19. mar, 2014

PARTE 10 - ESTOICISMO e suas variantes

BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS: Heranças Religiosas e Filosóficas (continuação).

  

Por razões patrióticas, os imperadores mais atilados (espertos) procuraram fortalecer as religiões populares antigas e transformá-las em adoração do estado e do seu chefe. Na verdade, foi nos dias da república que começou a deificação patriótica do estado romano.

 

Já em 195 a.C., encontra-se em Esmirna o culto da “Dea Roma”. Essa reverência era favorecida pela popularidade do império nas províncias, já que ele assegura um governo melhor do que a da república. Em 29 a.C., Pérgamo já dispunha de um templo dedicado à Roma e ao Augusto. Espalhou-se rapidamente esse culto dedicado ao governante como corporificação do estado ou, melhor dizendo, ao seu “gênio” ou espírito que nele habitava. Criou-se logo um sistema sacerdotal patrocinado pelo estado, dividido e organizado em províncias, encarregado da celebração não só do culto, como também dos jogos anuais, em larga escala. Foi essa provavelmente a organização de caráter religioso mais desenvolvida ao tempo do primeiro império.

  

Ainda está por ser verificado com exatidão o grau de influência que exerceu sobre as instituições cristãs. Do ponto de vista do homem moderno, havia nesse sistema muito mais patriotismo do que religião. Mas a sensibilidade cristã primitiva considerava a adoração do imperador absolutamente irreconciliável com a fidelidade a Cristo. A descrição da igreja de Pérgamo (Ap. 2:13) é exemplo típico dessa opinião. Para os romanos, a recusa dos cristãos em render culto ao imperador parecia pura e simples traição, razão porque se iniciou a grande era dos mártires.

  

Se você perceber, cada uma das SETE IGREJAS em Apocalipse tornou-se uma ESCOLA com matérias que precisavam de certa revisão, apenas a IGREJA de FELADELFIA, ficou fora da correção.

 

  

A necessidade que o homem tem de religião é muito mais profunda do que a de filosofias ou cerimônias. Está no homem o CÓDIGO de DEUS. Deus está na vida do homem, afinal somos imagem e semelhança dEle. As grandes civilizações sem nada entender de Deus reconhecia nEle toda SOBERANIA. Os incas, maias, as tribos egípcias e seus imperadores, os medos, persas e até mesmo nossos índios viam na lua, sol sua maneira de reconhecer a SOBERANIA de Deus. Está no homem a chama que nos leva a Ele – Deus.

 

 

Só o homem excepcional se satisfaz com uma doutrina filosófica. As cerimônias atraem maior número, mas não bastam aos que exercem com mais zelo a capacidade de raciocínio, nem aos dotados de um sentimento agudo de indignidade pessoal.

  

 

Surgiram tentativas de reavivar o paganismo popular mais antigo, já moribundo. Muitos dos primeiros imperadores mostraram-se grandes construtores e protetores de templos. O exemplo mais típico e notável de tentativa de reavivamento e purificação da religião popular é o de Plutarco (46? d.C. 120?), de Queronéia, na Grécia. Criticando a mitologia antiga, Plutarco rejeitava tudo o que subentendesse a prática de atos cruéis ou moralmente indignos por parte dos deuses. Há um só Deus afirmava ele. Os deuses populares são personificações de atributos seus. Ou espíritos subordinados. Cria também em oráculos, providências especiais e retribuição futura, e pregava uma vigorosa moralidade. Seus esforços no sentido de reavivar o que de melhor havia no antigo paganismo estavam, porém, destinados ao fracasso, e conquistaram poucos seguidores.

 

  

A grande maioria dos que sentiam necessidades de ordem religiosa simplesmente adotavam as religiões orientais, notadamente aquelas em que predominava a preocupação com a redenção, em que o misticismo e o sacramentalismo eram traço marcante. Isso era grandemente favorecido pelo vasto afluxo de escravos orientais para a área ocidental do mundo romano no fim da república. A disseminação dessas crenças independentes do CRISTIANISMO – e, até certo ponto, rivais deste – durante os três primeiros séculos de nossa era, contribuiu para o aprofundamento do sentimento religioso em todo o império e, nesse sentido, facilitou o triunfo do CRISTIANISMO.

  

Na próxima aula vamos terminar com o ESTOICISMO para então entrarmos na ESCOLA JUDAICA.

  

AGUARDEM!

 

por Israel Sarlo