27. set, 2014

PARTE 74 - Continuação sobre Batismo

No que diz respeito ao modo de batizar, é provável que a forma original fosse por imersão total ou parcial. É o que está implícito e Romanos 6:4 e Colossenses 2:12.

 

"De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida". Romanos 6:4

 

"Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos". Colossenses 2:12

 

As pinturas das catacumbas parecem indicar que a imersão não era sempre total. A referência mais completa na literatura antiga e a que se encontra no DIDAQUÊ: "Batiza em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em água viva (corrente). Se, porém, não dispões de água viva, batiza então em outra água, e se não for possível em água fia, fazer-o então em quente. Mas se não é possível obter nem uma, nem outra, derrama água sobre a cabeça três vezes, em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo".

 

A aspersão era, por conseguinte, uma das formas reconhecidamente válidas de batismo. Cipriano manifestou-se abertamente favorável a ela. A imersão continuou a ser o método predominante até o fim da Idade Média, o Ocidente, como ainda o é no Oriente. O Didaquê e Justino nos informam que jejum é uma profissão de fé, bem como a disposição de viver a vida cristã, eram requisitos necessários.

 

Ao tempo de Tertuliano já se havia desenvolvido um ritual elaborado. A cerimônia começava com a renúncia forma do diabo e de suas obras, feitas pelo candidato. Seguia-se a tríplice imersão. Ao sair da pia batismal, o recém-batizado tomava uma mistura de leite e mel, símbolo de sua condição de recém-nascido em Cristo. Vinham então a unção com óleo e a imposição das mãos do ministro, sinal da recepção do Espírito Santo. Eram assim combinados o batismo e o que veio a ser chamado mais tarde de confirmação. Tertuliano fornece a mais antiga referência à existência, agora conhecida, de fiadores cristãos, isto é, os padrinhos. Os mesmos costumes do jejum dos fiadores caracterizavam o CULTO DE ÍSIS.

 

(vide lição anterior - clique aqui)

 

 

Israel Sarlo

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