11. jul, 2014

PARTE 58 - ORÍGENES E SEU MUNDO RELIGIOSO (continuação)

A salvação foi efetivada pelo LOGOS-FILHO, tornando-se homem pela união com uma alma humana que não pecou durante sua existência anterior, e com um corpo puro. Durante sua estada neste mundo, Cristo era Deus e homem. Mas na ressurreição e ascensão, a humanidade de Cristo recebeu a glória de sua divindade, passando a ser, não mais humana, mas divina. Cristo efetua essa transformação em todos. "Dele iniciou-se a união da natureza divina com a humana, a fim de que a humana, pela comunhão com a divina, pudesse elevar-se até a divina, não só em Jesus, mas em todos os que não se limitam a crer, mas entram nessa vida que Jesus ensinou".

 

Mais do que qualquer outro teólogo desde os tempos de Paulo, Orígenes deu grande ênfase ao caráter sacrificial da morte de Cristo, interpretando-a, porém, de muitas maneiras, algumas das quais extremamente inconsistentes com as outras. Cristo sofreu "pelo bem da raça humana", como representante e exemplo. Em certo sentido, foi uma oferta propiciatória a Deus, um resgate pago aos poderes do mal (Mt. 12:28; 16:8). Venceu os demônios (Jo. 6:37), frustrou a esperança que estes tinham de aprisioná-lo nas cadeias da morte e destruiu o seu reino (Mt. 13:9). Os que são seus discípulos são admitidos ao Paraíso, ao morrerem, e os maus são lançados no inferno. No fim de tudo, porém, não só todos os homens, mas até mesmo Lúcifer, e todos os espíritos que o acompanham, serão salvos. Esta será a restauração de todas as coisas, quando Deus será tudo em todos.

 

Estamos, não esqueçam, estudando Orígenes, um dos grandes sábios pais da Igreja. Portanto, não façam nenhuma idéia antes da continuação de cada aula. Só peço imparcialidade, desarmem-se de suas mentes e vamos aprender a origem de tudo que hoje cremos e reprovamos.

 

Israel Sarlo

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