7. dez, 2014

PARTE 85 - REPOUSO E CRESCIMENTO

 

(Repouso e Crescimento 260 - 303)

Ao fim do período de perseguições afetado pelo edito de Galieno, em 260, seguiram-se mais de quarenta anos de paz praticamente completa. Do ponto de vista legal, a Igreja não contava com mais proteção do que antes. Há indícios de que o eficiente Imperador Aureliano (270-275) tentou reativar as perseguições, tendo sido impedido pela morte. Ao que parece, não chegou a promulgar um novo edito hostil ao cristianismo.

 

A característica principal deste período da história da Igreja foi o seu rápido crescimento. Por volta do ano 300, o cristianismo fazia-se representar em todos os quadrantes do império. Distribuía-se de modo desigual, mas sua influência fazia-se sentir nas provincias centrais de importância política, na Ásia Menor, na Macedônia, na Síria, no Egito, no Norte da Africa, na Itália central, na Gália meridional e na Espanha. Não menos significativo foi o seu progresso nas classes mais altas da sociedade.

 

Durante o presente período da Igreja conquistou vários oficiais do governo e funcionários imperiais. O fato mais importante foi a penetração do cristianismo, em larga escala, no meio do exército romano. Lembramos que poucos anos antes, por volta de 246-248, diante das críticas de Celso, que afirmava que os cristãos não cumpriam com seu dever para com o Estado, recusando-se a servir no exército, o máximo que Orígenes podia dizer era que os cristãos faziam coisas muito melhores ao orarem pelo sucesso do imperador. Orígenes refere-se também, defendendo-a à relutância dos cristãos em assumirem encargos de funções governamentais. Mesmo nessa época, e desde há muito, já havia cristãos no exército romano, mas não há dúvida de que Orígenes expressava a opinião mais generalizada entre os cristãos dos meados do século III. Já ao fim desse século modificaram-se a opinião e a prática cristãs com referência a esse assunto.

 

Na próxima semana daremos continuidade. Aguardem!

 

Israel Sarlo

www.facebook.com/caminhoeavida