando a MORTE DE CRISTO e a MÁXIMA criada pelo homem e que Ele veio cumprir.

 

Percebam que a quase 500 a.C. já estava o inferno, através dos filósofos gregos, tentando confundir ou impedir o que CRISTO nos viria dizer. Por isto, Paulo, conhecedor profundo do judaísmo e das filosofias gregas, dos ESTOICOS dos EPICUREUS (At. 17) e etc., além de escrever e escrever muito (a ponto de Pedro dizer que muitos destes escritos são difíceis de entender e é verdade) para despertar, alertar e ensinar a Igreja prosseguir em Cristo Jesus. Hoje em dia não é diferente, pois o que existem de religiões pregando o que os AGNÓSTICOS pregavam antes do MESSIAS vir, é fora do gibi.

 

 

Exemplo: Se estudarmos a CARTA aos GÁLATAS, vamos ver Paulo desmistificando a forma judaica de entender Deus; Se lermos as CARTAS aos CORÍNTIOS vamos ver Paulo desmistificando as filosofias gregas e as barbáries trazidas por conquistas humanas em suas guerras desproporcionais e a valorização do homem, que na verdade tem grande valor, mas nunca com suas invenções, mas sim as existentes em espírito e uma delas o DOMÍNIO PRÓPRIO e nunca AUTOCONTROLE ou JUSTIÇA. Todas as CARTAS de PAULO têm a preocupação de desfazer “as OBRAS do DIABO”, isto é, como já disse, desmistificar esta ou aquela doutrina ou filosofia mentirosa em relação a TEOLOGIA de DEUS.

 

Foi com Platão (427-347 a.C.), discípulo de Sócrates, que o espírito grego chegou ao ápice de suas conquistas. Dele se pode dizer que foi um homem de piedade mística e de percepção espiritual muito profunda. Para Platão, as formas passageiras do mundo visível não fornecem conhecimento real. O conhecimento do que é de fato permanente e real provém do conhecimento das “idéias”, que são os arquétipos ou padrões universais e imutáveis existentes no mundo espiritual invisível. Este é o mundo “inteligível”, já que é conhecido pela razão e não pelos sentidos, daí Paulo mais tarde escreve: “Transformai-vos pela renovação de vosso entendimento que é vosso CULTO RACIONAL” – RAZÃO (Romanos 12:2). As “idéias” dão aos fenômenos passageiros, presentes aos nossos sentidos, tudo o que de real eles possuem. A alma conheceu essas “idéias” numa existência anterior à presente. O que os fenômenos do mundo visível faz é chamar à lembrança ou rememorar as “idéias”, claro que em espírito (Sl. 77), mas só após Cristo é que passamos a entender a diferença entre ESPÍRITO e ALMA, anteriormente conhecida.

 

 

A alma, cuja existência à anterior à do corpo, (ela tem 300 a 400 anos, mas o espírito humano é eterno, sempre existiu), é forçosamente independente deste corpo físico e não é afetada pelo fato da sua decadência. Esse conceito de imortalidade como atributo da alma de que o corpo não participa, sempre influiu no pensamento grego e contrasta claramente com a doutrina hebraica da ressurreição, perceberam? As “idéias” não têm todas o mesmo valor, as mais elevadas são as do verdadeiro, do belo e, especialmente, a do bem. Platão talvez não tenha chegado à percepção clara de um Deus pessoal, tal como corporificada na “idéia” do bem, mas não há de negar que se aproximou dela. O bem, e não o acaso governa o mundo, é a fonte dos bens menores e desejo ser imitado nas ações dos homens. O reino das “idéias” é a verdadeira morada da lama, e é uma comunhão com elas que esta atinge a sua perfeita satisfação. A salvação consiste na reconquista da visão da vontade e da beleza eterna.

 

 

Note que estamos falando de um homem, Platão que trouxe em sua lembrança uma verdade parcial, pois ele está falando de PSIQUE – ALMA e não de PNEU – ESPÍRITO – RHUAR.

 

Paulo, o apóstolo abortivo, veio exatamente colocar as “idéias” em pratos limpos. Veio esclarecer a verdade através das BOAS NOVAS de SALVAÇÃO, pois os homens criaram suas invenções através de suas religiões e filosofias e as religiões de hoje querem ressuscitar estas invenções, daí se tornarem “pais da mentira”, - OPOSITORES do BEM.

 

 

Obs: depois de ler esse material, com muita atenção, leiam e examinem as cartas de Paulo. Certamente ajudarão vocês compreender o exposto acima, ou melhor, encontrarão e compreenderão mais sobre a verdade do único Evangelho.

 

Por Israel Sarlo