3. out, 2014

PARTE 75 - Continuação sobre Batismo

(Última parte)

Na época apostólica, o batismo era, sem dúvida alguma, administrado não só pelos apóstolos e outros líderes, mas também, e em não raros casos, pelos que eram eminentes na Igreja em razão de seus dons carismáticos.

 

Por volta de 110-117, tendo em vista a unidade, Inácio ensinava que "não é lícito nem batizar nem celebra a refeição comunitária separados do bispo". Na época de Tertuliano, "o direito de administrá-lo tem-no o sumo-sacerdote, que é o bispo; em segundo lugar, os presbíteros e diáconos ... Além desses mesmo os leigos podem fazê-lo, pois quem teve o direito de receber, também tem o direito de dar".

 

Nas igrejas gregas e romanas, o batismo continua a ser, ainda hoje, o único sacramento que pode ser administrado, em ato de necessidade, por qualquer cristão e, até mesmo, por qualquer pessoa bem intencionada.

 

Em meados do século III surgiu violenta discussão com respeito à validade do batismo feito por heréticos. Tertuliano o considerou nulo - e não há dúvida de que essa opinião era a que preponderava em sua época. Depois do cisma novaciano, o Bispo Estêvão, de Roma (252-257), emitiu a opinião de que o batismo, mesmo administrado por heréticos, era válido desde que feito segundo a forma adequada. Ao que parece, era motivado em parte pela crescente intuição de que os sacramentos têm valor em si mesmos, independentemente do caráter do ministro, e em parte pelo desejo de facilitar o retorno dos seguidores e Novaciano à Igreja. Contra essa interpretação insurgiram-se energicamente Cipriano de Cartago e Firmiliano de Cesareia, na Capadócia. O incidente deu ocasião a algumas afirmações importantes da autoridade do bispo de Roma.

 

A morte de Estêvão e Cipriano introduziu uma pausa na discussão. A posição romana, porém, passou gradualmente a ser aceita no Ocidente. O Oriente nunca conseguiu chegar a tal unanimidade.

 

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OBS:. Em nossos próximos capítulos iremos falar da CEIA DO SENHOR.

 

 

Israel Sarlo

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