13. nov, 2014

A SAGA DE ISRAEL - Aula 06

XI REI DE ISRAEL: JOACAZ - Filho de Jeú e seu sucessor no trono de Israel. Começou a reinar no ano 821 a .C. como associado de seu pai, e reinou 17 anos, 2Rs.10:35; 13:1. No seu governo continuou a adoração do bezerro estabelecido por Jeroboão. A sua apostasia foi severamente punida pela invasão dos sírios sob o comando de Hazael e Bem-adade, que, em sucessivas campanhas, tomou as suas cidades, restando-lhe apenas, 50 cavaleiros, 10 coches e dez mil homens de pé. Na sua angústia orou ele ao Senhor, e o Senhor o ouviu e deu-lhe um salvador que apareceu depois de sua morte na pessoa de dois de seus sucessores, Joás e Jeroboão II. O primeiro destes retomou todas as cidades que os sírios haviam tomado a seu pai, e o segundo restabeleceu os antigos limites de Israel. É provável que Joás tivesse auxílio do rei da Assíra, que atacando os sírios pela retaguarda, impediu que eles invadissem o reino de Israel, voltando a defender seu próprio país. Joás foi o seu sucessor, IIº Rs. 13:2-9 22-25.

 

XII REI DE ISRAEL: JEOÁS ou JOÁS - (o Senhor nos ajudou (?) Filho de Jeoacaz, a quem sucedeu, e foi pai de Jeroboão II (IIº Rs.14:1). Em conseqüência de uma visita de Jeoáz fez a Eliseu, já moribundo, prometeu-lhe o profeta que ele havia de alcançar três vitórias na luta com seu inimigos (2Rs.13:14 a 19). Por três vezes derrotou Hadade, reconquistando algumas cidades que os sírios tinham tomado. Saiu, também, vitorioso numa guerra que teve com Amazias, rei de Judá (IIº Cr.25:sss). A causa desta guerra foi extraordinária. Ele tinha tomado o soldo por 100 talentos de prata um exército de guerreiros de Israel, com o fim de tomarem parte numa expedição contra Edom. Mas sendo persuadido a ir ao combate sem esses homens, mandou-os embora. Ficaram as tropas mercenárias enfurecidas com este procedimento, e, no caminho para as terras de Israel saquearam um certo número de cidades de Judá. Amazias, para vingar-se da afronta, declarou guerra a Joás. Este rei derrotou Amazias em Bete-Semes, derribou o muro de Jerusalém, e saqueou a cidade e o templo, levando para o seu país alguns dos seus habitantes, como reféns. Ele morreu em Samaria (IIº Rs.13:9 ss; 14:1 a 27; IIº Cr.25; Os.1:1; Am.11).

 

XIII REI DE ISRAEL: JEROBOÃO II - Filho de Jeoás, rei de Israel, e o quarto da dinastia de Jeú. Reinou pelo tempo de quarenta e um anos; e embora ele favorecesse as práticas idólatras do filho de Nebate, "Deus", contudo, o prosperou tanto que o seu reinado foi uma restauração do reino das dez tribos, o qual se levantou da decadência, em que estava, a um alto grau de extraordinário esplendor. Foi durante o seu reinado que viveu e ensinaram os profetas Amós, Oséias e Jonas. Os fatos da vida de Jeroboão II encontram-se narrados em IIº Rs. 14:23 a 29, e nos escritos de Oséias, e Amós. Ele foi, talvez, esse "salvador" prometido no reinado de Jeoacaz, pois pela sua ação saíram os israelitas de sob as mãos dos sírios (IIº Rs.13:4; 14:26,27). Continuou ainda a combater o inimigo, chegando a tomar a sua capital, a cidade de Damasco (IIº Rs. 14:28; Am. 1:3, 5). E de conquista em conquista recuperou todo o domínio de Salomão, em conformidade á profecia de Amós 6:14. Todavia, a antiga moralidade dos israelitas e o puro culto de Deus não foram restaurados: predominava o vício e a opressão, e era manchado pela idolatria o culto do Senhor (Os. 1:2; 4:12,13,14; 13:6; Am.2:6 a 8; 4:1; 6:6).

