18. jan, 2015

DESAFIO - O ARAMAICO - Aula 36

OS TARGUMIM -

 

Os Targumim, e, em particular, o targum Neophyti, permitem uma aproximação diferente à história do aramaico deste período. O targum Niophyti representaria, segundo a corrente de Kahle e Díez Macho, o aramaico falado no século I dC, quer dizer, da época de Cristo. Sob esta perspectiva, o targum de Jó e o de Gênesis Apócrifo corresponderiam a um aramaico literário contemporâneo do anterior. Contudo, esta aproximação sincrônica apoia-se em critérios de conteúdo e método exegético (a halakâ refletida no texto). O controle destes critérios é menos rigoroso que aqueles apoiados em textos que, graças aos manuscritos do Mar Morto poderão ser datados com grande segurança.

 

O período recente estende-se à conquista árabe (de 200 a 900 dC). O conhecimento do aramaico desta época é importante para o estudo da história da transmissão, tradução e interpretação da Bíblia no mundo oriental palestino e babilônico, no qual, por esta época, foram recolhidas e sistematizadas as tradições de vocalização mossorética de texto bíblico.

 

Neste período o aramaico aparece claramente fracionado em vários dialetos. O grupo ocidental inclui o aramaico judeu (galileu), o cristo-palestinense e o samaritano. No dialeto aramaico judeu estão escritos o Talmude jerosolimitano, os midraxim palestinos (Gênesis Rabbah, e Levítico Rabbah), os targumim palestinos (Nephyt, o Targum Fragmentário, fragmentos da Geniza do Cairo e o Targum dos ketubîm, os Escritos), inscrições sinagogais, cuja datação engloba desde o século III ao VI dC. O aramaico cristo-palestinense era falado por judeus convertidos ao cristianismo; encontra-se numa escritura de tipo siríaca. 

 

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Israel Sarlo

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