DESAFIO

Eu gostaria muito de desafiar a todos vocês que acompanham nosso BLOG. Gostaria muito de estudar:


* A QUEDA DE ISRAEL
* A QUEDA DE JUDÁ...
* OS ANOS 70 de CATIVEIRO e
* O PERÍODO INTER BÍBLICO.

A proposta é colocar em ordem cronológica todos os acontecimentos para que tenhamos uma noção real das datas bíblicas e desta maneira poderemos, como diz Pedro, "falar com mansidão a todos que pedirem informação de nossa Fé."

 

Para isso precisamos também entender a origens e as escrituras.

 

ACEITAM ESTE DESAFIO?

SOBRE O DESAFIO - UM APERITIVO?

INÍCIO DO CERCO DE 20 ANOS DE JERUSALÉM - 606 a.C.

"No terceiro ano do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém e a sitiou" (Daniel 1:1).

(A -Primeira deportação para a Babilônia inclui Daniel, profeta que se tornaria importante na Babilônia 605 a.C).



"E o Senhor entregou Jeoaquim, rei de Judá nas mãos de Judá, nas suas mãos, e também alguns dos utensílios de templo de Deus. Ele levou os utensílios para o templo de Deus. Ele levou os utensílios para o templo do seu deus na terra de Sinear e os colocou na casa do tesouro do seu deus. Depois o rei ordenou a Aspenaz, o chefe dos oficiais da sua corte, que trouxesse alguns dos israelitas da família real e da nobreza" (Dn. 1:2,3).

(B - Nabucodonosor vai a Jerusalém; apressa-se em voltar para A casa por causa da morte do pai - NABOPOLASSAR - 15/16 AGOSTO DE 605 A.c.)



O DESAFIO é grande, mas fica aqui o aperitivo, se você gostar nos avise e então teremos tudo isto em forma de capítulos.



Um abraço.

por Israel Sarlo

JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 8)

Depois da destruição de Jerusalém no ano 70 (seria bom lembrar que a destruição de Jerusalém se deu a pedido dos próprios judeus na ocasião da crucificação do MESTRE, quando em um questionamento ele resolve logo dizendo: "que caia sobre nós o sangue dEle". Literalmente isto aconteceu, pois a escadaria do TEMPLO se transformou em uma cascata de sangue de SACERDOTES), o judaísmo unificou-se em torno da corrente farisaica e fez desaparecer de seu seio todos os outros grupos que, no período anterior, faziam parte do judaísmo com igual direito. A destruição do Templo arrastou consigo o desaparecimento dos SADUCEUS, próximos às famílias sacerdotais. O fracasso da primeira revolta judaica contra os romanos, nos anos 68-70, seguido por um novo fracasso de Bar Kokba no ano 135, teve como consequência um certo desvanecimento das esperanças messiânicas e, de modo especial, o desprestígio das correntes e dos grupos apocalípticos, que haviam alimentado a revolta contra os romanos. Os grupos de zelotas e sicários, que com armas tinhas sustentado a revolta até o desaparecimento e suicídio não deixaram rastro senão na memória histórica do povo de Israel.

 

Assim, pois, não acabe utilizar o judaísmo rabínico e da Mixná e do Talmude como vara para medir o grau de judaísmo das correntes e grupos judaicos da época anterior, quando não se tinha desenvolvimento ainda a idéia do judaísmo canônico e oficial, excludente de seitas e de livros bíblicos. Se o judaísmo supostamente oficial, representado pelo rabinismo, está muito longe de ter desenvolvido um sistema de verdades dogmáticas , tal como fez a igreja cristã pela mesma época (obrigada pelas correntes centrífugas e desagregadoras que se anulavam em seu seio), o judaísmo a época helenística albergava em seu interior correntes e grupos unidos pela comum referência à TORÁ e ao TEMPLO, embora contrapostos entre si a causa dos diferentes significados que para uns e outros tinhas a TORÁ e o TEMPLO, a história e a esperança messiânica de Israel, o lugar de Israel entre as nações etc. O judaísmos do segundo TEMPLO era formado em grande medida por um conjunto de alternativas em conflito, que depois se tornaria um teste de sobrevivência dos mais duros. Nesta luta prevaleceu o judaísmo tannaítico.

