Escatologia

3. out, 2014

AS ÚLTIMAS POTÊNCIAS MUNDIAIS E O MERCADO COMUM EUROPEU.

 

Já vimos que "nos últimos dias destes reis", ou seja, nos dias dos dez reinos representados pelos dedos da estátua, "o Deus do céu levantará um reino" com as seguintes características:

1ª- NÃO SERÁ JAMAIS DESTRUÍDO;
2ª- NÃO PASSARÁ A OUTRO POVO;
3ª- ESMIUÇARÁ E CONSUMIRÁ TODOS ESTES DEZ REINOS;
4ª- SERÁ ESTABELECIDO PARA SEMPRE.

 

Historicamente, sabemos que este reino nunca existiu e que, portanto ainda será estabelecido, não por homem algum, mas Deus do céu é quem o estabelecerá. Este reino será o de Jesus Cristo quando ele voltar (Dn. 7:13,14,27; Lc.1:32,33; Ap.19:13-15).

 

Ora, se este é o reino de Jesus a ser estabelecido na sua vinda futura, então quem serão estas "dez nações" ou "dez reinos" futuros, representados pelos dez dedos da estátua, profecia que ainda não cumpriu, já que a profecia de Daniel está ligada ao passado histórico e ao tempo do fim?

 

Passado histórico, porque Daniel 2:37-40 já ocorreu e faz parte da história antiga. Ao tempo do fim, porque os versículos de Dn. 2:41 e 45 ainda não se cumpriram. Entre os versículos 40 e 41 existe um intervalo profético, indicando o tempo necessário para a reedificação de um "NOVO IMPÉRIO ROMANO", que após um período histórico de eclipse, irá reaparecer nos dias que antecederão o retorno de Jesus Cristo... Napoleão, Mussolini, Hitler tentaram isto, porém falharam.

 

Será que existe hoje algo que se encaixe dentro da profecia, ou seja, alguma "coligação de nações" na área onde antigamente existiu o Império Romano? Sim. Os estudiosos de Escatologia admitem que esta "coligação de nações é o MERCADO COMUM EUROPEU", fundado em 25 de Março de 1957, mediante a assinatura do Tratado de Roma. Inicialmente eram "SEIS", porém agora são "DEZ" nações, tendo a cidade de ROMA como sede oficial.

 

As dez nações que compõem o MERCADO COMUM EUROPEU se originaram, respectivamente, das "DEZ" nações que surgiram com o fim do Império Romano:
Alemanha
França
Bélgica
Holanda
Inglaterra
Luxemburgo
Irlanda
Dinamarca
Itália
Grécia.

 

O Governo do Anticristo: Tudo indica que é daí, isto é, destas DEZ nações que compõem o MERCADO COMUM EUROPEU, destes "Dez Chifres", ou dez reinos, considerado como o "NOVO IMPÉRIO ROMANO", é que surgirá o Anticristo, a Besta do Apocalipse. Compararemos Daniel com Apocalipse:

 

DANIEL

1. "E eis aqui o quarto animal, terrível, epantoso... e tinha dez chifres" (Dn 7:7)

2. Entre os dez chifres, apareceu outro pequeno, "e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. Proferirá palavras contra O Altíssimo, magoará os Santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois pempos e metade dum tempo" (Dn 7:8,25)

 

APOCALÍPSE

1. "Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres..." (Ap.13:1) 

2. A besta recebe do dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. "Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogância e blasfêmia, e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmia contra Deus; Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse." (Ap. 13:2-7)

 

O fim do governo do Anticristo se dará com o retorno do senhor Jesus Cristo, a Pedra que virá e reduzirá tudo a pó. Os judeus tropeçaram nesta Pedra e foram feitos em pedaços, espalhados e perseguidos por todo o mundo até hoje. (Lc. 20:17-18)

 

(Escatologia é um assunto que teremos sempre que estudar. Você tem interesse? Consulte-nos sobre esta possibilidade)

 

 

Israel Sarlo

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23. set, 2014

A VISÃO DE UM CARNEIRO, DE UM BODE E DE UM CHIFRE PEQUENO.

 

Depois da visão do capítulo 7, Daniel teve sua 2ª visão (Dn. 8:1-14).

