4. nov, 2014

A SAGA DE ISRAEL - Aula 05

REI DE ISRAEL: ACAZIAS - Filho de Acabe e Jezabel, e oitavo rei de Israel. Estava para partir numa expedição contra o rei de Moabe, que, sendo seu vassalo, se tinha revoltado, quando adoeceu por haver caído pelas grades dum quarto no seu palácio de Samaria. Quando tinha saúde prestava culto aos deuses de sua mãe, mas agora mandou saber ao país dos filisteus, por meios dos seus oráculos e de Baal-Zebube, se ele se restabeleceria. Elias censurou-o por esta impiedade e anunciou-lhe a sua morte. Reinou uns dois anos (IºRs. 22:51 a 53; IIºRs.1).

 

BAAL-ZEBUBE ou BELZEBU (Senhor da mosca. Deus filisteus de Ecrom.) Acazias consultou-o (IIRs.1:2). Supõe-se que o nome é uma desdenhosa modificação judaica de Baal-Zebul "Senhor da casa alta" (Mt.10:25) e também "Senhor da mosca da esterqueira". Não deixa de ser natural tal designação, visto como são numerosas as moscas nos climas quentes, sendo certo, também, que os egípcios fizeram de escaravelho um deus.

 

REI DE ISRAEL: JEORÃO ou JORÃO (O Senhor é engrandecido). O filho de Acabe, Jorão, quando seu irmão Acazias, que tinha sucedido ao trono, morreu, não deixando filhos, veio a ser rei de Israel (IIRs.1:17 e 31:1). Continuou com Judá a aliança que seu pai tinha realizado (IºRs.22:44). Chamou Josafá, rei de Judá, e o rei de Edom, para o auxiliarem na guerra contra os moabitas. Os aliados viram-se em grandes dificuldades por causa da falta de água, sendo Jorão censurado por Eliseu pela sua idolatria (IIºRs.3:14). O rei de Israel e o seu exército se retiraram do campo da guerra, quando o rei moabita ofereceu aos seus deuses em sacrifícios o seu próprio filho (IIºRs. 3:27). Nos casos em conexão com a cura de Naamã tornaram mais forte a sua reverência para com o Senhor, sendo, por isso, assegurada a amizade de Eliseu, amizade que lhe foi muito útil na guerra com a Síria (IIºRs.6). Mas durante o período de paz que se seguiu, caiu novamente Jorão na idolatria, censurando-o o profeta com toda a severidade. Foi castigado por sua permissão por Samaria ser cercada pelos sírios. Em vez de arrepender-se e implorar o auxílio do Senhor, procurou Jorão matar Eliseu, que freqüentes vezes o tinha avisado (IIºRs.6:30 a 33). A cidade de Samaria foi salva (IIºRs. 7), depois de terem os seus habitantes praticado atos de canibalismo (IIRs.6:29). Mas estavam contados os dias de Jorão nos seus esforços para reaver dos sírios a cidade Ramote-Gileade, ficou feridoretirando-se para Jezreel (IIºRs.8:29; 9:14). Jeú, a quem ele tinha deixado em Ramote para a ocupar, revoltou-se, e dirigiu-se logo a Jezreel, onde matou a Jorão naquela mesma porção de terreno que Acabe tinha tirado a Nabote (IRs.212:21 e seguintes). Com a sua morte acabou a dinastia de Onri.

 

Aqui, como foi dito, termina a dinastia de Onri, isto é, o nepotismo escancarado deste rei. Agora começaremos com a 5ª dinastia, exatamente com Jeú, filho de Josafá.

 

REI DE ISRAEL: JEÚ (O Senhor) - Filho de Josafá e neto de Ninsi. Foi ele quem principiou a Quinta dinastia dos reis de Israel, a qual teve maior duração que outra qualquer casa real daquele país (IIº Rs.10). As principais características de Jeú foram a discrição, rapidez da ação, e crueldade. Ele era ainda jovem quando Deus mandou a Elias que o ungisse como Rei de Israel (Iº Rs.19:16). Por qualquer razão não efetuou Elias o mandato, que passou para Eliseu, realizando este profeta a cerimônia da unção por procuração e em segredo (IIº Rs.9:1,6). Nesta ocasião era Jeú capitão daquela força que cercava Ramote-Gileade, tendo ali sido deixado por Jorão, que se tinha retirado para Jezreel, a fim de ser curado de uma ferida. Havendo conhecimento de tudo isto, foi ele aclamado rei pelos oficiais, que lhe proporcionaram aquelas honras que o tempo e o lugar permitiram (IIº Rs.9:2a15).

 

Procurou Jeú evitar que as notícias da insurreição chegassem aos ouvidos de Jorão; e então partiu logo para Jezreel, e ali matou o rei de Israel e provocou a fuga do rei de Judá e a morte de Jezabel (IIº Rs.9:24a37). Não se deteve Jeú neste feito, mas continuou a mortandade até que a casa de Acabe foi exterminada (IIº Rs.10:1a14). Foi durante a marcha para Samaria que Jeú encontrou Jonadade, o recabita, conseguindo dele o seu auxílio na matança, dos adoradores de Baal, dentro do respectivo templo edificado por Acabe (Iº Rs.16:32; IIº Rs.10:23). Foi despedaçada a estátua de Baal, o templo foi arrasado, e daquele sítio fizeram um lugar para uso vil. Todavia, embora Jeú tivesse sido o instrumento para infligir o devido castigo à casa de Acabe, é na Sagrada Escritura acusado de não abandonar inteiramente os pecados de Jeroboão, que fez pecar Israel, prestando culto aos bezerros de ouro (IIº Rs.10:20a31). Ele parece ter sido movido mais pelo espírito de ambição do que pelo temor de Deus, não sendo, na verdade, o desejo de restaurar a pureza do culto do Senhor o que o impelia nos seus atos.

 

Durante os seguintes vinte e sete anos do seu reinado não há conhecimento de qualquer fato de Jeú que não seja o de manter o culto do bezerro, que Jeroboão tinha instituído. Foi sepultado em Samaria, sucedendo-lhe seu filho Jeoacaz. Jeú é mencionado no "Obelisco Negro" (que agora existe no Museu Britânico), sendo representado a pagar o tributo a Salmaneser II, rei da Assíria (840 ªC). É chamado na inscrição "Jeú, filho de Onri", não sendo conhecida a mudança da dinastia pelos escribas da Assíria, dado o caso que Onri não seja um erro clerical, estando em vez de Ninsi, como já tem sido sugerido.

 

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Israel Sarlo

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