24. jul, 2014

PARTE 62 - PERSEGUIÇÃO UNIVERSAL AO CRISTIANISMO

INÍCIO À PRIMEIRA PERSEGUIÇÃO UNIVERSAL AO CRISTIANISMO

 

Esse crescente sentimento de segurança foi rudemente desfeito. O ano de 248 era o da comemoração do milésimo aniversário da fundação de Roma. Foi uma época de reavivamento das antigas tradições e da memória do esplendor passado. Nunca o império estive tão ameaçado por ataques bárbaros ou dividido por lutas internas. E o povo comum atribuía essas dificuldades à cessação das perseguições.

 

Feroz ataque popular levantou-se em Alexandria antes da morte de Filipe, o Árabe. Para os mais observadores dentre os pagãos, o crescimento de uma Igreja rigidamente organizada assemelhava-se ao de um estado dento do Estado, tanto mais perigoso quanto os cristãos em geral ainda se recusavam a prestar Serviços militar a desempenhar funções públicas. Muito mais comum era o argumento plausível, embora falacioso, de que, assim como Roma havia crescido quando os antigos deuses eram adorados por todos, assim também a rejeição desses deuses, por uma parte da população, custou a Roma o auxílio que eles prestavam e causavam as calamidades que todos observavam ao seu redor.

 

Parece ter sido essa a idéia do novo imperador, Décio (249-251), e de um nobre romano conservador, Valeriano, a quem o imperador estava intimamente ligado. O resultado foi o edito de 250, que deu início à primeira perseguição universal e sistemática ao cristianismo.

 

Israel Sarlo

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