POR QUE ESTÊVÃO INCOMODOU TANTO OS LÍDERES RELIGIOSOS A PONTO DE SER ASSASSINADO?

...A denúncia incitou os ânimos do povo, de seus líderes e dos mestres religiosos. Eles agarraram Estêvão e o levaram perante o Concílio. Apresentaram testemunhas subornadas que diziam: “Este homem não para de falar contra o Lugar Santo e contra a Lei de Deus. Até o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré destruiria este lugar e que daria fim a todos os costumes instituídos por Moisés”.

Os membros do Concílio olharam para Estêvão e não conseguiram mais tirar os olhos dele, porque seu rosto parecia o rosto de um anjo!

Então, o sacerdote principal perguntou: “O que você tem a dizer sobre isso?”.

Estêvão respondeu: “Amigos, pais e irmãos, o Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão quando ele ainda vivia na Mesopotâmia, antes de se mudar para Harã, e ordenou: ‘Deixe sua terra e sua família e vá para a terra que vou mostrar a você’. Ele deixou a terra dos caldeus e foi para Harã. Depois da morte do seu pai, migrou para cá, onde vocês vivem agora, mas Deus não lhe deu nada, nem um palmo sequer, prometendo que a terra seria dada ao seu filho, ainda que Abraão não tivesse filho na época. Deus revelou que sua descendência se mudaria para uma terra estranha e ali seriam duramente escravizados por quatrocentos anos, mas prometeu: ‘Vou tomar providências contra os seus dominadores e trazer meu povo para cá, para que me adorem aqui’.

Deus firmou uma aliança com Abraão e a assinou na carne do patriarca, pela circuncisão. Abraão teve seu filho Isaque e oito dias depois fez o sinal da circuncisão no menino também. Isaque tornou-se pai de Jacó; Jacó, pai dos doze ‘pais’, e cada um passou adiante o sinal da aliança. Certo dia, os ‘pais’, cheios de inveja, venderam José como escravo para o Egito. Mas Deus estava lá com ele e não só o livrou de todas as suas lutas como o levou até a presença do faraó, rei do Egito, que ficou tão impressionado com José que o pôs como responsável de todo o Egito, até mesmo de seus assuntos pessoais.

Mais tarde, uma fome atingiu a região, do Egito a Canaã, com terríveis consequências. Na fome, nossos pais procuraram comida em toda parte, mas a despensa continuava vazia. Jacó soube que havia comida no Egito e enviou nossos pais para investigar. Confirmada a notícia, eles voltaram ao Egito segunda vez para comprar comida. Nessa visita, José revelou sua identidade aos seus irmãos e apresentou a família de Jacó ao rei do Egito. Então, José mandou buscar seu pai, Jacó, e os demais membros da família, setenta e cinco ao todo. Foi assim que a família de Jacó chegou ao Egito. Jacó morreu, e nossos pais depois dele. Eles foram levados a Siquém e sepultados num túmulo que Abraão havia comprado dos filhos de Hamor por um bom dinheiro.

Quando os quatrocentos anos estavam para se completar, o tempo em que Deus prometeu a Abraão libertar Israel, o nosso povo no Egito já era imenso, e estava sob um rei do Egito que nunca tinha ouvido falar de José. Ele explorou nosso povo sem piedade, a ponto de nos forçar a abandonar os recém-nascidos, condenando-os a uma morte cruel. Foi nessa época que Moisés nasceu. E que bebê bonito! Ficou escondido em casa por três meses. Quando não era mais possível escondê-lo, ele foi tirado de casa — e imediatamente salvo pela filha do faraó, que cuidou dele como se fosse um filho. Moisés recebeu a melhor educação do Egito e se destacou tanto acadêmica como fisicamente.


Aos quarenta anos, Moisés quis saber como era a vida de seus parentes hebreus e foi verificar a situação deles. Um dia viu um egípcio maltratando um deles e interferiu, e matou o egípcio para vingar o irmão humilhado. Imaginava que seus irmãos ficariam contentes ao saber que ele estava do lado deles e que iriam vê-lo como instrumento de Deus para libertá-los. Mas eles não entenderam nada disso. No dia seguinte, dois deles estavam brigando, e Moisés tentou interferir, sugerindo que fizessem as pazes e se entendessem: ‘Amigos, vocês são irmãos, por que estão brigando?’. O que havia começado a briga retrucou: ‘Quem deu a você autoridade sobre nós? Vai me matar como matou o egípcio ontem?’. Quando Moisés ouviu isso, percebeu que a notícia havia se espalhado e fugiu. Exilou-se em Midiã e, durante os anos do exílio, teve dois filhos.

