14. mar, 2014

PARTE 7 - EPICURISMO

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: HERANÇAS FILOSÓFICAS E RELIGIOSAS (continuação)



Quando fiz seminário em Pindamonhangaba (SP), fiz minha monografia baseada em RELIGIÕES E FILOSOFIAS: "A AUTENTICIDADE E VERACIDADE DA BÍBLIA". Havia uma matéria no seminário, ministrada pelo missionário João Kolenda Lemos, chamada de História da Igreja, claro que tudo que se referia a história nos foi dado também e eu fiquei mais integrado nesta matéria. Meu acervo hoje sobre história é grande, sem falar do material que eu desenvolvi, pois nunca mais parei de estudar e me interessar por história geral. Aliás, não seria possível entender Daniel sem ter conhecimento de história, pois ele é claro quando se refere a ESTÁTUA vista pelo rei Nabucodonosor e sua explicação foi fantástica, aliás, ainda tem parte desta história que mantém a HISTÓRIA RELIGIOSA E FILOSÓFICA EM PÉ, os pés da estátua que será destruída com um pedra lançada, mas isto é outro assunto.

 

Quando se fala no ORIENTE MÉDIO, eu estou sempre ligado. Quando qualquer coisa acontece em ISRAEL me interesso em pesquisar mais e desenvolver mais o que ouço ou leio. Portanto, fiquem atentos, pois estou apaixonado por este estudo que passo para vocês. Nunca tive coragem para fazer isto, mas a Priscila Turco, minha irmã em Cristo, se apaixonou pela ESCOLA do MESTRE, e como vou trabalhar nesta ESCOLA do MESTRE com nosso grupo, entendi necessário falar também sobre as HISTÓRIAS DAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS que semearam tantas verdades para a ciência e tantas mentiras para os religiosos.

 

Hoje estudaremos o EPICURISMO e sei que todos nós seremos iluminados. Já recomendei que lessem atentamente Atos 17 e sobre este assunto será bom também dar uma olhadinha em Atos sobre a ida de Paulo em Atenas e a pregação dele sobre O DEUS DESCONHECIDO (Atos 17:16 em diante). Vocês encontrarão neste episódio a enormidade de deuses existentes lá e atrás de cada um deles as suas HISTÓRIAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS e não é sem sentido que a Bíblia diz que atrás de todo ídolo há OPOSIÇÕES.

 

EPICURO (342-270 a.C.), que passou a maior parte de sua vida em Atenas, ensinava que a satisfação mental é o alvo mais alto do homem, e que esse estado é mais perfeito quando é passivo. Consiste ele na ausência de tudo quanto perturba e importuna. Vê-se desde já por que Epicuro não merece as censuras freqüentemente assacadas ao seu sistema. Na realidade, sua vida demonstra que ele foi um asceta. Os piores inimigos da felicidade mental, dizia ele, são os temores injustificados, dos quais o principal é o horror à ira dos deuses e à morte. Ambos são temores infundados. Os deuses exigem, mas não criam nem governam o mundo. Como Demócrito (470?-380? a. C.), Epicuro afirmava que o mundo tinha sido formado pelo acaso e pela combinação sempre nova de átomos eternamente existentes. Tudo é material, inclusive a alma do homem e os próprios deuses. A morte é o fim de tudo. Isso não significa que seja um mal, pois não subsiste nela consciência de coisas alguma. Enquanto religião, portanto, o epicurismo consistia numa forma de indiferentismo. Essa ESCOLA espalhou-se rapidamente. Na sua brilhante De Rerum Natura, o poeta romano Lucrério (98?-55? a.C.) exprimiu o aspecto mau sobre o epicurismo, mas a influência do sistema como um todo foi de caráter destrutivo, e levava a um conceito sensual de felicidade.

 

Contemporâneo de Epicuro, Euêmero (cerca de 300 a.C) ensinava que os deuses das velhas religiões não passavam de homens deificados, cuja aura de divindade provinha de mitos e tradições a seu respeito. O poeta Ênio (239?-170? a.C.) repetia e pregava as mesmas idéias em Roma. Paralelamente ao epicurismo, surgiram idéias totalmente cépticas, representadas pelo ensino de Pirro de Eléia (360?-270? A.C.) e seus seguidores. Afirmavam eles que a natureza real das coisas nunca pode ser compreendida. Mas que isso, a escolha de uma linha de ação é sempre dúbia.

 

 

Na prática, Pirro, como Epicuro, pregavam o afastar-se de tudo o que importuna e perturba, como ideal de vida. O CRISTIANISMO pouco teria em comum com tais teorias, embora os apologistas viessem a fazer uso das idéias de Euêmero, nos seus ataques à mitologia pagã, e o Pais lançasse mão de argumentos herdados do cepticismo com o fito de fazer valer sua afirmação de que a razão humana é severamente limitada.

 

Outra grande resposta era a do ESTOICISMO, o exemplo mais nobre do pensamento ético pagão antigo. Entre o CRISTIANISMO e o ESTOICISMO havia, em algumas facetas, grandes pontos de aproximação; em outras, grande distância. Seus líderes eram: Zenão (?264 a.C.), Cleantes (301?-232 a.C.) e Crisipo (280?-207? A.C.). Embora originário de Atenas, desenvolveu-se com mais intensidade fora da Grécia, especialmente em Roma, onde Sêneca (?3 a.C. -65 d.C.), Epicteto (60 d.C. -7) e o Imperador Marco Aurélio (121-180 d. C.) tiveram grande influência.

 

Esta 7ª aula é de suma importância, ela marca ESCOLAS parecidas, no entanto divididas por nuances que, aparentemente, não tem importância, mas estas nuances foram as responsáveis pela existência de muitas RELIGIÕES fracionadas de FILOSOFIAS religiosas bem arraigadas.

 

Prestem a atenção, pois todos estes fundadores ou alimentadores de "idéias", embora mortos, suas doutrinas ainda perduram em muito de nossas famosas religiões, por exemplo: o acreditar que tudo acaba com a morte é hoje uma das colunas mais forte de certa DENOMINAÇÃO que, embora fale em JEOVÁ, não reconhece JESUS como Deus e que existe certo número de privilegiados que irão viver com JEOVÁ e o restante não tem mais expressão. A morte é, segundo eles, o esquecimento de tudo.

 

Disse Jesus: "Eu e o Pai somos UM." (João 10:30)

 

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a sim mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens." (Filipenses 2: 5-7)

 

Em nossa próxima aula vamos tratar do ESTOICISMO que era muito atuante em TARSO, nome este que foi ligado a SAULO – SAULO de TARSO -, depois PAULO, o APÓSTOLO ABORTIVO que nesta época se tornou o maior perseguidor do CRISTIANISMO e que tinha em suas mãos uma autorização para prender e matar os CRISTÃOS e ESTEVÃO foi sua primeira vítima – ESTEVÃO uns dos sete DIÁCONOS da IGREJA e o PRIMEIRO MÁRTIR do CRISTIANISMO.

 

 

Israel Sarlo