Hebreus

26. nov, 2016

A SAGA DOS HEBREUS 

Existem coincidências na Bíblia que, graças à Deus, não passam despercebidas por mim. Por Exemplo: Está escrito em Hebreus 8:9 o seguinte texto: “Este novo acordo não será como o antigo que Eu dei aos pais deles naqueles dias em que os tomei pela mão a fim de levá-los para fora da terra do Egito; eles não cumpriram a sua parte naquele acordo, e por isso Eu tive de revogá-lo”.

 

As leis dos hebreus, embora dada à Moisés como protótipo de tabernáculo existente antes da fundação do mundo, onde o Cordeiro foi morto, repetindo:  antes da fundação do mundo, não foram levadas à sério pelos sacerdotes que as adulteraram em favor de seus interesses. Legislaram em causa própria (MT 23:1-7).

 

Jesus, após seus quarentas dias, pós- ressurreição, foi elevado aos céus e testemunhado por mais de quinhentos discípulos e por dois anjos que prometeram que Ele (Jesus) voltaria, assim como o viram subir (Atos 1:9-12). Jesus volta ao Real Tabernáculo e lá dá início ao trabalho do Ministério da Graça.

 

Precisamos agora voltar aos primeiros versículos do capítulo 8 de Hebreus e entender um pouco da história dos Hebreus, dizendo que a Lei dada à Moisés foi boa, como disse antes: um protótipo do Tabernáculo Real.

 

O Éden de Adão e Eva teve uma paralisação e terá sua continuação nos mil anos após o arrebatamento da igreja e os sete anos ou a setenta semanas de Daniel. Da mesma forma o Tabernáculo Real, teve sua paralisação quando o Verbo se fez carne e habitou entre nós e agora, após sua morte e ressurreição, volta sua função com suas promessas e ministério.

 

É interessante observar que no capítulo 14 de Gênesis encontramos a história da Ordem de Melquisedeque X Código de Hamurabi. Também encontramos o nome de Anrafel, que é conhecido como Hamurabi, aquele que criou um exemplar código: o Código de Hamurabi, alias o escrito mais antigo que se tem conhecimento.

 

O Código de Hamurabi estipula que se o filho feriu seu pai, suas mãos serão cortadas (cf. Ex 21:15) (Anet 195). A Mekhilta limitará aplicação dessa lei somente ao caso em que os golpes tiverem causado ferimentos. Este Código tem tudo haver com a história das Cidades de Refúgio e com o Vingador de Sangue (Nm 35:6SS; Dt 19 e Js 20). Seria bom, com atenção e calma verificar estes textos.

 

Exôdo 21:16 está também paralelo ao Código de Hamurabi, v 14, que diz que se um homem roubou o filho pequeno de outro homem, será punido de morte. Existem outras coincidências interessantes, mas que não quero trazer por falta de tempo, mas quero dizer que este Código de Hamurabi foi responsável, como outros Códigos depois, por adulteração feita pelos escribas e sacerdotes. Portanto necessitamos entender o que é Bíblia e o que seja o Código do Evangelho para não sermos enganados.

 

Se entendermos bem o que estava por trás das famílias LEVÍTICAS, sem dúvidas nenhuma, entenderemos bem todo o contexto e as diferenças.

 

Quando lemos Genesis 49 e lemos a denuncia feita por Jacó à Levi:  Ele não herdou nenhuma terra, ou estado de Israel, isto é, terra. Mas se estudarmos Nm 35 vamos descobri que eles ganharam cidades, cidades que receberam o nome de Cidades de Refúgio para que se protegessem suspeitos de crimes contra, como já disse, dos Vingadores de Sangue. Os sacerdotes levitas ganhavam dinheiro com crimes. As cidades traziam dinheiro através dos crimes vários. Os filhos de Leví não deviam receber território. Todavia, lemos aqui que eles puderam se estabelecer de modo estável em quarenta e oito cidades, com certos direitos econômicos (Nm 18:20-24).

 

As cidades de refúgio: O problema do asilo dos homicidas involuntários já foi tratado em Ex 21:13. Esse ponto voltará a ser longamente abordado no Dt 19:1-13 e, sobretudo em Js 21. A instituição das cidades de refúgio visa a corrigir a prática da vingança privada. O homicida pode assim escapar à vendetta dos pais daquele que ele matou por inadvertência.

