7. jan, 2015

DESAFIO - O ARAMAICO - Aula 35

As características do aramaico ocidental são hoje melhor conhecidas graças ao crescente número de inscrições encontradas na cidade de Jerusalém, em tumbas, sarcófagos, ossários e outros objetos. O Novo Testamento conserva expressões aramaicas como Tlitha Koum (Mc. 5:41) Marana tha (1ª Co. 16:22), Effatha (Mc. 7:34) e Eloi eloi lema sabakthani (Mc. 15:34), assim como nomes próprios e topônimos tais como Hacéldama, Gólgota, Getsêmani e Betesda. Jesus e seus discípulos falavam o dialeto galileu, diferente do falado em Judá (Mt. 26:73). As cartas de Bar Kokba (132 dC), junto com a literatura aramaica e as inscrições nos ossários e tumbas antes citados, constituem uma fonte importante para o conhecimento do dialeto judeu.

 

São bastante escassos os restos de escritos em aramaico ocidentais. Há entre eles um texto de Urujk do século II aC e uma série de inscrições e graffiti de Assur e Hatra, correspondentes ao período parto (século II dC).

 

Assim, a partir do aramaico imperial esta língua seguiu uma linha evolutiva, que passa sucessivamente pelo aramaico encontrado nos livros de Esdra e Daniel, no targum de Jó (segunda metade do século II aC), no Gênesis Apócrifo e, finalmente, as cartas e Bar Kokba (Kutscher, Fitzmyer).

 

Esta evolução manifesta determinadas características, como as formas do relativo-demonstrativo: “zy” em aramaico imperial, “di” no Gênesis Apócrifo e cartas de Bar Kokba e, finalmente, de nos targum de Ônkelos.

 

 

Israel Sarlo

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