 

CARNEIRO – Nesta visão, este animal simboliza o Império Medo-Pérsa e o rei da Pérsia. O chifre maior corresponde a Ciro, o persa, que governou após a morte de Dário, o medo, representado pelo chifre menor. Comparar com o Urso que tinha um lado mais alto, em Dn. 7:5l. Conforme vimos, o cativeiro de Israel na Babilônia terminou com Ciro, de modo que Daniel pode ver o cumprimento de suas visões proféticas até aqui.

 

BODE – O Bode vinha do ocidente e representa a Grécia (Dn.8:5,21). O grande chifre entre os olhos é Alexandre, O Grande, que conquistou todo o Império Medo-Pérsa com grande rapidez. Atacou o Carneiro, quebrou seus dois chifres e pisoteou (Dn.8:6). Depois Daniel viu quebrado o grande chifre, que foi substituído por outros "Quatro chifres notáveis, para os quatro ventos da terra" (Dn. 8:8). Realmente, no ano 323 ªC, morreu Alexandre, no auge de sua carreira de conquistas e com apenas 32 anos. Os quatro chifres notáveis, representavam as quatro divisões do Império após a morte de Alexandre: MACEDÔNIA, ÁSIA MENOR, SÍRIA e EGITO (Dn. 8:22).

 

Compare estes quatros reinos com as quatro cabeças do Leopardo, conforme visto nas figuras (Dn. 7:6).

 

A maioria dos estudiosos desta profecia admite que os "chifres pequenos" que saiu de um dos quatro chifres (8:9), se cumpriu na pessoa de Antioco Epífano, rei da Síria, um dos quatro "chifres" ou divisões do Império Grego após a morte de Alexandre, "o grande chifre". Antíoco Epífano (171 – 161 ªC) perseguiu os judeus e profanou o Templo, tentando, à força, acabar com os sacrifícios judaicos. Sacrificou um porco sobre o altar e matou 100.000 pessoas (Dn.8:11,12).

 

Este "pequeno chifre" que saiu de um dos quatro chifres, a Síria, não deve ser confundido com o outro "chifre pequeno" de (Dn. 7:8), que será o Anticristo, que se levantará dos dez cifres do animal espantoso os quais comporá os dez reinos do futuro Império romano redivivo.

 

Entretanto, é bom lembrar que estes dois "chifres pequenos" tem características comuns: são violentos contra os judeus, contra Deus e o Templo de Jerusalém (Dn.7:25; 8:10-12). Por outro lado, o rei "feroz de cara" (Dn. 8:23-25) é identificado com o Anticristo, o "chifre pequeno" de (7:8), pois também é dito que ele será destruído sem "esforço de mãos humanas". (Dn. 8:25). Compara com Dn. 8:45; 2ª Ts. 2:8; Dn. 7:10-11.

 

Israel Sarlo

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17. set, 2014

Na aula anterior (Aula nº 08) abordamos sobre os quatro animais simbólicos na visão de Daniel. Nesta aula complementaremos sobre o Animal Espantoso que possuia os dez chifres, os quais representavam os dez reinos do império romano. Estes reinos, apesar de terem feito acordos de paz entre eles, por inúmeras vezes, inclusive através de muitos casamentos reais, entretanto nunca estiveram ligados, "assim como o ferro não se mistura com o barro."(Dn. 2:43)

 

Em Dn. 7:8, diz que entre os dez chifres levantará uma "ponta pequena" que se manifestará como o "homem da perdição", o Anticristo, que blasfemará contra Deus e destruirá os Santos do Altíssimo, até lhe sobrevir o juízo de Deus. (Dn. 7:25 ).

 

Como até hoje não apareceu um rei como este, conclui-se que estas coisas se darão no futuro, quando o Anticristo assumir a direção política dos reinos dos "dez dedos" do "Novo Império Romano" ressuscitado, ou redivivo, ocasião em que os dez reis, que "tem um só pensamento, oferecem à besta "Anticristo o poder e a autoridade que possuem" (Ap.17:12, 13). Seu governo será por três anos e meio – (Dn. 7:25; Ap.13:5). Controlará toda política, comércio e religião (Dn. 7:23; Ap.13:11-18).