 

A jurisprudência hebraica fez longas exposições sobre essa instituição original. A Torá distingue muito claramente o assassinato com premeditação do homicídio acidental. Este último é menos severamente reprimido. O objetivo do legislador é eliminar toda manifestação das violências, expressa aqui pelo homem que golpeia um ao outro.

 

Já falamos bastante sobre sacerdotes, e voltaremos a falar um pouco sobre o Sacerdócio de Cristo, não segundo a Lei Levítica, Código de Hamurabi, mas segundo a ORDEM de MELQUISEDEQUE.

 

Jesus disse a uma mulher, logo após a sua ressurreição, que não o tocasse, pois não havia ainda ido ao pai. Em João 14:1 ele pede que não afligissem seus corações, não ficassem aflitos, pois ele iria ao Pai preparar lugar, pois lá haviam muitos lugares. Ele fala que iria lá preparar, trabalhar e enquanto isto, nós, cristãos, embora na terra, já teríamos garantias da eternidade: “passamos desta para outra vida”, e que, sem dúvidas, já estamos prontos para receber as promessas deste Tabernáculo.

 

Ainda diz que nos virá buscar, pois onde ele estiver lá estaremos nós e que saberíamos aonde ele iria e como nós chegaríamos lá. É ainda importante notar que ele fala em trabalhar para preparar-nos e depois buscar. Isto quer dizer que ele, através do Espírito Santo nos exercitará na Palavra. Este exercício de SANTIFICAÇÃO e JUSTIFICAÇÃO terá a ajuda deste Espírito em nosso espírito. No v.5 de João 14, Tomé reclama sobre a tal geografia e disse que não chegaria lá por não conhecer o CAMINHO no v.6 ele então diz ser o CAMILHO, a VERDADE e a VIDA, e que ninguém chegará ao Pai a não ser por Ele (Jesus), e disse mais, se vocês me conhecerem, saberão quem é o meu Pai.

Obs. Será bom que dar uma olhadinha na numeração das tribos, as que tiveram território, veremos Leví de fora: Nm 1; 2 e 4 sobre os Levitas, Goatitas, Gersonitas e Meraritas.

 

Israel Sarlo

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10. set, 2014

RECORDANDO O ASPECTO TRÍPLICE DA SALVAÇÃO COMPLETA À LUZ DO DESCANSO DE DEUS.

 

 

“Nós, porém, que cremos, entramos no descanso” (Hb 4:3).
“Nós, que já corremos para o refúgio” (Hb 6:18).
“Nós, porém, segundo a promessa, esperamos novos céus e nova terra” (2a Pd 3:13).

 

Estes textos mostram que existe uma realidade presente (já corremos e entramos) e uma promessa para cumprir (esperamos). Aqui deparamos novamente com o aspecto tríplice da salvação completa:

 

1. Salvação Posicional _ Quando cremos, entramos no descanso (Hb 4:3).
2. Salvação Progressiva – Enquanto vivemos, esperamos o descanso (Hb 4:9).
3. Salvação Futuro – Quando Jesus voltar, estaremos no descanso (Hb 9:27).
Quando cremos, entramos posicionalmente no descanso de Deus, no jardim, no paraíso, no refúgio, no Santo dos Santos, através do sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho (Hb 4:3; 6:18; 10:19, 20; 21:22-24; Lc 23:43; 2ª Co 12:4 e Ap 2:7).

 

Enquanto vivemos, esperamos o verdadeiro descanso de Deus, real, o novo jardim, a verdadeira cidade de refúgio, que fará parte de um novo céu e uma nova terra, uma pátria superior, isto é, celestial, preparada por Deus, porque aguardamos uma cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Hb 9:27; 4:10, 14-16; 13; 14; Ap 21:1, 2 e Fp 3:20).

 

Quando ressuscitarmos (ou formos transformados -1ª Coríntios 15:51-52), então, após reinarmos com o Senhor durante mil anos, estaremos definitivamente no descanso de Deus, na cidade que tem fundamentos, na nova Jerusalém, pois nela entraremos, somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro (Hb 9:27; 4:11; Ap 21:2, 10, 14, 27).