 

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Israel Sarlo

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JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 7)

A oposição entre um judaísmo normativo e outro sectário e marginal supunha ao mesmo tempo o estabelecimento de uma oposição similar entre uma literatura normativa, formada pelo AT, Mixná e Talmude e outra literatura considerada "sectária", quase herética, recolhida nos chamados livros apócrifos do AT, de gêneros e origens muito diversas. O conjunto de idéias refletido nesta literatura roçava em muitas ocasiões às bandas do considerado como tradicional e característico do judaísmo, pelo que não deixou de suscitar suspeitas até o momento da proibição definitiva de sua leitura.

 

O movimento de reunificação do judaísmo, iniciado depois da catástrofe de 70, pôs travas à difusão destes livros que representavam tendências centrifugas do judaísmo da época anterior, que tinha trazido consequências TÃO DESASTROSAS AO POVO JUDEU. TAIS LIVROS PODIAM CONTINUAR ALENTANDO PERIGOSOS MOVIMENTOS DE DESAGREGAÇÃO. POR ISTO OS LIVROS QUE SE SALVARAM DO ESQUECIMENTO SOBREVIVERAM UNICAMENTE ATRAVÉS DE CÓPIAS TRANSMITIDAS NOS CÍRCULOS CRISTÃOS.

 

Por razões muito diferentes em cada caso, algumas igrejas e grupos cristãos encontravam nestes livros valores teológicos ou informações de vários tipos, que utilizavam em sua teologia e na interpretação do AT e do NT.

 

Estudos recentes não permitem estas distinções tão taxativas entre judaísmo normativo e oficial e formas "sectárias" e marginais. Nos séculos anteriores ao aparecimento do cristianismos, o judaísmo era um mosaico de grupos e tendências diversas. Os documentos de Qumrã, a literatura apócrifa, a literatura judaico-helenística e as descobertas arqueológicas apresentam um panorama do judaísmo deste período, bem distante da imagem monolítica e uniforme oferecida pela literatura rabínica da época posterior. O próprio judaísmo rabínico não deixou de registrar certas dissidências em seu interior.

 

Quem está acompanhando o desenrolar dos capítulos da HISTÓRIA da IGREJA e das aulas do DESAFIO já devem ter criado um mapa real da situação hoje de nossas religiões. Se você é aluno ou professor da ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL já tem em mãos um material fantástico para ajudar sua classe e ainda um material que pode perfeitamente ser ampliado com a busca nos canais de informação que hoje dispomos nos canais via INTERNET.

 

Temos ainda, aqui em nosso BLOG, uma série de mensagens que você pode ler, analisar e, se achar por certo, levar a outras pessoas, pois segundo sabemos a uma necessidade enorme de examinar para crescer no REINO do PAI.

 

 

Israel Sarlo

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JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 6)

A própria designação "judaísmo tardio", com a qual se caracterizava o judaísmo a época do segundo Templo (dos finais do século VI até o ano 70 dC), entranhava a idéia, segundo a qual, depois da época do esplendor dos reis e profetas bíblicos (séculos VIII - VI aC) e a partir da figura dos escribas Esdras (século V aC), o judaísmo caiu num ancilosamento ritual e legalista nas mãos dos sacerdotes e juristas que dirigiram as instituições da teocracia judaica durante os períodos persa e helenístico.

 

Outras designações, aparentemente mais neutras, para referir-se ao judaísmo desta época, também não deixam de refletir um certo juízo pejorativo sobre o mesmo. A denominação "judaísmo pós-bíblico" tende a considerar o judaísmo como um epígono do classismo bíblico. A designação "judaísmo entre a Bíblia e a Mixná" e "judaísmo inter-testamentário" convertem o judaísmo desta época em um fenômeno de transição entre os períodos do esplendor e entre os grandes corpos de literatura, a Bíblia e a Mixna ou AT e o NT.

 

A partir da época de Esdras e Neemias pode-se falar da existência do "judaísmo" como de uma realidade nova e diferente, embora em evidente continuidade, respeito ao "Israel Antigo" do período anterior ao Exílio. Por outra parte, a destruição de Jerusalém em 70 dC e a extensão do cristianismo nesta mesma época determinam uma mudança história decisiva. Apesar de o judaísmo rabínico ser uma continuação do judaísmo da época anterior, não deixa de ser certo que os períodos oferecem caraterísticas muito diferentes.

