4. abr, 2014

PARTE 9 - A PERSEGUIÇÃO E A IGREJA CRISTÃ JUDAICA

 

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS

 

 

A paz relativa desfrutada pela igreja de Jerusalém, logo após o martírio de Estevão, foi perturbada por uma perseguição muito mais severa instigada, em 44 d.C., por Herodes Agripa I, o qual, desde 41 até sua morte, em 44, foi rei-vassalo do antigo território de Herodes, o Grande.

 

 

 

Pedro foi preso, mas escapou da morte. O apóstolo Tiago foi decapitado. O ponto de verdade que se possa provar está implícita, na tradição de que os apóstolos deixaram Jerusalém doze anos após a crucificação, vincula-se à dispersão que se seguiu a essa perseguição. Seja como for, parece que, desde então, Pedro só esteve em Jerusalém em poucas ocasiões.

 

 

 

A liderança da Igreja naquele lugar passou para Tiago, o "irmão do Senhor", que já antes ocupava lugar proeminente (Gl. 1:9; At. 21:18). Esse cargo, por ele ocupado até seu martírio, aproximadamente em 63 d.C, tem sido não raro chamado de "episcopado". Não há dúvida de que correspondia, em muitos sentidos, ao episcopado monárquico das igrejas gentílicas. Ao obstante, não há provas de que o título de "bispo" tenha sido aplicado à Tiago durante sua vida. Se levar em conta as sucessões de líderes religiosos entre os povos semitas, especialmente a importância atribuída ao parentesco com o fundador, ver-se-à que o caso em tela assemelha-se mais a um califado rudimentar. Tal interpretação se torna ainda mais provável, diante do fato de que o sucessor de Tiago no lugar de líder da igreja de Jerusalém foi Simeão, tido na conta de parente de Jesus, embora escolhido após a conquista da cidade por Tito, em 70.

 

 

 

Sob a liderança de Tiago, a Igreja em Jerusalém compreendia dois partidos, ambos acordes em que a antiga lei de Israel ainda se aplicava aos cristãos de raça judaica, mas diferindo no que concernia à aplicabilidade da lei aos cristãos conversos do paganismo.

 

 

 

Note que a chamada Igreja Mãe tinha dois partidos e tudo indica que os judeus se achavam superiores. A outra, de que Tiago era representante, dispunha-se a conceder aos cristãos gentios a liberdade em relação à lei, embora não olhasse com bons olhos a mistura de judeus e gentios à mesa comum, tal como Pedro, ao menos durante certo tempo, estava inclinado a admitir (Gl. 2:12-16).

 

 

 

A catástrofe que por fim à rebelião judaica, no ano 70 foi fatal, no entanto, para todas as comunidades cristãs da Palestina, embora a de Jerusalém, fugindo para Pela, tivesse evitado os perigos. O cristianismo palestinense ficou reduzido a um frágil remanescente depois do aniquilamento, ainda maior, infligido por Adriano às esperanças judaicas, na guerra de 132 a 135. Mesmo antes da primeira captura da cidade, era em outras localidades do império que se encontravam os focos de influência cristã mais pronunciada. Mas do que por sua influência, através de liderança direta e permanente, sobre o desenvolvimento do cristianismo como um todo, a igreja de Jerusalém e as comunidades palestinense a ela associadas foram importantes, por terem sido os mananciais de onde começou a fluir o cristianismo e as preservadoras de tantas tradições a respeito da vida e das palavras de Jesus, que de outra forma se perderam.

 

 


Na verdade este nosso estudo está servindo como um esboço, para você aprimorar seus conhecimentos aconselho usar eventos, palavras e nomes existentes neste estudo e fazer uma pesquisa.

 

 


Na nossa próxima aula vamos abordar o cristianismo gentílico e, como não poderíamos deixar de fazer, usar Paulo como apóstolo dos mesmos.


Até lá.

 

por Israel sarlo