 

 

CONCLUSÃO FINAL: DEUS CONFIRMOU SUA ALIANÇA COM MUITOS – O NOVO E VIVO CAMINHO.

 

A carta aos Hebreus fala sobre nosso acesso ao trono da graça pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos ofereceu quando o véu do santuário rasgou de cima a baixo (Hb 10:19-20; Mt 27:51), isto é, o seu corpo foi partido como símbolo da eterna aliança de Deus com os “descendentes de Abraão”, confirmada na cruz.

 

Nós somos seus descendentes! (Gl 3:29). Lembramos que no hebraico a expressão é “cortar uma aliança”, ou “partir uma aliança”. Quando Deus fez aliança com Abrão (Gn 15:7-18), ele partiu animais pelo meio significando a aliança feita.

 

Na ceia, Jesus “tomou o pão, deu graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo que é dado por vós” (dando, partido, cortado por nós na nova aliança, no meu sangue, entre Deus e vocês - Lucas 22:19; 1ª Cor 11:23-34).

 

Quando o véu rasgou (partiu) de cima a baixo, isto significa que agora o novo é vivo caminho, para dentro do Santo dos Santos, para o trono de Deus, foi aberto mediante a nova aliança partida na carne de Jesus.

 

Naquela ocasião Deus fez cessar os sacrifícios e ofertas pelo pecado: “sacrifícios e ofertas não quisestes, antes corpo me formastes; (Jesus veio em carne para que fosse partido em aliança eterna por nós) não te deleitastes com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então eu disse: Eis aqui estou para fazer a tua vontade. Remove o primeiro (pacto, aliança no sangue de animais) para estabelecer o segundo (no sangue de Jesus). Nessa vontade (de Deus) é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo (que foi partido) uma vez por todas...” (Hb10: 4-18).

 

O profeta Malaquias fala sobre o dia em que Deus enviaria Jesus, o Senhor, o “mensageiro da aliança”, o qual seria anunciado por João Batista, “o meu mensageiro”, que preparará o caminho diante de mim (Ml 3:1).

 

Paulo, em Romanos 15:8 declara: “Digo, pois, que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, a fim de confirmar as promessas feitas aos pais”.

 

Daniel 9:27 diz: “confirmará uma aliança com muitos por uma semana, mas na metade da semana (Deus) fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. E sobre a asa das abominações virá o assolador, até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador” (Bíblia vida).

 

No mesmo capítulo de Daniel, no versículo 26, Daniel fala de um Ungido (Jesus) seria “cortado” (partido) depois das sessenta e nove semanas (7+62). Ora, se Jesus seria cortado “depois” das sessenta e nove semanas, então morreria dentro da septuagésima semana. Realmente, v. 27, vimos que na “metade” da semana (de sete anos), ou seja, após os três anos e meio do seu ministério terreno, Jesus foi cortado, partido na cruz, ocasião em que o véu do santuário rasgou (partiu) à semelhança da carne de Jesus que foi partida cortada em aliança por muitos (Mt 26:28, Dn 9:27 – confirmará a aliança com muitos).

 

Naquele momento, no meio da septuagésima semana, ali, na cruz, cumpre a profecia de Daniel 9:27: “... na metade da semana (Deus) fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais”. Jesus confirmou: “Está consumado” (João 19:30).

 

Se o Cristo de Deus teve seu ministério de três anos e meio (metade da 70ª semana), então o anticristo, o opositor terá, também, três anos e meio de governo mundial, pois ele não cria, mas imita tudo que é de Deus. Isto é o que Daniel continuou profetizando em 9:27; ou seja, os restantes três anos e meio se iniciarão no futuro, pois “sobre a asa das abominações virá o assolador (o anticristo, que virá governar - Ap 13:2, 8) até que a destruição determinada se derrame sobre ele”. “Então será de fato revelado (á igreja) o iníquo (anticristo) a quem o Senhor matará com o sopro de sua boca, e o destruirá, pela manifestação de sua vinda”. (2ª Ts 2:8 + Ap 13:10) 

 

Compare “Destruirá” com a “destruição determinada” (Dn 9:27).

 

 

Israel Sarlo

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5. set, 2014

O PROPÓSITO DE DEUS É VOLTARMOS AO JARDIM E TERMOS COMUNHÃO COM ELE.