 

Desde a perspectiva cristã e por razões teológicas tende-se a estabelecer um corte no ano 70 dC, separando o que precede e o que segue a esta data: o judaísmo posterior ao Exílio é considerado como uma continuação do bíblico, porém não se pensa o mesmo do judaísmo rabínico que, para um cristão, parece muito estranho e desviando da tradição bíblica. O judaísmo, por razões também teológicas, acentua a continuidade entre o bíblico e o rabínico, saltando o período intermédio da formação da tradição oral farisaica.

 

Os historiadores da religião, no entanto, tendem a falar de duas religiões diferentes, a religião bíblica e a religião judaica, com um período de transição entre ambas. Seria bom dizer que esta tendência entre estas religiões diferentes, a bíblica e a judaica, foram e são as responsáveis por todas estas celeumas criadas hoje no meio de tantas religiões evangélicas, principalmente as que ainda estão ligadas a legalidade da lei, criando assim desconforto para os que se acham livres da interferência rabínica.

 

É claro que não totalmente livres, afinal ainda estamos sob tetos que tipificam TEMPLOS. Ainda existe uma preocupação muito grande em usarem o Velho Testamento como modelo de fé e o Novo Testamento completamente esquecido, somente lembrados em suas histórias de cura ou de qualquer outra coisa ligada a vida humana. Quando a essência do que o Mestre e seus apóstolos nos ensinaram e ainda ensinam não tem a mínima conotação moral e espiritual.

 

Israel Sarlo

 

 

JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 5)

O contado permanente entre judaísmo e helenismo foi, durante algum tempo, causa e efeito do processo histórico, que iniciado antes do século IV aC desencadeou-se a partir de então, estendendo-se para Síria e Palestina até a época de Adriano (posterior, portanto, à própria Grécia onde o helenismo finaliza com a batalha de Actium em 31 aC), e que resultou num "judaísmo helenístico", cuja expressão mais característica é a versão da LXX (SEPTUAGINTA versão da TORÁ para o grego), na literatura "judaico-helenista" e nas obras de Filon de Alexandria. A helenização do judaísmo não é senão um elemento a mais dentro do processo de helenização do Oriente. Constitui tanto uma permeabilização do Oriente pela cultura grega, como uma fusão das culturas semítica e helênica para originar um precitado eclético, feito de ambas, mas ao mesmo tempo diferentes de dada uma.

 

B) PLURALISMO SÓCIO-RELIGIOSO DO JUDAÍSMO HELENÍSTICO:


Uma obra clássica, História do povo judeu nos tempos de Jesus de E. Schürer, manual de estudos de muitas gerações até os anos recentes, revela no próprio título que a perceptiva sob a qual se estudou quase sempre a história do judaísmo é alheia à própria história judaica: o interesse último se dirige sempre ao conhecimento da origem e desenvolvimento do cristianismo.

 

Por outro lado, os historiadores do chamado "judaísmo antigo" ou "judaísmo tardio" (Spätjudentum) operavam com uma idéia geralmente pejorativa a respeito do judaísmo pós-bíblico. Tal é o caso de E. Schürer, de J. Wellhausen e, depois deles, de outros muitos autores entre os anos 1880 e 1930: Charles, Kautzch, Bousset, Gressmann, Riessler etc. Com freqüência e de modo particular no mundo protestante, muito sensível à dialética paulina da Lei e da Graça, considera-se o "judaísmo antigo" como um legalismo religioso, mas atento ao comprimento externo de alguns preceitos absoltos que à entrega confiante à mensagem da graça. Nem sequer a magna compilação de paralelos rabínicos do NT levada a cabo por H. Strac e P. Billerdeck escapa a esta visão negativa, apesar de que o propósito da obra era pôr em relevo a importância da literatura rabínica para o estudo do NT.

 

Obs: o item "A) HELENIZAÇÃO DO JUDAÍSMO" foi abordado na Aula 1 sobre o JUDAÍSMO & HELENISMO. Para compreender e acompanhar a evolução deste assunto é importante conhecer as aulas anteriores, disponíveis logo abaixo desta.

 

Saiba mais: clique aqui

 

Israel Sarlo

 

JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 4)

Depois da época Persa, as relações entre judaísmo e helenismo não foram as de uma luta antagônica entre dois mundos culturais e religiosos, que só podiam mesmo entrar em conflito. A irrupção da cultura grega no mundo judeu era logo inevitável e aceito pela tolidade dos judeus, algo sobre o que não cabia discutir.

