1. abr, 2014

PARTE 7 - O MESSIAS DA ESPERANÇA JUDAICA

 

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS (continuação).

 

 

 

No ensino de Jesus, o reino de Deus subentende o reconhecimento da soberania e paternidade de Deus. Nós somos filhos seus razão por que devemos amá-lo e ao nosso próximo (Mc. 12:28-34). Próximo de todo aquele a quem podemos ajudar (Lc. 10:25-37). Não é o que fazemos agora. É preciso, portanto, que nos arrependamos, contristados pelo nosso pecado, e nos volvamos para Deus. Essa atitude de contrição e confiança (arrependimento e fé) é acompanhada do perdão de Deus (Lc. 15:11-32). O padrão ético do Reino é o mais elevado que se possa conceber. "Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste" (Mt. 5:48). Implica em atitude absolutamente enérgica em relação ao eu (Mc. 9:43-50), e ilimitada disposição de perdoar em relação aos outros (Mt.18:21,22). O perdoar aos outros é condição necessária para que Deus perdoe (Mc.11:25, 26). Há dois caminhos que podemos seguir na vida: um largo e fácil, o outro estreito e árduo, levando ou a um futuro abençoado, ou à destruição (Mt. 7:13, 14). A atitude de Jesus, tal como a de sua época, era fortemente escatológica. Sentia ele que, embora começasse agora, (Mc. 4:1-32; Lc. 17:21) o reino se manifestaria com poder muito maior no futuro próximo. O fim da presente época não parecia muito distante (Mt. 10:23; 19:28; 24:34; Mc. 13:30). Não há dúvida de que muitos desses pronunciamentos e ideias encontram paralelo no pensamento religioso da época. Seu efeito global, porém, foi revolucionário.

 

 

 

1 - "Ele os ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas" (Mc. 1:22).
2 - Jesus podia dizer que o menor dos seus discípulos era maior do que João Batista (Mt. 11:11) e que o céu e a terra passariam, mas não as palavras (Mc. 13:31).
3 - Chamava a si os cansados e oferecia-lhes alívio ( Mt. 11:28).
4 - Aos que o confessassem diante dos homens prometia que haveria de confessá-los diante de seu Pai (Mt. 10:32).
5 - Declarava que ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quisesse revelar (Mt. 1127; Lc. 10:22).
6 - Proclamava-se Senhor do sábado (Mc. 2:23-28) – e o sábado era o que, no pensamento popular, havia de mais sagrado na Lei dada por Deus ao povo judaico.
7 - Afirmava que tinha autoridade para pronunciar o perdão de pecados (Mc. 21-11).
8 - De outro lado, não era menor a clareza com que sentia sua própria humanidade e limitações).
9 - Ele orava e ensinava os discípulos a orar.
10 - Declarava não sabre o dia e à hora do fim do presente século, coisa que só o Pai conhecia (Mc. 13:32).
11- Não lhe competia resolver quem, quando de sua exaltação, havia de sentar-se à sua direita ou à sua esquerda (Mc. 10:40).
12- Orava para que se cumprisse, não a sua, mas a vontade do Pai (Mc. 14:36).
13- E, na agonia da cruz, clamou? "Deus meu, por que me desamparastes?" (Mc. 15:34).

 

 

Nesses pronunciamentos está o mistério da sua pessoa. Sua humanidade é tão evidente quanto a sua divindade. A explicação de como isto é possível excede os limites de nossa experiência e, por conseguinte, a nossa capacidade de compreensão. A Igreja, porém, tem-se preocupado sempre com o problema e, não raro, dado ênfase praticamente a uma das facetas, em detrimento da outra.