 

O livro de apocalipse mostra que após o retorno de Jesus, o milênio e o juízo final, haverá um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra (Gn 1:1) hão de passar e a agitação mundial não mais existirá ("o mar já não existe"). (Ap 21:1; Lc 21:25; Mt 24:35; Is 65:17).

 

Esta é a nossa esperança: "Nós, porém, segundo a sua promessa esperamos novos céus e nova terra, nas quais habita a justiça" (2a Pd 3:13).

 

Estas passagens apontam para um novo Éden, para um novo jardim onde Deus habitará novamente com o homem: "Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles" (Ap 21:3). Este é o descanso que Deus tem para o seu povo. A salvação escatológica ou futura (Hb 9:28).

 

"Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus" (Hb 4:9). Resta ainda um repouso real, num lugar – no novo céu e na nova terra. Agora estamos posicionalmente no descanso espiritual (Hb12: 21-24), porém haverá um dia em que, ressurretos estaremos de fato, no novo jardim! Ali, tudo que havia se perdido no antigo jardim do Éden será restaurado, porque (Observe o paralelo/contraste):

 

1. "Deus habitará de novo com os homens" – {Comunhão restaurado} (Ap 21:3 – cf. Gn 3:23, 24).
2. "Não haverá mais morte, nem pranto, nem dor" (Ap 21:4 – cf. Gn 3:6 e 16).
3. "Lá estará o rio e a árvore da vida" (Ap 22:2 – cf. Gn2: 9-10).
4. "Não haverá mais maldição" (Ap 22:3 – cf. Gn 3:17).

 

Esta é a salvação futura ou escatológica que aguardamos! (Hb 9:28; 1a Co 15:51,52).


"Quem tem em Cristo esta esperança, a si mesmo se purifica (santificação do mundo) como é ele puro" (1a Jo 3:2, 3; Cl 3:1-4).

 

"Abraão viu o meu dia, viu-o e alegrou-se" (Jo 8:56).

 

Abraão que viveu cerca de quatrocentos e trinta anos antes da saída do povo do Egito, não participou do Êxodo, nem tão pouco entrou em Canaã (sombra do verdadeiro descanso). Entretanto, "pela fé, sendo chamado para um lugar que havia de receber por herança, obedeceu e saiu, sem saber para onde ira" (Hb 11:8; Jo3: 8); Abraão, portanto, pela fé, sem obras, alcançou, não Canaã, mas o verdadeiro descanso em Deus (Mt 8:11; 22:31, 32).

 

Em Hebreus 11:10-16 há uma afirmação de que Abraão viu um descanso superior, como Jesus afirmou em João 8:56 dizendo: "Cidade que tem fundamentos da qual Deus é arquiteto e construtor". Sua família morreu na fé: "Não alcançaram as promessas. Viram-nas de longe, e as saudaram. E confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra" (Jo 17:14-18).

 

Esta cidade que tem fundamentos, da qual Deus é arquiteto e construtor, é o real descanso de Deus. É o lugar que Abraão e sua descendência, escatologicamente, haverão de "receber por herança" (Hb 11:8); é a nova Jerusalém, uma cidade que tem fundamentos, da qual Deus é arquiteto e construtor: "Vi novo céu e nova terra... Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus... (como arquiteto) eis que faço novas todas as coisas... (construtor) Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro... E me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus... A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro" (Ap 21:1,2,5,9,10,14,22,23).

 

"Eis que venho sem demora. Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro" (Ap 22:7).

 

Bem aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assistam o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas (Ap.22:14).

 

Por causa do sangue de Jesus (cruz), a igreja terá o direito escatológico de acesso ao novo jardim do Éden, ao real descanso de Deus, a árvore da vida cujo caminho foi guardado por querubins e uma espada que se revolvia, para que o homem caído não estendesse a mão, e tomasse também da árvore da vida, e comesse e vivesse eternamente afastado de Deus (Gn 3:22-24).

 

Se notarmos cuidadosamente, vamos perceber que Apocalipse começa exatamente onde termina Gênesis 3:24. Ou seja, o eterno propósito de Deus é que vivamos no jardim, no descanso dele que foi preparado para o homem desde a conclusão da obra da criação e então voltarmos à comunhão com Ele.