Quarenta anos depois, no deserto do monte Sinai, um anjo lhe apareceu num arbusto em chamas. Maravilhado com aquilo, Moisés foi conferir de perto e ouviu a voz de Deus: ‘Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Morrendo de medo, Moisés fechou os olhos e virou o rosto. Deus lhe disse: ‘Ajoelhe-se e ore! Você está num lugar santo, em terra santa. Tenho visto a agonia do meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos. Vim para ajudá-los. Prepare-se: eu mandarei você de volta ao Egito’. 

E esse era o mesmo Moisés que antes haviam rejeitado, dizendo: ‘Quem deu a você autoridade sobre nós?’. É aquele Moisés que Deus, usando o anjo no arbusto, enviou de volta como líder e libertador. Ele os tirou da escravidão para a liberdade, realizando coisas maravilhosas, sinais da parte de Deus por todo o Egito, no mar Vermelho e no deserto por quarenta anos. E foi isso que Moisés disse à comunidade: ‘Deus levantará um profeta como eu entre vocês’. Esse é o Moisés que ficou entre o anjo que falava no Sinai e os seus antepassados reunidos no deserto, que recebeu as palavras de vida que lhe foram entregues e as comunicou a nós, palavras que nossos pais rejeitaram. Eles tinham saudade dos costumes egípcios e reclamaram com Arão: ‘Faça para nós deuses a quem possamos ver e seguir. Esse Moisés que nos trouxe para este fim de mundo, nem sabemos o que lhe aconteceu!’. Foi nessa ocasião que fizeram um ídolo em forma de bezerro, ofereceram-lhe sacrifícios e festejaram o ídolo que confeccionaram. Deus não estava satisfeito, mas os deixou agir conforme desejassem: adorar cada novo deus que aparecia — e viver com as consequências, descritas pelo profeta Amós: Vocês me trouxeram oferendas de animais e grãos durante quarenta anos no deserto, ó Israel? Que nada. Estavam ocupados demais, construindo santuários para os deuses da guerra e as deusas do sexo, Adorando-os de todo o coração e com toda a força. Foi por isso que eu os mandei para o exílio na Babilônia.

Durante todo esse tempo, nossos antepassados tiveram um santuário em forma de tenda para o verdadeiro culto, feito conforme as especificações que Deus dera a Moisés. Esse santuário os acompanhava enquanto seguiam Josué, quando Deus eliminou os pagãos da terra; eles ainda o tinham no tempo de Davi. Foi então que Davi pediu a Deus para construir um lugar permanente de adoração, mas foi Salomão que o construiu.

Mas isso não quer dizer que o Deus Altíssimo viva num edifício feito por homens. O profeta Isaías expressa com muita clareza essa questão: ‘O céu é a minha sala do trono; eu descanso meus pés na terra. Então, que tipo de casa vocês pensam construir para mim?’, Deus pergunta, ‘Onde eu possa descansar e sossegar? Ela já está pronta, e eu a construí’.

A verdade é que vocês continuam teimosos, com o coração insensível e com os ouvidos fechados. Vocês deliberadamente ignoram o Espírito Santo, como fizeram seus antepassados. Houve pelo menos um profeta que não tenha recebido o mesmo tratamento? Seus antepassados mataram todos os que ousaram anunciar a vinda do Justo. E vocês mantêm a tradição da família — são traidores e assassinos, todos vocês! Receberam a lei de Deus, que foi entregue por anjos — como um presente! —, mas vocês a desprezaram.”

Mal ele acabou de falar, o povo deu vazão à fúria, com vaias, assobios e ofensas. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, nem prestou atenção — tinha olhos apenas para Deus, porque o estava vendo em toda a sua glória, com Jesus ao lado. Ele exclamou: “Oh! Vejo os céus abertos, e o Filho do Homem ao lado de Deus!”

Gritando e vaiando, a multidão arremeteu contra ele, como um estouro de boiada. Arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram. Os líderes pediram a um jovem chamado Saulo que tomasse conta das roupas dele. Enquanto as pedras caíam como chuva, Estêvão orava: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Em seguida, ajoelhou-se e orou alto o bastante para que todos ouvissem: “Senhor, não os culpe por causa deste pecado!”. Foram suas últimas palavras. E, depois, ele morreu.

(Atos 7 – versão A Mensagem)

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Lembrem-se, embora Jesus tenha sofrido na Cruz, devemos observar que tudo aquilo ainda estava sob a LEI. Lembrem-se também que os apóstolos estavam sob a LEI, pois as mortes deles foram causadas pelo regime mosaico, até mesmo Estevão sofreu sansão da LEI. Até hoje é assim, o grifo ainda é da LEI. Nao foi sem propósito que Paulo escreveu em 2 Coríntios que "ainda quando lêem Moisés o véu está ainda para ser tirado, mas quando se converterem o véu cairá".

Pensem nisto tudo e entendam Jesus antes da CRUZ.

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