 

Comparando o que Daniel viu em Dn. 7, com o que João viu em Apocalipse 13, podemos concluir que o quarto animal representa o governo do Anticristo, sendo esto o "chifre pequeno". Vejamos:

 

DANIEL 7

1. O Quarto Anima sai do mar, com dez chifres, v.7

2. O Chifre Pequeno com boca que fala grandiosamente, v.8

3. Chifre Pequeno fala palavras contra o Altíssimo, v. 25

4. O Chifre Pequeno destruirá os santos do Altíssimo, v. 25

5. A duração do domínio do chifre pequeno é de um tempo de tempos e metade de um tempo (três anos e meio), v.25.

 

APOCALIPSE 13

1. A Besta que sai do mar com dez chifres, v.1

2. À Besta foi dada boca que falasse grandes coisas e blasfemias, v. 5

3. A Besta abriu sua boca em blasfêmias contra Deus, v. 6

4. Á Besta foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los, v.7

5. A Besta tem poder durante quarenta e dois meses (três anos e meio), v.5

 

O fim do Anticristo se dará com o golpe da "Pedra cortada sem auxílio de mãos" (Dn. 2:34, 35). A batalha do Armagedom será o fim da carreira da besta, quando Jesus, na sua vinda, o destruirá com o sopro de sua boca. (22ª Ts. 2:3, 4,8; Ap.16:13-16; 19:11-21 cf. Dn. 7:26, 27 e Zc. 14:1-9).

 

Nesta ocasião terminará o governo mundial gentílico sobre a terra e será estabelecido o reino milenar de Jesus Cristo (Ap.20:1, 2). Este Reino se estenderá inicialmente por mil anos e depois nunca mais terá fim (Dn. 2:44, 45; 7:14, 27; Ap.20:6; Lc. 1:30-33).

 

 

Israel Sarlo

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10. set, 2014

A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS SIMBÓLICOS

 

Referência: Daniel 7:1-28

 

Os primeiros capítulos do Livro de Daniel são de caráter histórico: os seis últimos são proféticos e retratam quatro visões do profeta. Estas visões contam histórias de impérios mundiais durante e após o tempo de Daniel. As visões tratam ainda de coisas referentes aos “últimos dias” e que, para nós, ainda se encontram no futuro:

1ª VISÃO _____ Quatro Animais (Cp. 7).
2ª VISÃO _____ Um Carneiro, um Bote e um Chifre Pequeno (Cp 8).
3ª VISÃO _____ As Setenta Semanas (Cp. 9) e
4ª VISÃO _____ Conflito Entre Miguel e a Oposição (Diabo) Cps. 10-11).

 

 

A - Os Quatro Animais simbólicos:

Os impérios mundiais foram vistos como animais, para representar a ferocidade animalesca e a rapidez ou velocidade (as asas) com que atacam, e devoram e subjugam impiedosamente suas presas de guerra. “... porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt. 24:6-8).  Graças a Deus porque quando Jesus voltar, todos estes reinos serão tirados dos “animais ferozes” e “dados ao povo dos santos do Altíssimo”. (Dn. 7:17, 18,27; Ap.2:26, 27).

 

 

LEÃO – O mais forte dos quadrúpedes carnívoros, considerado o rei dos animais, representa a Babilônia. (Dn. 7:3-4).

 

URSO – Mamífero principalmente carnívoro, de grande porte e força. Possui unhas e dentes temíveis. Nesta visão, o segundo Império Mundial era semelhante a um urso (Dn. 7:5). O seu lado mais alto representa a predominância do elemento Persa sobre o Medo, pois o animal vinha representando o Império Medo-Persa (Dn. 7:5). As três costelas entre os dentes do urso significam suas três primeiras pressas:

1ª- Babilônia,
2ª- Egito e
3ª- Líbia. Ainda (Is. 13:1-17; 21:2; Jr.51:11). O cativeiro babilônico de Israel termina aqui, com o imperador Ciro, de modo que Daniel assistiu o cumprimento de sua visão profética até aqui – 538 ªC.