 

Por causa da desobediência o homem não permaneceu no descanso de Deus, "embora, certamente as obras estivessem sido concluídas desde a fundação do mundo. Nós, porém, que cremos, entramos no descanso" (Hb 4:3), preparado desde a conclusão da fundação do mundo. Quanto tempo perdido! Podíamos ter alcançado Canaã em poucos dias, entretanto ficamos quarenta anos vagando no deserto por causa da incredulidade. Mas graça a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor, por intermédio de quem obteve acesso, pela fé, à graça da salvação, graça de voltarmos ao descanso, a essa graça na qual estamos firmes..." (Rm 5:1,2).

 

 

Israel Sarlo

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16. ago, 2014

JESUS É SUMO-SACERDOTE PARA SEMPRE.


A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO DE HEBREUS 6:13-20.

 

1. Jesus é Sumo-Sacerdote nomeado por Deus.
2. Jesus tornou-se Sumo-Sacerdote para sempre.
3. Jesus é Sumo-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 5:10; 6:20).

 

Para entendermos o significado de "sacerdote para sempre", precisamos voltar a Hebreus 6 e estudarmos o texto mais longo do N.T., sobre a segurança da salvação.

 

A – Os textos em Hebreus que falam explicitamente sobre Salvação.


Hebreus 6 está dentro de um parênteses, que começa em 5:11 e termina em 6:20, pois o versículo 5:10 tem continuação em Hb 7:1.

 

Antes do autor abordar o tema que ocupa a parte central do livro ("possuímos um sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem...") Hb 8: 1-7 ele se sente constrangido com o estado de fraqueza espiritual dos leitores (Hb 5:11-14) para tratar do que significa ser Jesus o Sumo-Sacerdote para sempre. Por isso, entendemos que o capítulo 6 inicia com uma chamada ao crescimento espiritual, seguindo-se de uma advertência, uma exortação e uma exaltação; ou seja, podemos dividir o capítulo 6 em quatros partes.

 

B- As Quatros Divisões de Hebreus 6.


1. Uma chamada ao crescimento espiritual dos crentes: "deixemo-nos levar pelo que é perfeito,... isso faremos, se Deus permitir" (6:1-3).
2. Uma advertência aos indoutos (6:4-8).
3. Uma exaltação aos crentes (6:9-12).
4. Uma exortação à segurança da salvação (6:13-20).

 

C – A Eternidade do Sacerdócio de Jesus.


Falamos sobre a advertência aos indoutos. Agora, vamos tratar da exaltação à obra de Jesus como nosso Sumo-Sacerdote para sempre (6:13-20).


Este texto ressalta a imutabilidade do propósito de Deus quanto aos herdeiros da promessa, os quais somos nós: "Porque Abraão é pai de todos nós, como está escrito: 'Por pai de muitas nações te constituí" (Rm5: 16-17; Gl 3:7-9, 13, 16, 22 e 29).


Para que não houvesse dúvidas sobre o propósito de Deus quanto à salvação pela fé no sangue de Jesus, o próprio Deus para mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade deste propósito, porque é impossível que Deus minta, ele não só fez a promessa como também jurou por si mesmo, visto não ter ninguém superior a quem jurar.

 

Agora, em Hebreus 6:18, o autor declara que por causa destas duas coisas imutáveis, promessa e juramento, devem ter "Forte alento (forte ânimo, coragem, esperança e entusiasmo), nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta".

 

Observe que o escritor diz que já corremos (passado), significado que nós, que cremos, entramos no refúgio, no descanso, já temos na mão a posse da esperança proposta. Ora, a posse da esperança proposta é a segurança da salvação em Cristo Jesus, a quem Deus propôs a redenção no seu sangue (Rm. 3: 25).

 

"Temos por âncora da alma, segura e firme, e que penetra além do véu..." (Hb. 6:19). O escritor afirma que nossa salvação, a esperança proposta, da qual lançamos mão pela posse. A expressão "âncora da alma" dá a entender firmeza consciente, segurança no conhecimento da certeza da salvação; firmeza no conhecimento profundo da obra redentora de Jesus Cristo. Assim como a âncora penetra nas profundezas do mar, essa nossa certeza da salvação penetra além do véu, dentro do Santo dos Santos, permanecendo imutável e segura como uma âncora que mantém o barco seguro e firme, independentemente das condições do mar na superfície.