 

 


O que deu imensa significação ao que Jesus ensinava e era, foi à convicção dos seus discípulos de que a sua morte não era o fim, isto é, foi a fé na ressurreição. O como dessa convicção constituiu um dos problemas históricos mais enigmáticos. O fato de tal convicção é, não obstante, irrefutável. Ao que parece, o primeiro de quem ela se apossou foi Pedro ( 1ª Co 15:5), o qual, ao menos nesse sentido, foi o apóstolo que se constituiu em "pedra fundamental" da Igreja Apostólica. Ela era comum a todos os primeiros discípulos. Foi o ponto decisivo na conversão de Paulo. Transmitiu coragem aos discípulos distantes, eles tinham um Senhor ressurreto, exaltado em glória, e, no entanto, sempre interessado neles. Com um realismo espiritual muito mais profundo do que o judaísmo jamais imaginara, o Messias da esperança judaica tinha de fato vivido, morrido e ressurgido novamente, para sua salvação.

 

 

 

Tais convicções tornaram-se ainda mais sólidas quando das experiências do dia de Pentecostes. Talvez seja impossível recuperar a natureza exata da manifestação pentecostal. É certo que o conceito de que essa experiência significa uma proclamação do Evangelho em muitas línguas estrangeiras, não é consistente com o que se sabe do "falar em línguas" em outros lugares (1ª Co. 14:2-19), nem tampouco com a crítica de que os discípulos estavam embriagados (At. 2:13), relatada pelo autor do livro de Atos, crítica essa que Pedro se sentiu obrigado a refutar. O importante é que nessas manifestações espirituais se manifestava a prova visível e audível do dom e do poder de Cristo (At. 2:33).

 

 

Para esses primeiros cristãos, tratava-se do triunfante estabelecimento de uma relação como Senhor vivo. A confiança nessa relação condicionou muito do pensamento da Igreja Apostólica. Se o discípulo – cria-se reconhecesse visivelmente sua lealdade, mediante a fé, o arrependimento e o batismo, o Cristo exaltado, por vez, reconhecia o discípulo não menos manifestamente, concedendo-lhe o dom do Espírito.

 

 

O Pentecoste foi, de fato, um dia do Senhor. Embora não possa ser designado como o dia do nascimento da Igreja – pois que esta começou com o relacionamento dos discípulos com Jesus – significou um marco na proclamação do Evangelho, na convicção que os discípulos tinham da presença de Cristo e não no aumento do número de adesões à nova fé.

 

 

Para que não tenhamos nenhuma dúvida, seria bom entendermos que a IGREJA VISÍVEL é uma e a INVISÍVEL é outra. Jesus, quando nesta terra, veio cumprir a LEI, portanto havia nele a responsabilidade de cumprir as máximas da Lei dos homens, mas trabalhou para a edificação da Igreja e foi e é a PEDRA FUNDAMENTAL da IGREJA INVISÍVEL, o que se construiu ou se constrói hoje sobre esta PEDRA ou ALICERCE chamamos de IGREJA VISÍVEL. Não está nesta o poder destrutivo das portas do inferno. Tanto é verdade que quantas "igrejas" se levantam e são logo apagadas? Contra a IGREJA INVISÍVEL as portas do inferno não prevalecerá e lembre, se a IGREJA INVISÍVEL não é palatável, se sente, o que a regi, o EVANGELHO da mesma forma, não se lê e nem se interpreta segundo o homem, pois não é de particular interpretação se fosse ao contrário Ele, O EVANGELHO já teria sido adulterado ou destruído.

 

 

Pedro pode ser pedra de uma denominação não da IGREJA INVISÍVEL. Claro que ele foi importante no início da IGREJA APOSTÓLICA, embora não fosse o Bispo da chamada IGREJA MÃE em JERUSALÉM, mas Tiago, o pastor presidente, se você gosta deste título. Tiago também foi irmão do Senhor, irmão carnal. Porque falo assim? Não podemos confundir estes dois REINOS: O CARNAL E O ESPIRITUAL. A IGREJA VISÍVEL e a IGREJA INVISÍVEL e se misturarmos sentimentos, laços parentescos e A LEI (logos) com A GRAÇA (Rhema) teremos dificuldades na HERMENÊUTICA.

 

 

por Israel Sarlo