6. mai, 2014

PARTE 30 – GNOSTICISMO (continuação)

A BÍBLIA E SUAS ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS



A tradição cristã atribuía a Simão, o Mágico (At. 8: 9-24; Irineu, Contra as Heresias), a fundação do GNOSTICISMO cristão: de concreto, pouco se conhece a respeito de suas relações com este. Podemos citar como líderes mais provadamente definidos a SATORNILO - de Antioquia, que viveu antes de 150 d.C; BASÍLIDES - que ensinou em Alexandria por volta de 130 d.C, e, com destaque especial, VALENTINO - que trabalhou em Roma entre 135 e 165 d.C, aproximadamente, e deve ser considerado um dos pensadores mais brilhantes da época.


O GNOSTICISMO representava um enorme perigo para a IGREJA. Solapava os fundamentos históricos do cristianismo. O seu deus não é o Deus do Antigo Testamento, o qual era por eles considerado obra de um ser inferior e até mesmo perverso. O seu "Cristo" não tivera encarnação, morte ou ressurreição reais. Sua "salvação" restringia-se aos poucos capazes de iluminação espiritual. O perigo era ainda aumentado pela circunstância de que o GNOSTICISMO não passava de fruto último e amadurecido do amálgama entre a indagação filosófica helênica e oriental com primitivas crenças cristãs, mistura essa que, naquela época, ainda estava em processo de maior ou menor desenvolvimento em todo o penamento cristão.



Em nossa próxima aula vamos trabalhar um pouco com Marcião, um grande reformador. Logico que estes sábios reformadores tiveram seus problemas e mesmo assim lutaram para que o EVANGELHO estivesse acima das "ESCOLAS RELIGIOSAS E FILOSÓFICAS". Tiveram que quebrar com os "usos e costumes " que como pragas desviavam as verdades e implantavam mentiras que se solidificaram com "verdades" e que estão até hoje criando problemas sérios nas igrejas que se dizem cristãs.

 

por Israel Sarlo