 

"Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado Sumo-Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Hb 6:20). O autor esclarece porque podemos guardar firme e segura a nossa certeza da salvação lá dentro do Santo dos Santos, como uma âncora segura e firme. Este texto nos garante serenidade e descanso.

 

Restam agora duas coisas a serem consideradas para nosso fortalecimento na segurança da salvação:
1ª "Já corremos para o refugo" (v.18) e
2ª "Jesus, Sumo-Sacerdote para sempre" (v.20).

 

Estas duas expressões nos trás à mente o estabelecimento, por Deus, das seis cidades de refúgio. Mas, o que eram as cidades de refúgio, para que serviam e quais seus privilégios? Para isto, devemos ler Números 35:9-34.

 

D – Cidades de Refúgio (Nm 35:9-34).


O entendimento deste texto vai lança mais luz sobre a certeza de nossa salvação em Cristo Jesus e esclarecer mais sobre Hebreus 6. Vamos, portanto, observar o texto de Números:

 

1. (V.11) – as cidades de refúgio eram para acolher o homicida que matasse alguém involuntariamente, para não haver derramamento de sangue inocente (cf. Dt. 19:20).
2. (V. 12) – as cidades eram para refúgio do vingador do sangue (geralmente um parente da vítima).
3. (V. 15) – as cidades eram para refúgio não só dos filhos de Israel, mas para qualquer estrangeiro (gentio) e para os que se hospedassem no meio deles, caso matassem alguém involuntariamente.
4. (Vs. 25-25) – o homicida era levado da cidade de refúgio para ser julgado pela congregação da cidade de origem. Se inocente, voltava à cidade de refúgio, que o havia acolhido, permanecendo ali até a morte do Sumo-Sacerdote, que foi ungido com o santo óleo.
5. (Vs. 26-28) – se o homicida resolvesse, por alguma razão qualquer, sair dos limites da sua cidade de refúgio e o vingador do sangue o encontrasse, então poderia ser morto e o vingador não seria culpado.
6. (V. 32) – não podia haver resgate (pagamento) pelo homicida para tirá-lo da cidade de refúgio para tornar a habitar na sua terra, antes da morte do Sumo-Sacerdote.

 

Lições que podemos tirar para a compreensão de Hebreus 6 sempre lembrando que "já corremos para o refúgio" e que Jesus é o nosso "Sumo-Sacerdote para sempre" (Hb 6:18-20).

 

Vamos a algumas considerações:

"Nós, porém, que cremos, entramos no descanso" (Hb 4:3).
"Nós (que cremos) já corremos para o refúgio" (Hb 6:18).

 

Note que "entramos" e "já corremos" estão no passado, quando convertemos. Posicionalmente estamos no descanso e no refúgio; ou seja, a cidade de refúgio é o descanso de Deus. Ali temos descanso e proteção.

 

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimoà sombra do Onipotente descansará. Direi ao Senhor? Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio" (Sl 91:1,2).

 

Como chegar ao esconderijo do Altíssimo, à casa do Pai? Jesus é o caminho (Jo 14:1-6) Sobre esconderijo, estamos escondidos, vejamos alguns textos: (Sl 37:2; 61:4; Is 4:6; Cl 3:3).

 

E – A aplicação de Números X Hebreus:


O homicida que matasse alguém involuntariamente era perseguido pelo vingador do sangue. A solução era correr para a cidade de refúgio a fim de ser salvo da morte.

 

Ora, nós, que cremos, já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta, a nossa salvação (Hb 6:18). O homicida também lançava mão da esperança de alcançar a cidade de refúgio para ser salvo do vingador do sangue. Isto significa que outrora, antes da conversão, estávamos debaixo da condenação, como o homicida involuntário.

 

Paulo em Efésios 2, afirma: "estávamos mortos em nossos delitos e pecados, nos quais andávamos outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar (o "vingador do sangue" ), do espírito que agora atua nos filhos da desobediência,... e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais".

 

Observe que a nossa natureza era a de "filhos da ira", porque éramos "filhos da desobediência", ou seja, filhos de Adão. Adão, por causa da desobediência, foi lançado para fora do descanso de Deus.

