5. set, 2014

FILOLOGIA - (Aula 21)

Conforme a antiga tradição da filologia "bíblica-trilíngue", o biblista deve formar-se em línguas clássicas, entre as quais, desde o período renascentista até o século XVIII, eram contadas as línguas hebraica e aramaica. O biblista move-se num terreno fronteriço entre a filologia clássica greco-latina e a filologia semítica antiga. Pertence a dois mundos culturais, cujas origens estão mais relacionadas do que se costuma pensar, e que conviveram numa rica simbiose durante os períodos helenísticos e bizantino. As guerras Medas, Púnicas, Partas, as conquistas islâmicas e as reconquistas e cruzadas cristãs, os colonialismos e os fundamentalismos, distanciaram estes dois mundos, oriental e ocidental, até o ponto de fazer-se muito difícil o conhecimento mútuo e muito fácil o enfrentamento.

 

Helenistas e latinistas de um lado e semitistas de outro dividiram os campos de estudo do mundo antigo, com mútuo desconhecimento, senão desprezo. Uma "visão poliglota da Bíblia ajuda a evitar certos defeitos nos quais, em certas ocasiões, caiu a pesquisa bíblica. As velhas e acres políticas entre hebraístas e helenistas não cessaram desde o Renascimento e emergem sempre sob formas muito sutis em numerosas discussões atuais.

 

As línguas da Bíblia (AT) são o hebraico, o aramaico e o grego. O hebraico e o aramaico pertencem à família das línguas semíticas. Estas se dividem em quatro grupos:

 

1 - SEMÍTICO DO SUL;
2 - SEMITICO DO NOROESTES;
3 - SEMÍTICO DO NORTE e
4 - SEMÍTICO DO LESTE.

 

Na próxima aula vamos explicar melhor estes quatro grupos.

 

 

Israel Sarlo

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