 

As diferenças de opinião, muito encontradas por outra parte, referiam-se ao grau maior ou menor de aceitação da cultura helênica. É sintomático que o êxito da insurreição dos Macabeus contra os gregos não impedisse que estes campeões da tradição judaica acabassem convertendo-se em reis e uma monarquia helenística como tantas outras, com todas as suas características: uma constituição rígida por Simão Macabeu, nobres e sacerdotes que adotavam nomes gregos, um exército de mercenários que sustentava o rei etc. A influência helênica não só não cessou durante os reinados dos últimos Macabeus, mas até incrementou-se a partir de então.

 

Dois estudiosos judeus, por isto menos suspeitos na hora de reconhecer coincidências entre o judaísmo e o helenismo, LIeberman e Bicherman, advertiram numerosos pontos de contato entre instituições e idéias bastante tradicionais do judaísmo e outras do helenismo ambiental. Tanto as grandes linhas arquitetônicas seguidas na construção do Templo de Jerusalém como alguns dos mais nímios detalhes do culto jerosolimitano (natural de Jerusalém) põe à luz a influência de modelos tradicionais do mundo cultural e religioso do helenismo.

 

A educação dos rabinos judeus se realizava conforme as pautas da paidéia grega. As regras rabínicas de interpretação do AT, atribuídas a Hillel, correspondem às da hermenêutica praticada em Alexandria e em outros centros do helenismo. Algo tão especificamente judaico como o fato de uma lei oral acompanhar a TORÁ escrita e conseguinte insistência dos fariseus e rabinos na importância da educação, não são características típicas exclusivas do judaísmo senão patrimônio comum do mundo helenístico. O judaísmo palestino e o grupo farisaico em particular devem ser considerados como formas de cultura helenística da época.

 

É muito comum encontrarmos expressões ditas pelo MESTRE sitando os fariseus (Mt. 23) por exemplo. Paulo também se coloca contra estas ESCOLAS - FARISEUS E SADUCEUS, depois vieram os prosélitos e etc. Portanto de uma boa olhadinha em sua Bíblia e relacione o JUDAÍSMO e HELENISMO que você encontrará uma mistura que nunca deu certo principalmente quando se deseja unir o CRISTIANISMO NATO, mas o barato, o que aparência sim, se adapta a qualquer crença e valores.

 

Israel Sarlo 

  

JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 3)

A conquista de Alexandre tampouco marcou o fim da irradiação da cultura persa, que seguirá influindo na literatura bíblica e apócrifa, em particular pelo que se refere à visão dualista do cosmos e da história e ao desenvolvimento da angelologia e demonologia. De novo a corrente de estudos representada pela escola da história das religiões tende por ênfase no influxo de um fator estranho, o irânico neste caso, sobre a religião bíblica e sobre o judaísmo: outras correntes supõem, ao contrário, que a tradição bíblica teve um desenvolvimento autônomo, coincidente, em ocasiões, como a da religião irânica. Pontos de contato entre religião irânica e religião bíblica são as orientações monoteístas; a figura de um profeta ou reformador; a esperança escatológica baseada em Deus que dirige a história; a ordenação da vida religiosa através de uma LEI ou TORÁ etc. No que diz respeito à influência irânica sobre o judaísmo (dualismo, angelologia e demonologia, etc.), é preciso levar em conta que também o egípcio e o grego podiam exercer seu influxo nos mesmos campos, em especial no caso das raízes do GNOSTICISMO.

 

 

ATENÇÃO!!!

 

É muito importante você entender estas primeiras aulas. Estou escrevendo com pouco volume de informações, pois é de vital importância o seu entendimento, afinal o que temos de HEREDITARIEDADE CULTURAL, de HERANÇA CULTURAL RELIGIOSA E FILOSÓFICA não é brincadeira, portanto quando fala de hereditariedade cultural estou dizendo que mentiras foram implantadas em nosso DNA que se tornaram "verdades" e mudanças só serão possíveis quando a ESPADA de dois GUMES penetrar, se você deixar, e dividir alma e espírito para então atingir nossas juntas e medulas.

