História bíblica 2

23. out, 2019

Sou insistente em destacar a importância em conhecer a história da Igreja. Faz falta tal conhecimento quanto à leitura e estudo das escrituras. Tenho dito que o único LIVRO HISTÓRICO NAS ESCRITURAS, ainda em aberto, chama-se O LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS. Também temos estudado nossa única base cristã nas três principais ESCOLAS NAS ESCRITURAS. São elas:

1° A ESCOLA DOS PROFETAS;

2° A ESCOLA DO MESTRE e

3° A ESCOLA APOSTÓLICA.

Importante lembrar que o centro do cristianismo teve sua base em JERUSALÉM, mas foi nesta JERUSALÉM, por ordem de Herodes Antipas que Tiago Maior, irmão de João, filhos de Zebedeu, os conhecidos como Filhos do Trovão, perdeu sua cabeça pelo fio de uma espada.

Os cristãos de JERUSALÉM foram dispersos e assim ANTIOQUIA passa a ser o CENTRO DO CRISTINISMO. Lá, pela primeira vez, os seguidores do Mestre são chamados de cristãos. Para esta missão foram escolhidos Paulo e Barnabé, sendo o segundo o mais indicado e líder desta missão.

Não foi nada fácil o desafio para Paulo e Barnabé, pois em ANTIOQUIA viviam quatro classes sociais discriminadas:

- O ROMANO: homem militarizado, de pouca cultura, amigo de poucas palavras e cheio de orgulho pelo status de dominador do mundo de então;

- O GREGO: helenista, aristocrata social e intelectual, descrente da metafísica dos velhos deuses, e tanto mais crente da física da matéria e dos prazeres sensuais;

- O SÍRIO: indígena, mais ou menos plebeu, indolente, sem caráter, cuja filosofia e teologia se confundiam numa Babel caótica de crendices e supertições, qual a qual mais absurda e sem sentido e

- O JUDEU: negociante solene, segregado quando possível da turba profana dos “goim”, cônscios da sua condição de favorito de YAHVEH e convencido de ser o único homem religioso do mundo.

O mais triste de tudo isto é que AS ESCOLAS citadas no início desse texto foram influenciadas por estas classes citadas logo acima e chegando até nós as ESCRITURAS com interpretações múltiplas, embora, graças a Deus, o EVANGELHO nada foi alterado por ser um CÓDIGO DIVINO, os homens que não “NASCERAM DE NOVO” não tiveram e não têm acesso a ele.

Obs.: Significado de goim - Do hebráico Goyim = gado; povo

 

Bom estudo. 

Israel Sarlo

 

 

 

7. abr, 2016

 

QUE PRECISAMOS SABER SOBRE A REFORMA PROTESTANTE –  PARTE 15

 

Das separações, a causada pela guerra dos camponeses foi a mais desastrosa. Sentiu Lutero que o seu Evangelho não podia ser envolvido nas exigências sociais e econômicas dos camponeses desordeiros. A seus olhos, toda revolução era rebelião contra Des. Isto lhe custou caro. A simpatia popular por sua causa ficou muito diminuída entre as classes inferiores. A desconfiança dele quanto ao homem comum foi aumentada, e seu pensamento de que a reforma devia ser obra dos príncipes temporais foi bastante fortalecido. Seus oponentes, entretanto, apontaram essas revoltas como fruto natural da rebelião contra a antiga Igreja.

 

Então, Adriano VI, papa medieval, ainda que reformador a seu modo, faleceu. O sucedeu, em novembro de 1523, Julio de Médice, como Clemente VII (1523-1534). Este era homem de caráter respeitável, mas pouco reconhecedor da importância das questões religiosas, e, antes de mais nada, politicamente um príncipe mundano da Itália. O novo Reichstag reunido em Nuremberg, na primavera de 1524, Clemente enviou como seu legado o um hábil Cardeal Lourenço Campeggio (1474-1539). Pouco obteve Campeggio. O Reichstag prometeu cumprir o edito de Worms contra Lutero “como fosse possível” e exigiu uma “assembléia geral da nação alemã”, a se reunir em Espira, no outono próximo. O ausente imperador conseguiu frustrar esse reunião. O êxito de Campeggio, no entanto, foi alcançado for do Reichstag. Em virtude de seus esforços, em 7 de julho de 1524, em Ratisbona, foi formada uma liga para apoiar a causa romana. Reunia o irmão do imperador, Fernando, os duques da Baviera e os bispos do Sul da Alemanha. Um quinto das rendas eclesiásiasticas foi dado aos príncipes leigos, foram estabelecidas normas pra a obtenção de um clero mais digno, diminuídas as cobranças clericais, o número de dias santos observados como feriados bastante encurtados, a pregação seria de acordo com os Padres da Igreja primitiva e não de acordo com os escolásticos. Foi o começo de uma CONTRA-REFORMA de fato. Seu efeito, porém, foi aumentar a separação da Alemanha em partidos e fortalecer as linhas de demarcação sobre a base das possessões de príncipes territoriais cheios de rivalidades. A nação estava desesperadamente dividida.

