16. out, 2014

PARTE 78 - COSTUMES: A Ceia do Senhor - continuação

No penamento cristão primitivo não só os fies eram considerados "um sacrifício vivo, santo, aceitável a Deus" (Rm. 12:1), mas todos os anos da adoração eram sacrificiais. Os líderes da Igreja ofereciam "as oblações do episcopado". As oblações eucarísticas do pão e vinho oferecidas a Deus eram consideradas o "sacrifício puro" predito por Malaquias (Ml. 1:11), e a forma cristã das oblações de trigo e das primícias, a que se refere o A.T.

 

Diversos fatores contribuíram para o desenvolvimento de uma compreensão realista da Ceia do Senhor como sacrifício. Durante a sua celebração ofereciam-se donativos em espécie, tanto quanto em dinheiro, para o clero e os necessitados. Além disso, a luta contra o docetismo trouxe, como consequência, uma ênfase crescente na realidade da paixão de Cristo retratada na ceia. Ao mesmo tempo, essa maneira de pensar era naturalmente incrementada por causa da primitiva noção de uma relação vital e mística entre as espécies sacramentais e sua realidade interior.

 

O fato sempre presente do martírio cristão não poderia deixar de intensificar o sentido sacrificial da eucaristia. É de lembrar também que o cristianismo brotou num mundo em que as concepções sacrificais eram comuns nas religiões de todo tipo. O sacrifico exige a presença de um sacerdote. Com tertuliano, o ermo "sacerdos" pela primeira vez passa a ser comumente usado.

 

 

Clique aqui e veja aula anterior.

 

 

Israel Sarlo

www.facebook.com/caminhoeavida