 

LEOPARDO –  Animal carnívoro muito ágil, ataca com grande rapidez e velocidade. Geralmente fica de emboscada para saltar sobre a presa. Na visão de Daniel, este animal vem representando o Império Grego, que teria domínio sobre toda a terra. Suas quatro assas mostram seu rápido progresso nas conquistas de Alexandre O Grande, que venceu o mundo civilizado da época em apenas dez anos. As quatro cabeças tipificam as quatro divisões do Império Grego, com seus generais Casandro, Seleuco, Lisímaco e Ptolomeu, após a sua morte. Seu Império foi dividido: Macedônia, Asia Menor, Síria e Egito. (Dn. 7:6).

 

ANIMAL ESPANTOSO. O quarto animal na visão de Daniel veio como um animal espantoso e terrível, tipificando o Império Romano. Os dez chifres do animal, são dez reinos em que será finalmente dividido este Império. Na simbologia dos dez dedos dos pés, Dn. 2:41, 42, ele prevê a fragmentação deste Império em dez partes, dez pontas ou dez reinos – Dn. 7:7. É curioso notar que com o fim do Império Romano, 455 dC, e as invasões dos bárbaros, restaram dez nações, que bem poderiam representar os dez dedos dos pés:


1 - Germanos
2 - Francos
3 - Burgúndios
4 - Suevos
5 - Anglo-Saxões

6 - Visigodos

7 - Lombardos

8 - Hérulos

9 - Vândalos

10 - Ostrogodos

 

 

 

Israel Sarlo

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5. set, 2014

A ESTÁTUA DO SONHO DO REI NABUCODONOSOR

 

Referências: Dn. 2:24-45; e Figuras aqui ilustrativas.

 

1º- CABEÇA de OURO - Representa o próprio rei Nabucodonosor e seu grande Império (Dn. 2:37-38).

 

2º- PEITO E BRAÇOS de PRATA - O segundo Império o Medo-Persa, representado na estátua pelo peito e braço de prata, é o sucessor da Babilônia como governo mundial. Este segundo império representado pela PRATA é inferior ao seu antecessor, representado pelo OURO (Dn. 2:39).

 

3º - VENTRE E COXAS de COBRE - Representa a terceira potência mundial que veio a seguir, isto é, o império Grego, que teria domínio sobre toda a terra (Dn. 2:39b), sob a direção de Alexandre o Grande.

 

4º - PERNAS de FERRO - Simboliza o quarto império que se levantaria sobre a terra, ou seja, o império Romano, a potência férrea (Dn. 2:40). Foi o que mais durou (aproximadamente 500 anos). Foi nele que se deu a "plenitude dos tempos quando Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl. 4:4). Veio na plenitude do Império Romano e voltará, a segunda vez, na plenitude do Império Romano Redivivo, sob a liderança do Anticristo.

 

5º - PÉS de FERRO e BARRO - Os dez dedos dos pés simbolizam dez reis. A proximidade entre os dedos indica que viveriam numa mesma época. Sendo os pés a extremidade da estátua, indicam o que restou do último império: uma mistura de ferro (força) e barro (fraqueza). A corrupção governamental e popular levou o Império Romano á ruína, em (455 ªC.) A história passada de Roma não indica que em alguma época houve dez reinos unidos simultaneamente, o que aponta para a realização de um Império Romano futuro, que ressurgirá pela união de dez reis ou nações (Dn. 2:41-43).

 

6º O REINO do CÉU – (Dn. 2:44-45) - "Nos dias destes reis", ou seja, nos dias dos dez reis representados pelos dez dedos dos és da estátua, "o Deus do céu levantará um reino". A Pedra (Cristo) cortada sem auxílio das mãos, esmiuçará e consumirá todos estes reinos (Lc. 20:17-18; 1ª Pd. 2:6-8; Rm. 9:32, 33; Is. 8:13, 14). Este reino será estabelecido para sempre, quando Jesus Cristo voltar, para por fim ao "tempo dos gentios" (Lc. 21:24), destruir os exércitos gentios confederados, que terão invadido Jerusalém. "Naquele dia os seus pés estarão sobre os monte das Oliveiras..." (Zc. 14:35). "Este reino não passará a outro povo... mas ele mesmo subsistirá para sempre" (Dn. 2:44; Lc. 1:32, 33) e "encherá toda a terra" (Dn. 2:35).

 

 

Israel Sarlo

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