2. abr, 2016

A REFORMA PROTESTANTE - PARTE 13

 

O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE A REFORMA PROTESTANTE –  PARTE 13

 

Até aqui a maré subia forte no sentido favorável a Lutero. Começaram, porém, as divisões nos anos de 1524 e 1525. O efeito delas foi limitar o movimento REFORMISTA, fazer de Lutero o chefe de um partido em vez de líder nacional, dividir a Alemanha e lançar a ele nos braços dos príncipes temporais.

 

A primeira das separações foi a dos humanistas. Erasmo, seu guia admirado, tinha pouca simpatia pela doutrina de Lutero da justificação somente pela fé. Segundo seu pensamento, a REFORMA viria pela educação, afastamento da superstição e o retorna às “fontes” da verdade cristã. Os tempestuosos escritos de Lutero e o tumulto popular cada vez mais lhe pareciam odiosos. Comungava com os humanistas no alarma com o declínio na procura das universidades alemãs, o que universalmente tiver início com o surgimento da controvérsia religiosa, e o desaparecimento do interesse em questões puramente eruditas. Ainda que freqüentemente instado, longamente relutou em atacar Lutero. Por fim, no outono de 1524, enfrentou a negação do livre arbítrio por Lutero. No seu cuidadosamente arrazoado “Diatribe de libero arbítrio”, argumentou, baseado no exame de relevantes passagens da Escritura, por uma interpretação ética da religião. E concluiu que a doutrina da Igreja, assentada igualmente na liberdade de o homem se decidir por Deus e sua necessidade de graça, era preferível à predestinação extremista de Lutero, porque evita maniqueísmo tanto quanto o pelagianismo. Um ano mais tarde Lutero replicou com seu tratado “De servo arbítrio” (Da Escravidão da Vontade). Lutero acompanhou de perto o esboço de Erasmo e procurou refutá-lo seção por seção. Sobra a base do testemunho da Bíblia, que ele considerou claro e único, afirmou a dependência absoluta do homem acerca do onipotente Deus e seu gratuito dom da graça. Declarou a favor da predestinação e não temeu afirmar doutrinas que raiavam pelo determinismo.

 

O rompimento entre Lutero e Erasmo era incurável. Muitos dos humanistas abandonam Lutero, ainda que entre os discípulos de Melanchton vagamente se desenvolveu uma escola mais jovem de humanistas luteranos.

 

Eu tenho dito e escrito algumas vezes que mesmo vivendo 500 anos eu não teria tempo em expor as muitas ESCOLAS existentes na Bíblia e citei as ESCOLAS PROFÉTICAS, e, sem dúvidas, as ESCOLAS RABÍNICAS, as ESCOLAS DAS TRADIÇÕES DOS ANCIÃOS, agora imagina as ESCOLAS SURGIDAS deste o ano 70? Claro que a ESCOLA LUTERANA abriu muitas e muitas outras ESCOLAS. Como sabemos o LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS ainda está sendo escrito e a cada instante se abre novas ESCOLAS, no entanto a única e verdadeira ESCOLA é a do MESTRE tendo dado unicamente franquia aos APÓSTOLOS que fundou a ESCOLA APOSTÓLICA. Vamos continuar a estudar e descobrir doutrinas que Lutero defendeu e outras erguidas para eliminar a dele. Tenhamos cuidado e como parâmetro as duas únicas ESCOLAS da DISPENSAÇÃO DA GRAÇA.

 

Na Alemanha, Lutero era por alguns considerado só meio reformador. Entre tais radicais estava seu antigo companheiro Karlstadt. Tendo perdido toda a influência em Wittenberg, adotou idéias e práticas ainda mais radicais e conseguiu muitos aderentes em Orlamünde, e praticamente desafiou Lutero e o governo da Saxônia. Negava o valor da instrução, vestia a vivia como camponês, destruía imagens e rejeitava a presença física de Cristo na Ceia. Ainda mais radical foi Tomás Münzer (1488?-1525), que dizia ter revelações diretas e que atacou romanistas e luteranos por sua dependência da letra da Escritura. Ex-sacerdote católico romano caiu sob a influência de Lutero durante uma estada em Wittenberg (1519-1520). Como ardente pregador evangélico, trabalhou em Zwickau e na Boêmia, onde pretendeu construir a “nova Igreja”. Como ministro na cidade de Allstedt (desde 1522), na Turíngia, foi além de Lutero tanto na interpretação do Evangelho como em programa de REFORMA. Opondo-se à confiança de Lutero na Escritura e ao seu ensino da justificação pela fé, afirmou um espiritualismo que colocava a Bíblia sob o teste da experiência religiosa e que resultava em renascer sob o impacto da eleição divina. Foi homem de grande originalidade e claro poder profético. A ordem de culto que criou para Allstedt rompeu radicalmente com toda tradição católico-romano, incluindo o batismo de crianças. Cria que a REFORMA caminhava para o estabelecimento de uma igreja de eleitos que traria nova ordem social de justiça e amor. Opondo-se ao “boa vida de Wittenberg”, isto é, à recusa de Lutero de aceitar sua redescoberta da nova lei do Evangelho quer para a vida social ou moral, advogou, se necessário, uma revolução sangrenta para derribar a injustiça sacerdotal. Não é, pois, de admirar que, no devido tempo, tenha assumido a posição de chefe da revolta dos camponeses. A estes e outros desse tipo Lutero se opôs com vigor, chamando-os Schwärmer, isto é, fanáticos. A presença deles mostrava uma crescente ruptura nas forças da REFORMA.

 

Israel Sarlo

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