27. set, 2014

ORTOGRAFIA HEBRAICA - (Aula 24)

Num primeiro período, durante os anos 900-600 aC, a ortografia hebraico, como a fenícia, tendia a representar gratificantemente somente as consoantes. Ao longo do século XI, os arameus desenvolveram um sistema rudimentar de notação vocálica mediante as chamadas matres lectionis. Este sistema foi utilizado também pelos israelitas a partir dos inícios do século IX aC. As consoantes h, w e Y podiam representar vogais finais:


W= u;
Y=i e
H= a, e e o.


Ás vezes W e Y podiam indicar as vocais internas U e I respectivamente (Cross). No período entre os anos 600 e 300 aC começou-se a usar as matres lectiois para indicar a presença de uma vogal longa, sobretudo em fim de palavras nos óstoracos de Laquis, dos inícios do século VI aC, aparecem indicadas as vogais longas o meio das palavras. Com o passar do tempo desenvolveu-se uma tendência a representar inclusive as vogais breves. Os manuscritos do Mar Morto apresentam uma ortografia mais "chia" que a do TM, alcançando as vogais breves (ex.: kol, "todo", escrito KWL; LÓ, "não", escrito LE). OS MANUSCRITO DO MAR MORTO dão pé a múltiplas comparações com diferentes tradições de pronúncia hebraica, em particular a samaritana.

 

 

Israel Sarlo 

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