 

XIV REI DE ISRAEL: ZACARIAS - (Lembrando do Senhor) Rei de Israel, o último da casa de Jeú, que reinou somente seis meses. Foi morto numa conspiração, de que Salum era chefe. Ele sustentou práticas idólatras da nação (IIº Rs. 14:29; 15:8, 11).

 

XV REI DE ISRAEL: SALUM - (Retribuição) Filho de Jabes; matou Zacarias, o 14º rei de Israel, e usurpou o seu trono. Depois de Ter reinado um mês foi ele próprio assassinado em Samaria por Menaém, 770 ªC. (2Rs.15:10 a 15).

 

XVI REI DE ISRAEL: MENAÉM - (Confortador). O filho de Gadi, que assassinou o usurpador Salum, e se apoderou do trono vago de Israel (IIº Rs. 14:14 a 22). A tomada da cidade de Tirza pelo rei idólatra Menaém foi assinalada por atos de terrível crueldade. O mais notável acontecimento do seu reinado foi o primeiro aparecimento duma força hostil de assírios na fronteira nordeste de Israel. Nesta ocasião, contudo foram libertados os israelitas.

 

XVII e XVIII PECAÍAS E PECA REIS DE ISRAEL: Peca filho Remalias, era oficial das forças reais, que assassinou Pecaías rei de Israel apoderando-se do trono (736 ª C.), de recursos, e esforçou-se em restaurar as fortunas do seu país, que tinham sido enfraquecidas não só com os pesados tributos, lançados, pelos monarcas da Assíria (IIº Rs.15:20), mas também com as lutas internas. Reuniu-se ao rei Rezim, de Damasco (IIº Rs.15:37), com o fim de espoliar o reino de Judá. Em parte foi isto mais tarde realizado (IIº Rs.28:60) por meio duma terrível mortandade; mas teve de recuar por causa do auxílio prestado a Judá pelo rei da Assíria (IIº Rs.16: 7 a 9). Foram notáveis as conseqüências desta guerra. Ocasionou as grandes profecias de Isaías (caps. 7 a 9); foi tomado Elate, o único porto judaico no Mar Vermelho; e por fim metade do reino de Peca passou para Tiglate-Pileser, rei da Assíria, que tinha sido chamado para socorrer o rei de Judá (IIº Rs.15:29; IIº Cr.5:26). Peca, que por meio da violência tinha subido ao trono, foi também assassinado por Oséias, filho de Elá, o qual se apossou no reino (IIº Rs. 15:30).

 

XIX REI DE ISRAEL: OSÉIAS - (Salvação) O último rei de Israel (734 a 722 ªC.). Ele tinha alcançado o trono por meio duma conspiração, em que foi morto o seu antecessor. Era um rei patriota, que tinha procurado o bem-estar do seu povo, trabalhando para libertá-lo do jugo da Assíria; mas praticou o grande e fatal erro de efetuar uma aliança com um povo pagão.


Peca procura a aliança de Rezim, rei da Síria, contra Acaz, e primeiramente com certa vantagem. Acaz, porém imitando a política do seu rival, pediu auxílio ao rei da Assíria. Veio este derrotou os israelitas, e levou para a Média as duas e meia tribo que estavam além do Jordão, fazendo tributário o resto do povo. Foi este o primeiro cativeiro de Israel. Dez anos mais tarde, apelou Oséias para Sô, rei do Egito, para este o ajudar a sacudir o peso do tributo. Infelizmente Ezequias fez também parte desta confederação. Esta revolta foi causa duma nova invasão do exército dos assírios e desta feita foram subjugados inteiramente os israelitas, que levados em segundo cativeiro para Assíria, deixaram despovoado o país.

 

Quanto a Oséias, sendo preso e tratado como vassalo rebelde, foi encerrado na prisão e privado da vista. Embora fosse um rei valente e bom, pela idolatria, embriagues, cobiça e assassinatos, tinha feito uma chaga, e chaga incurável, no seu organismo (Mq. 1:9; IIº Rs. 15:20; 17:1a 4,6; 18:1,9).

 

 

Fim da lista dos reis de Israel. Continuaremos com a Saga de Israel, porém sobre os reis de Judá.

 

 

Israel Sarlo

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