22. set, 2014

PARTE 72 - Continuação sobre Batismo

 

Já ao tempo de Hermes e de Justino era generalizada a opinião de que o batismo purificava todos os pecados anteriores. Ele, então, tornou-se (a exemplo das religiões de mistério) o grande rito de purificação, iniciação e renascimento para a vida eterna. Eis porque só podia ser recebido uma vez.

 

O único substituto cabível era o martírio, "que substitui o banhar-se nas águas da pia batismal, quando este não se deu, e o restaura quando perdido". Entre os primeiros discípulos o batismo era, em geral, feito "em o nome de Jesus Cristo" (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5; Rm. 6:3; Gl. 3:27).

 

Não há menção ao batismo em nome da Trindade no Novo Testamento, exceto no mandato atribuído a Cristo em Mateus 28:19. Esse texto é, no entanto, muito antigo. Nele fundamentam-se o Credo dos Apóstolos e o costume registrado no Didaquê e em Justino. Os líderes cristãos do século III continuaram a reconhecer a forma mais antiga e o batismo em nome de Cristo era considerado válido, embora irregular, ao menos em Roma, a partir da época do Bispo Estevão (254-257), com toda a certeza.

 

(vide lição anterior - clique aqui)

 

 

Israel Sarlo

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