4. out, 2014

A EVOLUÇÃO DAS ESCRITURAS E SUAS TRADUÇÕES (Aula 25)

Até os séculos V-VI dC o hebraico não dispunha de um sistema de escritura dotado de vogais. O progressivo abandono da língua hebraica em benefício da árabe ocasionava um esquecimento recente da pronúncia exata do texto bíblico. Para evitar esta perda, fez-se necessário dotar a escrita consonântica de um sistema de acentos e de vogais. Estas não se indicam mediante letras como nas linguas ocidentais, senão através de pontos e de traços diversos, situados em cima ou embaixo de consoantes, depois da qual se pronunciam.

 

É fácil imaginar a dificuldade para uma correta transmissão do texto bíblico a partir dos manuscritos sem escritura vocálica. Basta um exemplo: a passagem de Iº Rs 5:32 fala dos 'construtores" (borê) de Salomão, na versão grega supõe um texto que se refere aos "filhos" (benê) de Salomão. Na tradução dos textos hebraicos a vocalização dava ocasião à busca de termos homófonos e a interpretações de caráter midráxico. Tal pode ser o caso da tradução do nome de "Eva" (hawwâh) pelo termo grego Zôê, "Vida".

 

Quando falamos que no EVANGELHO não necessitamos de quem nos ensine, está nas Escrituras este registro, e, claro, para os partícipes da IGREJA INVISÍVEL, o mesmo não acontece com a IGREJA VISÍVEL, aquela que trabalha com o HOMEM ANIMAL. Esta precisa destes dados acima para que possam chegar ao entendimento da verdade existente no EVANGELHO, oculto aos sábios e entendidos, mas revelados ao MENOR DO REINO do PAI, oculto aos maiores do REINO DO HOMEM.

 

Prestem a atenção na palavra (HAWWÂH) = a "EVA" e cuidado com a palavra grega chamada ZÔÊ = "VIDA" e quando você ler em GÊNESIS busque usar a palavra correta e você vai descobrir verdades fantásticas.

 

 

Israel Sarlo

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