 

Enquanto Roma se fortalecia no Sul da Alemanha, a causa de Lutero recebia importantes adesões. A principal foi, em 1524, a do conde de larga visão Filipe de Hesse (1518-1567), o mais hábil político dentre os príncipes luteranos. Ao mesmo tempo Alberto da Prússia, grão-mestre dos Cavaleiros Teutônicos, Jorge de Brandenburgo, Henrique de Mecklenburgo e Alberto de Mausfelde demonstravam decidido interesse na causa evangélica. Em 1524 também haviam sido ganhas as importantes cidades de Magdeburgo, Nuremberg, Estrasburgo, Augsborgo, Esslingen, Ulm e outras de menor valor.

 

Nos sombrios dias da revolta dos camponeses morreu (5 de maio de 1525) o cauteloso protetor de Lutero, Frederico, o Sábio. O sucedeu seu irmão João, “o Constante” (1525-1532). Foi favorável a Lutero a mudança, pois o novo eleitor era luterano ativo e declarado. Nesse tempo se deu o casamento de Lutero com Catarina Von Bora (1499-1552), realizado em 13 de junho de 1525. Essa união demonstrou alguns dos aspectos mais atrativos do caráter do reformador. O casamento foi repentinamente arranjado, de modo que a acusação algumas vezes feita deque o desejo de casar tivera algo a ver com a revolta de Lutero contra Roma é palpavelmente absurda. Entanto o repúdio do celibato clerical foi, por certo, favorável nos seus resultados finais. Nesta hora, porém, aumentou as causas de divisões, e o consórcio de um ex-monge com uma ex-freira pareceu dar razão à amarga pilhéria de Erasmo – a REFORMA, que parecia uma tragédia, era realmente uma comédia, cujo fim foi um casamento.

 

Israel Sarlo

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3. abr, 2016

 

QUE PRECISAMOS SABER SOBRE A REFORMA PROTESTANTE –  PARTE 14

  

A terceira separação foi ainda mais séria. Causada pela revolta dos cantoneses. O estado destes, desde muito, era de crescente miséria e sua conseqüente agitação, especialmente no sudoeste onde o exemplo de melhores condições na vizinha Suíça instigava o descontentamento. O luteranismo diretamente pouco tinha a ver com a revolta. As manifestações mais fortes foram em regiões nas quais o movimento REFORMISTA apenas penetrara. A excitação religiosa e a radical pregação popular foram, por certo, causas secundárias e possivelmente primárias. Iniciada no extremo sudoeste alemão, em maio e junho de 1524, a insurreição era mui forte na primavera do ano seguinte. Em março de 1525 os camponeses apresentaram doze artigos:

 

 1º- exigindo o direito de cada comunidade escolher seus pastores;

 2º- DEPOR seus pastores.

 3º- QUE os grandes dízimos (em grãos) fossem usados para o sustendo dos referidos pastores;

 4º- QUE os grandes dízimos também para despesas outras da comunidade;

 5º- ABOLIDOS os pequenos dízimos;

 6º- EXTINTA a servidão;

 7º- DIMINUÍDOS os lugares reservados para a caça;

 8º-O USO das florestas aberto aos pobres;

 9º- REGULADO o trabalho forçado e pago devidamente;

 10º- NÃO criação de novas leis;

 11º- TERRAS comuns, que haviam sido tomadas, devolvidas às comunidades;

 12º- ABOLIÇÃO dos pagamentos por herança seus senhores.

 

Outros grupos de camponeses, um dos qual chefiado por Tomás Münzer, foram bastante mais radicais. De início, Lutero procurou ver as injustiças de ambos os lados. Mas quando a revolta mal dirigida caiu em excessos maiores e pareceu tornar-se anarquista, voltou-se contra os camponeses com violento panfleto – Contra a Corja de Camponeses Assassinos e Ladrões – exigido que os príncipes esmagassem pela força. A grande derrota de Francisco I da França nas proximidades de Pavia pelo exército imperial, em 24 de fevereiro de 1525, permitiu aos príncipes alemães dominar a revolta. A insurreição camponesa foi marcada por espantosa carnificina.

