10. set, 2014

HEBREUS - AULA 10

RECORDANDO O ASPECTO TRÍPLICE DA SALVAÇÃO COMPLETA À LUZ DO DESCANSO DE DEUS.

 

 

“Nós, porém, que cremos, entramos no descanso” (Hb 4:3).
“Nós, que já corremos para o refúgio” (Hb 6:18).
“Nós, porém, segundo a promessa, esperamos novos céus e nova terra” (2a Pd 3:13).

 

Estes textos mostram que existe uma realidade presente (já corremos e entramos) e uma promessa para cumprir (esperamos). Aqui deparamos novamente com o aspecto tríplice da salvação completa:

 

1. Salvação Posicional _ Quando cremos, entramos no descanso (Hb 4:3).
2. Salvação Progressiva – Enquanto vivemos, esperamos o descanso (Hb 4:9).
3. Salvação Futuro – Quando Jesus voltar, estaremos no descanso (Hb 9:27).
Quando cremos, entramos posicionalmente no descanso de Deus, no jardim, no paraíso, no refúgio, no Santo dos Santos, através do sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho (Hb 4:3; 6:18; 10:19, 20; 21:22-24; Lc 23:43; 2ª Co 12:4 e Ap 2:7).

 

Enquanto vivemos, esperamos o verdadeiro descanso de Deus, real, o novo jardim, a verdadeira cidade de refúgio, que fará parte de um novo céu e uma nova terra, uma pátria superior, isto é, celestial, preparada por Deus, porque aguardamos uma cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor (Hb 9:27; 4:10, 14-16; 13; 14; Ap 21:1, 2 e Fp 3:20).

 

Quando ressuscitarmos (ou formos transformados -1ª Coríntios 15:51-52), então, após reinarmos com o Senhor durante mil anos, estaremos definitivamente no descanso de Deus, na cidade que tem fundamentos, na nova Jerusalém, pois nela entraremos, somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro (Hb 9:27; 4:11; Ap 21:2, 10, 14, 27).

 

 

CONCLUSÃO FINAL: DEUS CONFIRMOU SUA ALIANÇA COM MUITOS – O NOVO E VIVO CAMINHO.

 

A carta aos Hebreus fala sobre nosso acesso ao trono da graça pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos ofereceu quando o véu do santuário rasgou de cima a baixo (Hb 10:19-20; Mt 27:51), isto é, o seu corpo foi partido como símbolo da eterna aliança de Deus com os “descendentes de Abraão”, confirmada na cruz.

 

Nós somos seus descendentes! (Gl 3:29). Lembramos que no hebraico a expressão é “cortar uma aliança”, ou “partir uma aliança”. Quando Deus fez aliança com Abrão (Gn 15:7-18), ele partiu animais pelo meio significando a aliança feita.

 

Na ceia, Jesus “tomou o pão, deu graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo que é dado por vós” (dando, partido, cortado por nós na nova aliança, no meu sangue, entre Deus e vocês - Lucas 22:19; 1ª Cor 11:23-34).

 

Quando o véu rasgou (partiu) de cima a baixo, isto significa que agora o novo é vivo caminho, para dentro do Santo dos Santos, para o trono de Deus, foi aberto mediante a nova aliança partida na carne de Jesus.

 

Naquela ocasião Deus fez cessar os sacrifícios e ofertas pelo pecado: “sacrifícios e ofertas não quisestes, antes corpo me formastes; (Jesus veio em carne para que fosse partido em aliança eterna por nós) não te deleitastes com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então eu disse: Eis aqui estou para fazer a tua vontade. Remove o primeiro (pacto, aliança no sangue de animais) para estabelecer o segundo (no sangue de Jesus). Nessa vontade (de Deus) é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo (que foi partido) uma vez por todas...” (Hb10: 4-18).

 

O profeta Malaquias fala sobre o dia em que Deus enviaria Jesus, o Senhor, o “mensageiro da aliança”, o qual seria anunciado por João Batista, “o meu mensageiro”, que preparará o caminho diante de mim (Ml 3:1).

 

Paulo, em Romanos 15:8 declara: “Digo, pois, que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, a fim de confirmar as promessas feitas aos pais”.

 

Daniel 9:27 diz: “confirmará uma aliança com muitos por uma semana, mas na metade da semana (Deus) fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. E sobre a asa das abominações virá o assolador, até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador” (Bíblia vida).

 

No mesmo capítulo de Daniel, no versículo 26, Daniel fala de um Ungido (Jesus) seria “cortado” (partido) depois das sessenta e nove semanas (7+62). Ora, se Jesus seria cortado “depois” das sessenta e nove semanas, então morreria dentro da septuagésima semana. Realmente, v. 27, vimos que na “metade” da semana (de sete anos), ou seja, após os três anos e meio do seu ministério terreno, Jesus foi cortado, partido na cruz, ocasião em que o véu do santuário rasgou (partiu) à semelhança da carne de Jesus que foi partida cortada em aliança por muitos (Mt 26:28, Dn 9:27 – confirmará a aliança com muitos).

 

Naquele momento, no meio da septuagésima semana, ali, na cruz, cumpre a profecia de Daniel 9:27: “... na metade da semana (Deus) fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais”. Jesus confirmou: “Está consumado” (João 19:30).

 

Se o Cristo de Deus teve seu ministério de três anos e meio (metade da 70ª semana), então o anticristo, o opositor terá, também, três anos e meio de governo mundial, pois ele não cria, mas imita tudo que é de Deus. Isto é o que Daniel continuou profetizando em 9:27; ou seja, os restantes três anos e meio se iniciarão no futuro, pois “sobre a asa das abominações virá o assolador (o anticristo, que virá governar - Ap 13:2, 8) até que a destruição determinada se derrame sobre ele”. “Então será de fato revelado (á igreja) o iníquo (anticristo) a quem o Senhor matará com o sopro de sua boca, e o destruirá, pela manifestação de sua vinda”. (2ª Ts 2:8 + Ap 13:10) 

 

Compare “Destruirá” com a “destruição determinada” (Dn 9:27).

 

 

Israel Sarlo

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