 

"E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Nós, porém, que cremos, entramos no descanso" (Hb 3:18; 4:3). Se crermos e entrarmos então a nossa natureza mudou de filhos de Adão para "filhos da obediência" gerados em Cristo Jesus (Hb 2:10-14).

 

"Outrora" éramos perseguidos como o homicida involuntário. Por causa de Adão, todos nascemos espiritualmente mortos, porém involuntariamente (Rm 5:12). Semelhantemente todos nascemos fisicamente, sendo gerados involuntariamente por nossos pais carnais. Ninguém pediu par vir ao mundo, porém viemos em obediência a um mandamento de Deus: "E Deus os abençoou e lhes disse: Sedes fecundos multipliquem-vos..." (Gn 1:28). Somos, portanto, o resultado de uma ordem: "Multiplicai-vos".

 

F – Homicidas Involuntários.


Sendo Deus responsável pelo nascimento de cada pessoa, por acaso lançaria ele todos os homens no inferno, sabendo que todos nós tornamos "homicidas involuntários" por causa de Adão? De maneira nenhuma faria isto com alguém, pois todos fomos gerados debaixo de sua benção e ordem: "os abençoou e lhes disse: multiplicai-vos".

 

O problema da queda de Adão foi posterior ao mandamento com benção. Por isso, se somos "homicidas involuntários", Deus preparou-nos uma cidade de refúgio, a fim de corrermos para lá e lançarmos mão da esperança proposta, a nossa salvação em Cristo Jesus. O propósito de Deus é voltarmos espiritualmente ao Éden, como descendentes de Adão e termos oportunidade de optarmos livremente por alimentar da árvore da vida (Jesus) ou da árvore da morte (Dt 30: 15-20). Existe somente um caminho para a cidade de refúgio, o descanso de Deus. Existe somente uma porta de entrada. Jesus é o Caminho e a Porta: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo" (Jo 10:9 + Ap 3:7). Uma proposta de amor: "se,... será".


O homicida permanecia na cidade de refúgio até a morte do Sumo-Sacerdote (Nm 35:24-25). Nós, porém, permaneceremos para sempre na cidade de refúgio, no descanso de Deus, pois Jesus Cristo ressuscitou e se tornou Sumo-Sacerdote para sempre, tendo sido nomeado por Deus segundo a ordem de Melquisedeque.

 

Se o homicida resolvesse sair da cidade do refúgio, corria o risco de poder ser morto pelo "vingador de sangue". (Nm 35:26-28). Portanto, se o homicida, depois de provar a vida da cidade, participar dos privilégios a sua disposição, resolvesse sair, abandoná-la, então Melquisedeque, tornando-se o Autor da salvação eterna para todos que lhe obedecem (Hb 5:5, 9-10; 6:20). Jesus é o eterno Sumo-Sacerdote da cidade de refúgio. Dali jamais sairemos porque Ele vive para sempre! (Ap 1:17,18): "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; já mais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu pai me deu é maior que tudo, e da mão do Pai ninguém pode arrebatar" (Jo10:27-29). Seria impossível impedi-lo de ser morto pelo "Vingador de Sangue".

 

G – A Visão de Hebreus em Relação a Cidade de Refúgio.


Em Hebreus 6: 4-8, da mesma forma, se aqueles indoutos que freqüentaram a igreja, que participaram das manifestações do Espírito Santo e provaram a boa palavra de Deus, rejeitassem a salvação, abandonassem a proposta do Cristianismo para voltarem ao judaísmo, então era impossível de evitar que se retirassem e fossem mortos pelo "vingador de sangue", pois estariam desprezando a proposta de Deus, e expondo-o ao vitupério, como seu pais fizeram. Por isso, perto estavam da maldição (perto, pois quem sabe se arrependeriam ainda); e o seu fim é de serem queimados.

 

H – O Preço de Nosso Resgate


"Como escaparemos nós, se rejeitarmos tão grande salvação?" (Hb2:3).
Em Números 35:32, lemos que não da "eterna aliança" (Hb13:20). Não há possibilidade de nenhuma criatura tentar nos resgatar da cidade de refúgio, do descanso se podia haver resgate pelo homicida para tirá-lo da cidade de refúgio, para voltar a sua terra, antes da morte do Sumo-Sacerdote.