 

Israel Sarlo

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2. abr, 2016

 

O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE A REFORMA PROTESTANTE –  PARTE 13

 

Até aqui a maré subia forte no sentido favorável a Lutero. Começaram, porém, as divisões nos anos de 1524 e 1525. O efeito delas foi limitar o movimento REFORMISTA, fazer de Lutero o chefe de um partido em vez de líder nacional, dividir a Alemanha e lançar a ele nos braços dos príncipes temporais.

 

A primeira das separações foi a dos humanistas. Erasmo, seu guia admirado, tinha pouca simpatia pela doutrina de Lutero da justificação somente pela fé. Segundo seu pensamento, a REFORMA viria pela educação, afastamento da superstição e o retorna às “fontes” da verdade cristã. Os tempestuosos escritos de Lutero e o tumulto popular cada vez mais lhe pareciam odiosos. Comungava com os humanistas no alarma com o declínio na procura das universidades alemãs, o que universalmente tiver início com o surgimento da controvérsia religiosa, e o desaparecimento do interesse em questões puramente eruditas. Ainda que freqüentemente instado, longamente relutou em atacar Lutero. Por fim, no outono de 1524, enfrentou a negação do livre arbítrio por Lutero. No seu cuidadosamente arrazoado “Diatribe de libero arbítrio”, argumentou, baseado no exame de relevantes passagens da Escritura, por uma interpretação ética da religião. E concluiu que a doutrina da Igreja, assentada igualmente na liberdade de o homem se decidir por Deus e sua necessidade de graça, era preferível à predestinação extremista de Lutero, porque evita maniqueísmo tanto quanto o pelagianismo. Um ano mais tarde Lutero replicou com seu tratado “De servo arbítrio” (Da Escravidão da Vontade). Lutero acompanhou de perto o esboço de Erasmo e procurou refutá-lo seção por seção. Sobra a base do testemunho da Bíblia, que ele considerou claro e único, afirmou a dependência absoluta do homem acerca do onipotente Deus e seu gratuito dom da graça. Declarou a favor da predestinação e não temeu afirmar doutrinas que raiavam pelo determinismo.

 

O rompimento entre Lutero e Erasmo era incurável. Muitos dos humanistas abandonam Lutero, ainda que entre os discípulos de Melanchton vagamente se desenvolveu uma escola mais jovem de humanistas luteranos.

 

Eu tenho dito e escrito algumas vezes que mesmo vivendo 500 anos eu não teria tempo em expor as muitas ESCOLAS existentes na Bíblia e citei as ESCOLAS PROFÉTICAS, e, sem dúvidas, as ESCOLAS RABÍNICAS, as ESCOLAS DAS TRADIÇÕES DOS ANCIÃOS, agora imagina as ESCOLAS SURGIDAS deste o ano 70? Claro que a ESCOLA LUTERANA abriu muitas e muitas outras ESCOLAS. Como sabemos o LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS ainda está sendo escrito e a cada instante se abre novas ESCOLAS, no entanto a única e verdadeira ESCOLA é a do MESTRE tendo dado unicamente franquia aos APÓSTOLOS que fundou a ESCOLA APOSTÓLICA. Vamos continuar a estudar e descobrir doutrinas que Lutero defendeu e outras erguidas para eliminar a dele. Tenhamos cuidado e como parâmetro as duas únicas ESCOLAS da DISPENSAÇÃO DA GRAÇA.

 

Na Alemanha, Lutero era por alguns considerado só meio reformador. Entre tais radicais estava seu antigo companheiro Karlstadt. Tendo perdido toda a influência em Wittenberg, adotou idéias e práticas ainda mais radicais e conseguiu muitos aderentes em Orlamünde, e praticamente desafiou Lutero e o governo da Saxônia. Negava o valor da instrução, vestia a vivia como camponês, destruía imagens e rejeitava a presença física de Cristo na Ceia. Ainda mais radical foi Tomás Münzer (1488?-1525), que dizia ter revelações diretas e que atacou romanistas e luteranos por sua dependência da letra da Escritura. Ex-sacerdote católico romano caiu sob a influência de Lutero durante uma estada em Wittenberg (1519-1520). Como ardente pregador evangélico, trabalhou em Zwickau e na Boêmia, onde pretendeu construir a “nova Igreja”. Como ministro na cidade de Allstedt (desde 1522), na Turíngia, foi além de Lutero tanto na interpretação do Evangelho como em programa de REFORMA. Opondo-se à confiança de Lutero na Escritura e ao seu ensino da justificação pela fé, afirmou um espiritualismo que colocava a Bíblia sob o teste da experiência religiosa e que resultava em renascer sob o impacto da eleição divina. Foi homem de grande originalidade e claro poder profético. A ordem de culto que criou para Allstedt rompeu radicalmente com toda tradição católico-romano, incluindo o batismo de crianças. Cria que a REFORMA caminhava para o estabelecimento de uma igreja de eleitos que traria nova ordem social de justiça e amor. Opondo-se ao “boa vida de Wittenberg”, isto é, à recusa de Lutero de aceitar sua redescoberta da nova lei do Evangelho quer para a vida social ou moral, advogou, se necessário, uma revolução sangrenta para derribar a injustiça sacerdotal. Não é, pois, de admirar que, no devido tempo, tenha assumido a posição de chefe da revolta dos camponeses. A estes e outros desse tipo Lutero se opôs com vigor, chamando-os Schwärmer, isto é, fanáticos. A presença deles mostrava uma crescente ruptura nas forças da REFORMA.

