12. jul, 2014

O CANÔNICO e o APÓCRIFO - (Aula 11)

A pesquisa das últimas décadas tem questionado posições mantidas desde muito tempo sobre a história da formação do cânon hebraico e a existência de um cânon alexandrino.

 

Desde a obra de Ryle (1892) costumava dividir a história da formação do AT em três etapas, tomando como ponto de referência o cisma samaritano que ocorrera, conforme se supunha no século V AC. A primeira etapa, no século III, correspondia à canonização da coleção dos livros proféticos rechaçados pelos samaritanos, já rompidos com o judaísmo. Os KETUBÎM ou Escritos começaram a fazer parte do cânon na última etapa, por volta do ano 90 dC, por ocasião do sínodo de Jâmnia (jabne), quando se teria fechado definitivamente o cânon da BÍBLIA hebraica (Graetz, 1871).

 

Pensava-se, por outro lado, que o judaísmo da diáspora em Alexandria dispunha de um cânon próprio, o "cânon alexandrino". Este representava a coleção de livros recolhidos na Bíblia grega dos LXX e aceitos pelo cristianismo nascente, antes do fechamento definitivo do cânon no ano 90 dC.

 

Os cânones palestino e alexandrino eram de origem judaica. Quando, porém, os cristãos começaram a servir-se da versão grega dos LXX (SEPTUAGINTA) e do cânon amplo correspondente, os rabinos judeus decidiram estabelecer uma Bíblia única reconhecida e autorizada: A TANAK em língua hebraica, com um texto minuciosamente fixo e com um cânon reduzido, que deixava "fora" os considerados "exteriores" (hîsonîm) ou apócrifos, alguns dos quais figuram na Bíblia grega dos cristãos.

 

(Obs:. Todas as palavras, como HÎSONÎM, TANAK, KETUBÎM e etc., já foram divulgadas em nosso BLOG – CURIOSIDADES exatamente para servirem de dicionários nestes nossos artigos.)

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Israel Sarlo 

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