Estudo bíblico

3. jan, 2015

NOSSOS GUIAS OU MESTRES DE CADA DIA

 

“Não bombardeiem de críticas as pessoas quando elas cometem um erro, a menos que queiram receber o mesmo tratamento. O espírito crítico é como um BUMERANGUE”. (Mateus. 7:1-2 versão A Mensagem).

 

“Não bombardeiem de críticas as pessoas quando elas comentem um erro, a menos que queriam receber o mesmo tratamento. Não pisem nos que estão por baixo: a situação pode se inverter. Tratem todos com bondade, e a vida será muito melhor. Entreguem a vida! Vocês a receberão de volta, e não só isso: o retorno será cheio de recompensa e de bênçãos. Dá é o caminho, não ganhar. Generosidade produz generosidade” (Lucas 6:37-38 versão A Mensagem).

 

Estes dois textos são traduções da BÍBLIA A Mensagem, mas, se usarmos a tradução comum, Mateus 07:1-2 encontraremos: “Não julgueis, para que não sejais julgados, porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes MEDIDO vos há de medir a vós”.

 

A palavra julgar aqui tem o sinônimo de CRÍTICA DESTRUTIVA, e não exortação no sentido bíblico que seria também CRÍTICA, mas a CONSTRUTIVA, pois exortar seria ensinar ou alimentar.

 

Se você se dedicar a história, principalmente a história da religião chamada de cristã irá descobrir seu alicerce ou sua base CRÍTICA. Vamos perceber o que o PODE-NÃO-PODE criado por mentes religiosas, quase sempre ligadas ao poder ou a necessidade psicológica do TER: Vamos descobrir que, durante anos, o que achavam ser certo, dogmas ou doutrinas vindas do céu, com o tempo eram substituídas ou descartadas sumariamente dos cânones religiosos.

 

Vamos logo ao nascimento de Cristo, nas terras que ladeavam o Mediterrâneo estavam a um passo de Roma. Estes territórios abrangiam toda a civilização então conhecida pelo homem comum, eram dominados por um tipo único de cultura e é de lá que toda nossa origem ou base religiosa vieram e foi de lá que emergiu as grandes ideias religiosas com suas variedades que saltava aos olhos. E, seria bom não esquecermos que Roma traz para seu berço cultural e religioso toda força política e religiosa do Império Grego, que anteriormente teve toda influência cultural e religiosa dos MEDOS, PERSAS e do grande Império Babilônico. Quem conhece o Velho Testamento sabe do que estou dizendo, principalmente sobre o Profeta Daniel.

 

Voltando então para nosso início, digo que certos fatores presentes no ambiente intelectual em que se inseriu o cristianismo provêm das religiões antigas universais e remontam a datas antipatiquíssimas.

 

Além desses conceitos gerais comuns à religião popular, o mundo a que se dirigiu o cristianismo devia muito à influência especifica do pensamento grego. As ideias helênicas dominavam a inteligência do Império Romano. A reflexão filosófica dos gregos ocupou-se inicialmente a explicação do universo físico. Porém, com Heráclito de Éfeso, embora tudo seja ainda considerado, em certo sentido, físico, o universo, que está num contínuo fluir, passa a ser considerado como formado por um elemento ígneo, a razão que penetra em todas as coisas, da qual a alma do homem é parte. Aí está provavelmente, ainda que em germe, o conceito de LOGOS, de grande importância no pensamento grego subsequente e na teologia cristã. Daí Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro, Euêmero e tantos outros, aliás se houver interesse, busque em nosso BLOG tudo isto em nossa página sobre história religiosa e lá você ainda vai ter conhecimento sobre estas mentes que influenciaram com sua CRÍTICA DESTRUTIVA e CONSTRUTIVA as religiões de hoje como:Alexandre o Grande, os gnósticos, o judaísmo, a  Comunidade Palestina, Paulo de Tarso, o Império Romano, Os Apologistas, Marcião, o Montanismo, Irineu, Tertuliano e Cipriano e etc., e etc. (CLIQUE PARA ACESSAR O MATERIAL SOBRE HISTÓRIA) 

 

Mas o que tem a ver tudo isto com o texto de Mateus e Lucas? Estamos falando de JULGAMENTO ou CRÍTICA, pois bem, quando O MESTRE diz: “... Com o juízo com que julgardes sereis julgados...” O MESTRE está nos ensinando é que pelos frutos é que conhecemos as árvores, isto é, com qual julgamento você JULGA ou CRÍTICA as pessoas em sua fé? Segundo estas influências que influenciaram e influenciam nossas IGREJAS EVANGÉLICAS? Segundo estes pensadores religiosos ou filosóficos diversos? Qual sua árvore genealógica psíquica (em termos religiosos) e o que dela herdamos e assim julgamos capazes de julgar as pessoas por estas MEDIDAS puramente humanas e pagãs? Seu prumo ainda não é o EVANGELHO que como Espada de dois gumes penetra e divide alma do espírito chegando às juntas e medulas?

 

No texto primeiro encontramos um aviso do Mestre para não bombardearmos com CRÍTICAS os erros dos outros, pois se assim o fizermos estaremos recebendo estes mesmos erros que condenamos. Também precisamos analisar bem o que achamos ser um erro, pois o MESTRE sempre trabalhou com as pessoas em cima daquilo os judeus chamavam de erros. Seria também interessante entendermos que, segundo as religiões antigas, temos muita preocupação em olhar mais os frutos e não percebermos a árvore, isto é, olhamos os erros nos homens e nunca damos a atenção ao homem, alvo do amor de Deus (João 3:16).

 

No mesmo texto, o MESTRE diz que o apontar de dedos, acusando os outros com o ar de JULGAMENTO ou com a CRÍTICA DESTRUTIVA, tem efeito BUMERANGUE, isto é, com a MEDIDA com que medimos seremos igualmente MEDIDOS. Já no texto de Lucas a ideia vem acompanhada de solução, quando houver a CRÍTICA e ela será conhecida PRODUTIVA quando acompanhada de amor: “...Tratem todos com bondade, e a vida será muito melhor. Entreguem a vida! Vocês a receberão de volta, e não só isto: o retorno será cheio de recompensas e de bênçãos. Dá é o caminho, não ganhar. Generosidade produz generosidade”. Cuide da árvore, descubra que o fruto ruim que nela está pode ser de algum enxerto, não mate a árvore, pode, limpe para que dê frutos verdadeiros.

 

Muito bem, agora então a pergunta: Qual é hoje a sua ferramenta ou suas ferramentas para julgamento ou críticas? Será que ainda não entendeu que o EVANGELHO é a nossa única regra de fé? Será ele (o evengelho) sua única ferramenta? Mas se você está nesta do “PODE-NÃO-PODE”, quero lhe informar que ainda perdura em você as filosofias antigas, ultrapassadas pelo EVANGELHO. Se sua maneira de MEDIR ou JULGAR as pessoas ainda está em proibições religiosas, não esqueça, quanto mais algemados ao medo estivermos mais dinheiro daremos a estes ávidos homens que cognominamos de “NOSSOS GUIAS E MESTRES DE CADA DIA” e é por esta razão que aconselhamos a todos a inteirarem-se da grande e maior escola do mundo “A ESCOLA DO MESTRE”.

 

 

Israel Sarlo

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