13. mar, 2014

PARTE 6 - HERANÇAS FILOSÓFICAS E RELIGIOSAS

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS (continuação)




Neste capítulo 6 do nosso estudo sobre a Bíblia, daremos uma olhadinha em Atos 17:16-31 e entenderemos melhor sobre alguns dos filósofos daquela época.

 

Os filósofos epicureus e estóicos são importantes, pois eles discutiam nas sinagogas e nas praças todos os dias e entre os judeus e os gentios chamados de piedosos. Eles, como em nossos dias, pregavam nas praças suas ideologias. Epicureus e estóicos contendiam, tagarelavam e pareciam pregadores de estranhos deuses e entre eles alguns cristãos PREGAVAM a JESUS. PAULO foi um destes pregadores que anunciavam Jesus.

 


Esta breve introdução é para situar você, caro(a) leitor(a), a entender a HISTÓRIA da IGREJA e mostrar as grandes influências culturais antes e depois do CRISTIANISMO e o trabalho apostólico em organizar e mostrar a VERDADE que realmente LIBERTA a humanidade e que ainda encontramos os tentáculos tanto daquelas religiões e filosofias arraigados em nossos CREDOS.

 


Como ainda vemos Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros, ainda se mantém vivos através de suas "idéias", portanto cabe a todos nós, cristãos, entendermos O EVANGELHO, não nos apartarmos dele e descobrir O CAMINHO verdadeiro a seguir.

 

 

Aristóteles (384-322 a.C.) era um espírito muito menos místico do que Platão. Para ele o mundo visível era uma realidade insofismável (incontestável). Rejeitou a distinção radical entre "idéias" e fenômenos feita por Platão. Aquela não pode existir sem este. Exceto no caso de Deus, que é totalmente imaterial, cada existência é uma substância, resultado da impressão da "idéia", enquanto força formativa sobre a matéria, que é conteúdo. Em si mesmo a matéria não passa de substância potencial. Sempre existiu, embora nunca sem forma. O mundo, portanto, é eterno, já que não existe um reino de "idéias" anterior à manifestação destas em fenômenos. O mundo é o objeto do conhecimento. Aristóteles é, de fato, um cientista. As mudanças do mundo exigem o impulso de um "primeiro motor", que, por sua vez, é imóvel. Aí está a base do célebre argumento aristotélico da existência de Deus. Mas o "primeiro motor" age com propósito inteligente. Deus é, por conseguinte, não só o começo, mas o fim do processo de desenvolvimento do mundo. O homem pertence ao mundo sãs substâncias. Ele é composto, porém não só de corpo e "alma" sensível, característicos do animal, mas também duma fagulha divina de Logos, que o homem tem em comum com Deus e que é eterno, embora essencialmente impessoal, ao contrário de concepção platônica de espírito. No que tange à moral, Aristóteles afirmava que o alvo é a felicidade ou o bem-estar, atingido mediante a preservação cuidadosa da via média ideal.

 


Perceberam que estas três ESCOLAS a de Sócrates, a de Platão e a de Aristóteles, embora parecidas, tinham suas divergências? Percebam que além das influências teológicas destas ESCOLAS em nossas religiões hoje, também as divisões estão presentes nos desacordos existentes entre eles, os evangélicos, católicos, espíritas e outros, embora as ESCOLAS dizem "quase" as mesmas coisas?

 

 

Fiquem atentos, pois quando estudarmos a ESCOLA de SANTO AGOSTINHO as coisas ficarão mais claras. Não foi grande o avanço da filosofia grega do ponto de vista científico, depois de Platão e Aristóteles. No entanto, a influência direta destes dois pensadores era pequena ao tempo de Cristo. Duzentos e cinqüenta nãos após o Seu nascimento surgiria uma forma modificada de platonismo – o neoplatonismo – de grande importância, que afetou profundamente a teologia cristã. Notadamente a de AGOSTINHO. Aristóteles viria a influenciar poderosamente a teologia escolástica do fim da IDADE MÉDIA (Esta escola filosófica vigora do princípio do século IX até o final do século XVI, que representou o declínio da era medieval. A Escolástica é o resultado de estudos mais profundos da arte dialética, a radicalização desta prática. No começo seus ensinamentos eram disseminados nas catedrais e monastérios, posteriormente eles se estenderam às Universidades).

 

 

Esses antigos filósofos gregos tinham considerado o homem especialmente à luz do mundo do seu valor para o estado. As conquistas de Alexandre, que morreu em 323 a.C., trouxeram grande mudança na perspectiva do homem daquele tempo. A cultura helênica estendeu-se ao mundo oriental, mas os pequenos estados gregos deixaram de ter expressão como entidades políticas independentes. Tornou-se difícil manter, em relação às novas e vastas unidades políticas, a mesma devoção que, por exemplo, a Atenas independente tinha evocado nos seus cidadãos. A ênfase deslocava-se para o indivíduo como entidade independente. E era em termos de vida individual que a filosofia tinha agora de ser interpretada.

 

 

De que maneira poderia o indivíduo tirar o máximo proveito da vida? A essa pergunta crucial para a época ofereciam-se duas respostas. Uma era totalmente contrária à índole do cristianismo e, portanto, impossível de ser usada por este. A outra tinha certas afinidades com ele, e, por conseguinte, estava destinada a exercer grande influência sobre a teologia cristã. Referimos ao EPICURISMO e ao ESTOICISMO, que estudaremos em nossa próxima aula.

 

Israel Sarlo