5. nov, 2014

A COMPLEXIDADE DO HEBRAICO - (Aula 29)

O hebraico é uma língua relativamente pobre em adjetivos. Carece também de formas especificas para expressar o comparativo e o superlativo. E seu lugar utiliza a foram do construto ou outo tipo de expressão. Assim, por exemplo, "O SANTO DOS SANTOS" designa o espaço mais sagrado do TEMPLO, "O CÂNTICO DOS CÂNTICOS", o cântico por antonomásia.

 

A sintaxe hebraico prefere a parataxe à complexa subordinação de frases (hipotaxe), característica do grego e do latim. Esta característica confere à narração hebraico um estilo popular e sensível, porém nem por isso menos expressivo e profundo.

 

Os textos poéticos conservam frequentemente formas arcaicas. É o caso, por exemplo, do uso do imperfeito yigtol para expressar o tempo passado, no lugar doas formas qatal ou waw+yiqtol. O Salmo 78 apresenta vários exemplos de uso poético característico dos poemas de Ugarit. Igualmente poemas arcaizantes como o Salmo 68 mostram a tendência a prescindir o artigo definido ha (n)-, introduzido e generalizado após 1200 aC.

 

Do egípcio antigo, língua semítica o hebraico incorporou termos como par'oh ("faraó" - "casa grande", em egípcio). A importação de produtos como o ébano, linho, ametista, marfim etc., arrastando consigo os termos correspondentes. Houve empréstimos também dos hititas e dos hurritas. O termo seren, 'príncipe", utilizado exclusivamente para designar os príncipes filisteus chegados ás costas de Canaã em uma das ondadas dos "Povos do Mar". O termo filisteu, seren, corresponde ao grego tyrannos, "tirano", adotado pelos gregos provavelmente de uma língua da Ásia Menor talvez do frígio ou do lídio. do mesmo modo o temo hebraico lappîd, "tocha", é um empréstimo felisteu, aparentado com o grego lmapás;-ádos.

 

 

Israel Sarlo

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