30. abr, 2014

PARTE 27 – APOLOGISTAS E AGNOSTICISMO

 

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS

 

Uma explicação: Estamos levando a todos vocês as várias ESCOLAS que foram se construindo através do tempo no meio do CRISTIANISMO, daí as inúmeras denominações existentes com suas marcas RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS trazendo transtornos ou perdas irreparáveis na DOUTRINA da "ESCOLA DO MESTRE".


Em nossas últimas aulas abordamos algumas destas ESCOLAS com as marcas gentílicas, judia, grega e etc., por isto já falamos sobre a ORGANIZAÇÃO da IGREJA CRISTÃ. Falamos da influência do IMPÉRIO ROMANO NO CRISTIANISMO. Os APOLOGISTAS, falaremos dos GNÓSTICOS e muito mais. Pedimos sua paciência, pois estes assuntos nos levarão as barbáries existentes em meio  a muitos, mas muitos evangélicos, embora saibamos que sejam inocentes exatamente por não conhecerem a VERDADE QUE LIBERTA. VERDADE que está sob os escombros das ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS no meio do CRISTIANISMO.

 

 

As acusações contra os cristãos e a atitude hostil do governo romano deram ocasião para que surgisse uma série de defensores literários do cristianismo, conhecidos pelo nome de APOLOGISTAS. Seu aparecimento demonstra que a Igreja estava conquistando alguns dentre os elementos mais intelectuais da sociedade. O apelo desses escritores dirige-se claramente à inteligência. O primeiro deles foi Quadratus, provavelmente de Atenas. O qual, por volta de 125, apresentou ao Imperador Adriano uma defesa do cristianismo, de que temos hoje apenas alguns fragmentos.

 

 

Mais ou menos em 140, Aristides, filósofo cristão ateniense, escreveu um documento semelhante, endereçado a Antonino Pio. A mais famosa dessas defesas foi escrito por Justino, provavelmente em Roma, aproximadamente em 153. Ao mesmo grupo pertenciam seu discípulo Taciano, que cominou os quatro "evangelhos" no seu famoso Diatessaron. Melito, bispo de Sardes, que escreveu entre 169 a 180, e Atenágoras, sobre quem pouco se conhece, mas cuja defesa, escrita por volta de 177, temos ainda hoje. A esses documentos acrescente-se a Carta a Diogneto, incluída não raro entre os escritos dos Pais Apostólicos.

 


Não há indícios de que os APOLOGISTAS tenham influenciado grandemente a opinião pagã da época, nem de que seus apelos tenham sido considerados com seriedade pelos governantes, a quem desejavam persuadir. No entanto, sua obra era tida, com justiça, em alta conta nos círculos cristãos e, indubitavelmente, reforçou a convicção que os cristãos tinham com respeito à nobreza da causa que defendiam tão tenazmente. Vários dos APOLOGISTAS saíram dentre os filósofos, e sua interpretação filosófica em muito favoreceu o desenvolvimento da teologia de hoje e entre tantos citamos a APOLOGIA de Justino "o MÁRTIR".

 

 

O GNOSTICISMO: Os escritores mais tardios do NT e, pelo menos, um dos Pais Apostólicos, combatem com grande decisão concepções a respeito de Cristo que evidentemente se haviam espalhado especialmente na Ásia Menor, nos primeiros anos do século II. Tais concepções negavam a humanidade e a morte efetivas de Jesus, afirmando que ele não viera "na carne", mas sim, no aspecto de um fantasma, aparência docética (1ª Jo. 1:1-3; 2:22; 4:2, 3). Essas opiniões têm sido consideradas os pródromos do GNOSTICISMO.

 

 

É verdade que o conceito docético do Cristo era um dos característicos de grande parte do ensino ou da ESCOLA AGNÓSTICA. Mais provável, porém, é que essas opiniões primitivas provinham mais da tentativa de explicar a aparente contradição entre o Jesus da história e o Cristo da fé, do que de especulações puramente GNÓSTICAS. Tão grande era o contraste entre a vida terrena de humilhação e a preexistência e pós-existência em glória, que a solução mais simples para o problema cristológica poderia ter sido a negação total da realidade da vida terrena do Cristo. Cristo - argumentavam - na realidade apareceu, e ensinou os seus discípulos. Mas, durante esse tempo, era um ser celestial, e não de carne e sangue.

 

 

Este assunto está esquentando, pois está trazendo luz a REAL DOUTRINA da "ESCOLA DO MESTRE". Vamos entender como, fortuitamente, as mentiras "teológicas" entraram para, tentar, contaminar o CRISTIANISMOS. Como as religiões assumiram tais idéias e hoje estão as margens da "ESCOLA DO MESTRE".

 

 

por Israel Sarlo