25. abr, 2015

ANTROPOLOGIA - Introdução

A VELHA e A NOVA ALIANÇA - O DEUS DO VELHO PACTO & NOVO PACTO

 

Primeiramente vamos compreender o que é ANTROPOLOGIA:

(Antropo + logo + ia): Conjunto de estudo sobre o homem, como ser animal, social e moral.

 

ANTROPOLOGIA CULTURAL: Divisão da antropologia que trata do estudo da cultura em todos os seus aspectos e utiliza métodos, conceitos e dados da arqueologia e, às vezes os da ciências e psicológicas.

ANTROPOLOGIA FILOSOFICA: Estudo do homem como composto unitário de corpo e alma e psicologias.

ANTROPOLOGIA FÍSICA: Ramo da antropologia que se ocupa primariamente com o estudo comparativo da evolução e classificação da humanidade, especialmente mediante medições e, observação.

ANTROPOLOGIA SOCIAL: Estudo da estrutura social das sociedades iletradas.

 

NOSSO estudo, no que diz respeito à ANTROPOLOGIA, abordará mais a área cultural, filosófica e social. É claro que traremos muitos pesquisadores e tentaremos, dentro do possível, concordar. Infelizmente não concordo muito com os pesquisadores religiosos, suas fortes tendências místicas prejudicam o esclarecimento verdadeiro e o nosso interesse é a verdade.

 

TENHO alguns livros de autores diversos e após estudá-los, noto muitos pontos contraditórios: os escritores religiosos tentam provar o “espiritual” dentro de uma forte tradição emocional judaica. Os chamados “seculares” já partiram somente para uma interpretação rasa e cheia de interrogações.

 

Dos primeiros, os religiosos, eu fico com os textos bíblicos estudados e com os seculares fico com os documentos descobertos e decifrados. Por fim, junto tudo isto com o material que já venho colecionando há muito tempo e de fontes várias e tentaremos chegar biblica-e-documentalmente secular a um denominador comum.

 

DEUS foi e ainda é questionável? Devemos duvidar da justiça de Deus? Esta dúvida coloca a eficiência de Cristo em jogo? As sociedades humanas, em geral, vivência e segue outras divindades sem sequer comprometer com o Deus bíblico? O consumo e progresso, egoísmo, racismo, nacionalismo, e vários outros bezerros de ouro puseram Deus em baixa?

 

O homem desacreditou de Deus quando descobriu através da ciência moderna, seu próprio poder? Ou será que o Deus da tradição perdeu a importância? Seria, portanto Deus o perdedor? Ou as interpretações da tradição não lhe deram a visão correta ao intelecto humano?

 

As religiões aumentam muito (em número) e o avanço destas diminui o interesse humano. Quanto mais crescem as religiões com suas tradições mais o homem religioso se torna construtor do novo mundo. Estão reconhecendo, o homem, os problemas insolúveis que ele mesmo criou? De repente se sente vazio e perplexo, tenho tido esta experiência tanto com religiosos ou não. Surgem incertezas atormentadoras e tensões violentas nos indivíduos bem como nos grupos humanos. A humanidade autônoma está agonizando, assim criando as condições para o suicídio coletivo.

 

PRECISAMOS nos levantar com rapidez, nós que professamos o EVANGELHO de poder (Rm.1:16-17) para tirarmos os que estão na ignorância tradicional religiosa. O mundo não está tendo nenhuma resposta dos homens que se dizem defensores da Bíblia. As religiões ainda estão brigando sobre o rudimentar bíblico como falou Hebreus 5 e 6 e se dividem quando não se matam por questões tão insignificantes. Ainda existem os que são defensores do “Evangelho da Lei” do “Evangelho Místico” etc...

 

Há uma pergunta no ar: Será que o Novo ou Velho Testamento nos podem ajudar a encontrar hoje o Deus que necessitamos? Que desconfiamos e que ainda não descobrimos? Será que estamos, como diz Paulo, com o véu e quando lemos Moisés nada entendemos? Será que ainda somos cegos? O véu continua em nossos olhos? Ou teremos que admitir que o A.T. é antiquado, não tem mais mensagens vitais para nós? Será que os velhos conceitos de Deus foram aniquilados por Cristo? Estudantes de teologia, pastores cristãos inteligentes devem enfrentar tais perguntas inquietantes, coisa que também faz parte do serviço dos cristãos à humanidade confusa.

 

VEJAMOS a Teologia Antropológica que literalmente significa saber a respeito da Doutrina de Deus e articulação deste conhecimento em palavra humana. Logo, devemos destacar: cada afirmação teológica revela ao mesmo tempo algo da natureza humana. As frases e as obras teológicas são constituídas por palavras e conceitos humanos na teologia. Para avaliarmos qualquer palavra dentro da nossa experiência cotidiana, precisamos conhecer o locutor. Palavras avulsas, anônimas ou disfarçadas são bastante perigosas. Prova disso é a propaganda enganosa, a história da propaganda moderna. Concluímos: se é tão importante já na nossa vida diária saber quem fala e quais os verdadeiros interesses atrás das palavras, tanto maior deveria ser a nossa obrigação de identificar os autores de qualquer afirmação teológica.

 

Deus sempre era e hoje é, mais do que nunca, “questionável”. Isto quer dizer: hoje em dia devemos duvidar não somente da justiça de Deus, como o fez Jó da Bíblia. Está em jogo até a própria existência e eficiência do Senhor. Por quê? A humanidade, em geral, vivência e segue outras divindades; não se quer comprometer com o Deus bíblico. As forças divinas entronizadas pelas elites do mundo são, por exemplo, a autonomia irrestrita do homem, consumo e progresso, egoísmo, racismo, nacionalismo, e vários outros bezerros de ouro. A vivência atual dos homens no globo testemunho fortemente a presença dessas forças pseudo ou antidivinas. O verdadeiro Deus libertador da Bíblia, no entanto, parece estar banido ou desaparecido.

 

Como se pode desenvolver uma situação dessas? Quando o homem descobriu, através da ciência moderna, seu próprio poder, o Deus todo-poderoso da tradição perdeu a importância. As sociedades ocidentais, na euforia da conquista de continentes e mares, se comportam como jovens que se afastam radicalmente dos pais para testarem o próprio destino. Porém, acontece na história recente da civilização, frustração cada vez maior da confiança no poder humano. Não se chega nem perto de um paraíso terrestre. Muito ao contrário. O homem, orgulhoso construtor do novo mundo, está reconhecendo os problemas insolúveis que ele mesmo criou. De repente, se sente vazio e perplexo. Surgem incertezas atormentadoras e tensões violentas nos indivíduos bem como nos grupos humanos. A humanidade autônoma está organizando, assim criando as condições para o suicídio coletivo.

 

É nesta situação que se levanta de novo, e com urgência sem precedentes, a pergunta por Deus. Será que o AT nos pode ajudar a encontrarmos, na nossa época, o verdadeiro Deus? Ou teríamos que admitir: o AT é antiquado, não tema mais mensagens vitais para nós? (Hb. 7:12; 8:13; 9:8 a 28; 10:1 a 18). Será que os velhos conceitos de Deus foram aniquilados por Cristo? Estudantes de teologia, pastores cristãos inteligentes devem, como já disse, enfrentar tais perguntas inquietantes.

 

(Continua na proxima 1ª Aula)

 

Israel Sarlo

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