 

Israel Sarlo

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30. mar, 2016

 

O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE A REFORMA PROTESTANTE –  PARTE 12

 

No entanto, o imperador estava de mãos amarradas pela guerra com a França pelo controle da Itália, guerra que o fez estar ausente da Alemanha de 1521 a 1530. Era impossível uma interferência de sua parte na REFORNA. O Papa Leão X terminara seu reinado de pompa em dezembro de 1521. Foi seu sucessor o antigo tutor holandês de Carlos V, Adriano VI. Era este homem de estrita ortodoxia medieval, mas plenamente consciente da necessidade de REFORMA moral e administrativa na corte papal. Seu curto pontificado de apenas vinte meses foi um esforço lamentavelmente infrutífero para brecar os males dos quais ele acreditava que o movimento herético de Lutero era castigo divino. A simpatia por Lutero rapidamente se espalhou, não só na Saxônia, mas em cidades da Alemanha. Ao Reichstag, reunido em Nuremberg, em novembro de 1522, Adriano enviou um núncio com um Breve. solicitando a aplicação do edito contra Lutero, mas admitindo houvesse muitas falhas na administração eclesiástica. Respondeu o Reichstag com a declaração de que o edito era impossível de ser cumprido, e pedindo um concílio para a REFORMA da Igreja, que se deveria reunir dentro de um ano na Alemanha. Enquanto isso, somente o “verdadeiro, puro, genuíno e santo EVANGELHO” devia ser pregado. E o Reichstag renovou as velhas queixas contra os desgovernos papais. Ainda que na forma, na realidade foi uma vitória para Lutero e sua causa. Parecia que a REFORMA conseguiria o apoio de toda a nação alemã.

 

Sob estas circunstâncias favoráveis, congregações evangélicas se foram rapidamente formando em muitas regiões, ainda que sem constituição ou ordem de serviço fixas. Lutero agora estava convencido de que tais associações de crentes tinham pleno poder para indicar e depor seus pastores. Também sustentava que os governantes temporais, pela sua posição de autoridades principais e responsabilidade na comunidade cristã, tinham o grande dever de velar pelo EVANGELHO. As experiências do futuro próximo, e as necessidades da organização da Igreja atual dentro de extensos territórios, fizeram Lutero abandonar qualquer simpatia que então tivesse por um eclesiasticismo livre a favor de uma estrita dependência do Estado. Para satisfazer as exigências do novo culto evangélico, em 1523 Lutero publicou Ordem de Culto, que acentuava o lugar central da pregação. Sua Fórmula da Missa, ainda em latim, excluía as implicações sacrificais, recomendava a ministrarão do cálice aos leigos e aconselhava o emprego de hinos populares pelos adoradores. No Tauf-büchlein apresentava o ofício batismal em alemão. O abandono das missas privadas e missas pelos mortos, com suas tarifas, trouxe sériosproblemas ao sustento do clero. Lutero pensou resolvê-los com salários tirados de um fundo comum provido pela municipalidade.

 

Lutero dizia que grande liberdade era permissível em pormenores do culto, desde que a “Palavra de Deus” fosse mantida no centro. As diversas congregações REFORMADAS, então, logo mostraram muitas variações e a tendência para o uso do alemão logo se desenvolveu. O próprio Lutero, daí, publicou a Missa Alemã, em 1526. Considerava a confissão deveras desejável como preparatória do cristão ainda incipiente para a Ceia do Senhor, não, porém, obrigatória. Julgada pelo desenvolvimento da REFORMA em outros lugares, a atitude de Lutero em matéria de culto era muito conservadora. Mantinha o princípio de que “o que não é contrário à Escritura é pela Escritura e a Escritura por ele”. Portanto reteve muitos dos costumes romanistas como o uso de velas, crucifixos e o emprego ilustrativo de quadros.

 

Israel Sarlo

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