16. ago, 2014

AS TRADUÇÕES - (Aula 20)

Quando falamos no ESTUDO CIENTÍFICO DA BÍBLIA, referimos ao conhecimento prévio das línguas em que os livros foram escritos:
HEBRAICO;
ARAMAICO e o
GREGO da versão dos LXX (septuaginta) e do Novo Testamento (NT).

 

Para determinados estudos é necessário também o conhecimento de outras línguas, nas quais a BÍBLIA foi traduzida nos primeiros séculos do cristianismo (LATIM, SERLÍACO, COPTA, ARMÊNICO etc.). As descobertas modernas resgataram do esquecimento, por outo lado, outras línguas semíticas, com as quais o hebraico está aparentado (acádico, fenício, etc.), assim como línguas não semíticas, que de um ou outro modo, influíram no hebraico e no aramaico.

 

O "biblista" deve ser, por princípio, poliglota, ou buscar fontes que estuda nesta visão. "Poliglotas" foram as edições renascentistas da BÍBLIA como também a edição hexaplar de Orígenes no século II dC. Poliglota é também, em última analise, o próprio AT, lido, nos últimos séculos da época bíblica, indistintamente em hebraico, aramaico e grego. O biblista parece mover-se no mundo da confusão de línguas da torre de Babel. Para o cristão, a visão profética dos povos congregados em Sião (Is. 56:6,7) tem comprimento do dia de Pentecostes, quando gente de todos os povos, reunidas em Jerusalém, escutavam cada um em sua própria língua o querigma (o primeiro anúncio) cristão (At. 2:8).

 

Israel Sarlo

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