 

Fomos comprados por preço: "pelo sangue Deus", pois nossa redenção não tem retorno, não tem preço! "Não aceitareis resgate por aquele que se acolher á sua cidade de refúgio, para tornar a habitar na terra..." (Nm 35:32). Não há possibilidade de voltarmos ao Egito (mundo), o Mar Vermelho está fechado! Deus nos colocou na arca (Jesus) e Ele mesmo fechou a porta após entrarmos nela (Gn 7:16).

 

"Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8:37-39).

 

"Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora" (fora do refúgio, fora do descanso) (Jo 6:37).

 

I – Nas Cidades de Refúgio Todos Tem Acesso – É Para todos.


Em Números 35:15, as cidades de refúgio não estavam apenas à disposição dos judeus homicidas involuntários, mas, também, para os estrangeiros (gentios) e todos que hospedassem no meio deles, que eventualmente matassem alguém sem querer.


Isto aponta para a universalidade da obra da salvação em Cristo Jesus. Deus amou não somente aos judeus, mas "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo3: 16).

 

As cidades de refúgio, o descanso de Deus, estão à disposição de todo homem (Ef 2:11-22; Gl 3:26-29).

 

"Em ti serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados como o crente Abraão" (Gl 3:8, 9 + Ap 5:9, 10).

 

CONCLUSÃO:


Finalmente vemos em Números 35:24, 25, que o homicida deveria voltar à cidade de origem para ser julgado. Mas graças a Deus, nós que já corremos para o refúgio, não somos tirados para julgamento nenhum, pois, "agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará?" (Rm. 8:1, 2-39). "Respondeu-lhe Jesus: Em verdade digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23:43). Lembre-se que paraíso significa jardim, descanso!

 

 

Israel Sarlo

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9. ago, 2014

JESUS É A PORTA E O CAMINHO DE ACESSO AO DESCANSO DE DEUS.

 

Somente através de Jesus temos acesso à comunhão com Deus. Jesus é a porta de entrada e o caminho para a salvação completa – o descanso de Deus.

 

A – Jesus e os Símbolos: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo" (Jo 10:9).

 

1. Jesus é a Porta (Jo 10:9).
2. Jesus é o Caminho (Jo 14:6).
3. Jesus é o Senhor do Descanso (Mt 12:8).
4. Jesus é Sumo-Sacerdote Nomeado por Deus Para Sempre (Hb 5:20; 6:20).

 

Jesus afirma que somente por ele o homem pode ter acesso a Deus. Observe João 10:9 e 14:6 as afirmações do Senhor:
1. "Se alguém entrar por mim..."
2. "Ninguém vem ao Pai senão por mim".

 

Jesus é a Porta e o Caminho de retorno ao jardim. Em Gênesis 3:24 observamos o caminho de acesso à vida eterna. Ele foi guardado até a plenitude dos tempos, quando Deus enviou o Seu Filho ao mundo. Agora somos filhos, herdeiros do descanso (Gl 4:4-7).

 

Jesus é "O Caminho" o "Novo e Vivo Caminho" de acesso ao jardim, ao descanso de Deus, ao trono da graça, ao Santo dos Santos! "Tendo, pois, irmão, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho..." (Hb 10:19 + Jr 6: 16).

 

 

B – Jesus e As Moradas de Sua Noiva - "Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar... para que onde eu estou estejais vós também... Vós conheceis o caminho (para chegará casa do Pai). Disse-lhe Tomé:... como poderemos conhecer o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:1-6).

 

Em Jesus encontramos descanso para nossas almas; isto significa que posso sentir descanso, segurança e paz. Nele hoje, agora (Mt 11:28-30 + Jo 14:27; Fp 4:7; Cl 3:15).


Jesus é o meu Pastor e, portanto nele eu tenho descanso e morada eterna (segurança que Ele consumou a obra da minha salvação): "Ele me faz repousar (agora) em pastos verdejantes (repousar, descansar); guia-me mansamente para junto das águas de descanso; refrigera (descansa) a minha alma..." (Sl 23).

 

Lembre-se que a alma é a sede do sentimento, do raciocínio, por isso podemos sentir e afirmar que nós, que cremos, estamos no descanso.

 

 

Israel Sarlo

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