24. ago, 2014

PARTE 68 - A TRADIÇÃO DA CEIA

 

Já ao tempo de Justino (153) desapareceu a primitiva divisão de culto em duas assembleias distintas, uma para a oração e instrução e outra para celebração da Ceia do Senhor, em conexão com uma refeição comunitária. A Ceia do Senhor era agora o ápice do ato de culto e edificação. Completava-se o processo de separação entre ela e a refeição em comum. Nos séculos posteriores, o desenvolvimento foi determinado pela preponderância de idéias extraídas das RELIGIÕES de MISTÉRIO. Não dispomos de provas que nos autorizem a afirmar que a imitação foi intencional. A atmosfera que os cristãos da segunda metade do século II e do século III respiravam, estava carregada das influências advindas de tais religiões. Era natural que encarassem eles a sua vida de adoração segundo os mesmos pressupostos. Provavelmente as tendências, nesse sentido já existentes, foram fortemente estimulados pelo grande crescimento da Igreja por meio da conversão de muitos pagãos durante a primeira metade do século III.

 

 

Israel Sarlo

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