25. mar, 2014

CURIOSIDADES BÍBLICAS 1

AS LÍNGUAS DA BÍBLIA


O estudo científico da BÍBLIA requer conhecimento prévio das línguas em que os livros foram escritos: HEBRAICO; ARAMAICO e o GREGO da versão dos LXX (Versão dos Setenta ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta) e do NT (Novo Testamento). Para determinado estudo é necessário também o conhecimento de outras línguas, nas quais a BÍBLIA foi traduzida nos primeiros séculos do cristianismo. São elas: LATIM; SIRÍACO; COPTA, ARMÊNIO, outras.

 

 

O estudioso da BÍBLIA move-se num terreno fronteiriço entre a filologia clássica greco-latina e a filologia semítica antiga. Pertence a dois mundos culturais, cujas origens estão mais relacionadas do que se costuma pensar, e que conviveram numa rica simbiose durante os os períodos helenísticos e bizantino.

*Filologia é o estudo da linguagem em fontes históricas escritas, é uma combinação de estudos literários, história e linguistica

 

 

 

As descobertas modernas resgataram do esquecimento, por outro lado, outras línguas semitísticas, comas quais o hebraico está aparentado: ACÁDIO; UGARÍTICO;
FENÍCIO e etc., assim como línguas não semíticas, que de um outro modo influíram no hebraico e no aramaico.

 

 

 

O HEBRAICO: A língua HEBRAICA é conhecida na BÍBLIA como a "língua de CANAÃ" (Is. 19:18), E MAIS FREQUENTEMENTE COMO "JUDAICA" (Is. 36:11; IIº Crônicas 32:18). Os grupos de hebreus relacionados com os hapiru, entrados em CANAÃ nos finais do século XIII a.C, somaram-se a outras tribos do futuro Israel ali sediados desde a Antiguidade. Depois da sedentarização em Canaã, os grupos vindos de fora começaram a falar também o HEBRAICO.

 

 

 

O ALFABETO HEBRAICO: Contem 22 caracteres correspondentes às letras consoantes. Alguns destes caracteres (a, g, d, k, p, t) podem representar dois sons diferentes. A partir da época do exílio na Babilônia (século VI a.C.), o ARAMAICO, então língua internacional das chancelarias, começou a superar o HEBRAICO no uso corrente entre os judeus.

 

 

 

O ARAMAICO: A história da língua aramaica conheceu três períodos sucessivos:
1º ANTIGO;
2º MÉDIO e
3º RECENTE.
As características do ARAMAICO ocidental são hoje melhor conhecidas graças ao crescente número de inscrições encontradas na cidade de Jerusalém, em tumbas, sarcófagos, ossários e outros objetos.

 

 

 

HELENISMO: Helenistas e latinistas de um lado, e semitistas de outro, dividiram os campos de estudo do mundo antigo com mútuo desconhecimento, senão desprezo. Uma "visão poliglota" da BÍBLIA ajuda a evitar certos defeitos, nos quais, em certas ocasiões, caiu a pesquisa bíblica. As velhas e acres polêmicas entre hebraístas e helenistas não cessaram desde o RENASCIMENTO e emergem sempre sob formas muito sutis em numerosas discussões atuais. Helenismo é a forma de colocar toda filosofia na interpretação do CANON, assim como a influência romana e de outros povos com suas línguas, costumes e etc...