 

Não é primeiro o animal (I Corintios 15.46)? Será que ainda não dá para entendermos que o CRISTIANISMO não foi erguido para espirituais? Meu espírito não precisa de nada, já possui tudo. O Cristianismo foi levantado para o homem animal, daí as curas feitas pelo Mestre e seu bisturi - A PALAVRA que corta e ajusta nosso DNA. Aliás já escrevi sobre o DNA de Deus, precisamos urgentemente descobrir as nossas CRENÇAS para mudar nossos VALORES.

 

(Israel Sarlo) 

JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 2)

Deve-se levar em conta também, contra o que se pensava comumente, que não houve um corte histórico abruto entre o período persa e período helenístico. A história normalmente não permite grandes rupturas ou sobressaltos. A invasão de Alexandre Magno e o conseguinte desapacimento do império persa não supõe uma virada total da situação. O centro da cultura não se supõe uma virada total da situação. O centro da cultura não se deslocou de um pólo a outro, do Oriente ao Ocidente, da Pérsia e Mesopotâmia à Macedônia e Grécia. As mudanças surgiram dos então diversos centros culturais e políticos espalhados de um canto a outro do mundo helenístico. A incorporação da Palestina ao império persa já supôs sua integração dentro de uma unidade política e cultural, que incluía amplos territórios gregos na Ásia Menor. Por isto mesmo a conquista de Alexandre não marcou um começo absoluto nas relações entre as culturas judaicas, semítica e irânica por um lado, e a cultura helênica por outro, mas simplesmente houve uma intensificação das relações já existentes.

  

Quando pensamos em DESAFIO, pensamos em nossas aulas de HISTÓRIA da IGREJA, pois logo iremos estudar a "ESCOLA DE ALEXANDRIA" e por esta razão o DESAFIO em estudar mais as origens das religiões com suas CRENÇAS e VALORES fundamentalmente ligadas às filosofias dos tempos antigos.

  

Como estamos observando, são muitos os pensadores religiosos e quase todos excomungados pelo bispo de Roma e o processo de filtragem nunca cessou, pois os excomungados, ou melhor, suas teses logo depois eram observadas e trazidas em parte para o seio da igreja romana e posteriormente para as outras denominações, pois todas as rupturas não eram 100%, muitos de suas CRENÇAS E VALORES eram trazidas para as novas religiões, por exemplo, a questão da trindade.

  

Estamos falando de REFORMA, não das denominações, mas de suas teologias, epifanias, regras, costumes e usos absurdos. Esperamos assim contribuir para o melhor entendimento de todos, pois o que temos hoje é uma grande toalha de retalhos cheia de contradições, daí as disputas em púlpitos, rádios, praças , tvs e etc.

 

(Israel Sarlo) 

 

JUDAÍSMO E HELENISMO - (Aula 1)


A) HELENIZAÇÃO DO JUDAÍSMO


Frente a uma oposição excessiva entre helenismo e judaísmo, hoje se sabe que o mundo semítico e o mundo grego mantiveram estreitas relações desde épocas muito antigas, que remontam inclusive a tempos pré-históricos (Hadas). Os descobrimentos de Ugarit (na costa séria do Mediterrâneo) colocaram em relevo a existência de numerosos contatos entre Grécia e Oriente desde os começos da segunda metade do segundo milênio aC. O florescente comércio de fenícios e gregos por toda bacia mediterrânea favoreceu estes contatos, cujo fruto mais importante foi a adoção do alfabeto fênico pelos gregos.


As relações entre Leste e o Oeste, entre Fenícia e Grécia, entre Palestina e mundo helenístico, adquiriram ainda maior desenvolvimento e significação em épocas posteriores (Hengel).


Só a intensidade destas relações anteriores permite compreender como foi possível que, depois da passagem fez de Alexandre pelo Oriente, o mundo semítico oriental pudesse similar o helenismo com tanta rapidez e com tamanho êxito. Nos séculos V-IV aC, antes inclusive da chegada de Alexandre, a Palestina já fazia parte de um âmbito cultural que englobava a Grécia, Ásia e Egito. Todas as populações desde o Delta até a Cilícia viviam imersas na mesma cultura, de caráter muito eclético.


A Palestina, como lugar de passagem obrigatória, recebia com maior intensidade estes influxos culturais.

 

(Israel Sarlo)