13. set, 2014

PARTE 70 - COSTUMES: jejum

O domingo era o dia principal de culto. No entanto, já começavam a ser celebrados ofícios também durante os dias de semana.

 

Tal como nas épocas anteriores, as quartas e sextas-feiras eram dias de jejum. O grande evento do ano era a quadra da Páscoa. O período imediatamente anterior a ela era dedicado ao jejum, em comemoração dos sofrimentos de Cristo.

 

Variavam os costumes nas diferentes regiões do império. Em Roma, observa-se um jejum e vigília de 40 horas, em memória do tempo de Cristo permaneceu no túmulo. Ao tempo do concílio de Niceia (325), esse período estendeu-se, até chegar à Quaresma de 40 dias. O jejum era totalmente suspenso ao raiar a madrugada da Páscoa, iniciando-se então a quadra de exaltação do Pentecostes. Durante este período abolia-se o jejum e o ajoelhar-se para a oração durante os ofícios públicos. A véspera da Páscoa era a ocasião preferida para a celebração do batismo, a fim de que os ovos inciados pudessem participar da alegria da Páscoa. Além dessas quadras fixas, comemorava-se os mártires com celebração da Ceia do Senhor, feita anualmente, no dia de sua morte. Orações em favor dos mortos em geral, e memoriais na forma de ofertas feitas nos aniversários de seu passamento, eram comuns já no começo do século III.

 

Deste meados do século II as relíquias dos mártires eram objeto de grande veneração. Ainda não se desenvolveu plenamente o culto dos santos, mas a Igreja orava com especial devoção a memória daqueles atletas da raça cristã que não tinham hesitado em entregar suas próprias vidas.

 

Nossa próxima aula vamos falar do batismo.

 

Israel Sarlo

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