Hebreus

7. ago, 2014

TRABALHANDO DENTRO DO DESCANSO DE DEUS.

 

 

Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1.6)



Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos. (Ef 2. 10)

 

Votando a Filipenses 1:6, recordamos o que Paulo também disse em Efésios 2:10, concluímos que as boas obras que Deus preparou de antemão para que andássemos nelas, refere-se, basicamente, à pregação do Evangelho para salvação de todo aquele que crê. Fazendo isto, estamos dando continuidade à obra consumada por Cristo Jesus nosso Senhor (Jo 9:4). Somos cooperadores de Deus na extensão da obra de Jesus (1a Cor 3:6-9). Entramos no descanso de Deus (Hb 4:3a), porém continuamos trabalhando em nossos corpos para a obra de Deus. Este será o nosso galardão (1a Co 3:8-14; 2a Co 5:10). Por isto Jesus afirmou: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também". "Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os envie ao mundo" (Jo 17:18). "Ide por todo o mundo e pregue o Evangelho a toda a criatura. E eis que estarei convosco (cooperando conosco na boa obra do Pai) todos os dias até á consumação do século" (Mc 16:20; Mt 28:19-20). Ainda sobre realizarmos a obra de Deus alguns outros textos (Mt 9:38; 1a Co 9:1; 1a Co 15:58; 16:10; Fp 1:21-24; 1a Ts 1:3; 5: 12-13; 2a Tm 4:5; Hb 6:10 e Rm 16:12).

 

A – A Salvação está à disposição do homem.

 

Em Hebreus 3:18, compreendemos que o povo que saiu do Egito não entrou no descanso de Deus por causa da desobediência. Em Hebreus 4:3, aprendemos que o descanso (salvação) de Deus estava à disposição do homem desde que o Senhor Deus concluiu a sua obra.

 

Agora perguntamos: Mas por que Adão foi expulso para fora do jardim, fora da comunhão com Deus, fora, portanto, do descanso de Deus? Pela mesma razão que o povo de Israel não entrou em Canaã: por causa da desobediência (Gn 3:11). A desobediência gerou o pecado e a rebelião (Hb 3:16-18).

 

B – Lavrar e Cultivar o Jardim.

 

Por causa da desobediência Adão teve que aprender a trabalhar arduamente, pois "no suor do teu rosto..." (Gn 3:19). Mas ali também estava o início do plano da salvação (Gn 3:15, 21 cf. Is 61:10). O Senhor Deus por isso o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavra a terra de que foi tomado (Gn 3:24). Observe a diferença entre "lavrar a terra" e "cultivar o jardim"(Gn 2:15). As palavras lavrar e cultivar vêm do latim. Lavrar é "laborare" e trabalhar significa sulcar a aterra com arado. Cultivar é "cultivare", procurar manter ou conservar; é dar condições para o nascimento e desenvolvimento de plantas.

 

Se em Cristo voltamos ao "jardim", então devemos cultivar a palavra de Deus que é a semente; conservando a palavra de Jesus no nosso meio, que é a sã doutrina, para que possa dar frutos a cem por um nos corações que são boas terra, que a recebem com alegria, mansidão e a guarda para a vida eterna (Lc 8:8, 11). Sobre cultivar o jardim ou lavoura espiritual de Deus, medite 1a Coríntios 3:6-9.

 

Essa a razão pela qual o homem foi laçado fora do jardim (Gn 3:23a), optou pelo mau (Gn3: 23b); corria o risco de estender a mão, tomar da árvore da vida, comer e viver eternamente sem nenhuma conseqüência. Lembre-se de que Adão não se arrependeu! Não confessou seu pecado perante Deus (Gn 3:8-13). Por isso não pode ficar no jardim, no descanso de Deus. Deixou de cultivar o que existia dentro do jardim para trabalhar e arrancar da terra fora do jardim o que não existia. Deixou de cultivar o amor de Deus no Seu descanso, para trabalhar fora do amor de Deus, com a ciência adquirida da árvore do conhecimento do bem e do mal.

 

Israel Sarlo

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28. jul, 2014

Conclusão do Aula 4 do Estudo de Hebreus. Esta conclusão deixei a parte, exatamente para chamar sua atenção neste pequeno trecho do estudo.

 

Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão, que era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazer conforme requeria o costume da lei, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: "Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação aos gentios e para a glória de Israel, teu povo".

Lucas 2. 25-32

 


Em Lucas 2:25-32 vemos as declarações de Simeão; atende pelas seguintes palavras de Simeão quando tomou nos braços aquela criancinha (Jesus) de oito dias nos braços e louvou a Deus: "viram a tua salvação, a qual preparastes diante de todos os povos: Luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel" Deus enviou meus olhos um anjo á Maria lhe disse que conceberia um filho cuja força do nome seria Jesus, que em hebraico significa "Deus é salvação" (Jesus).

 

Por isso Simeão ao olhar para a criancinha disse: "meus olhos já viram a tua salvação". A salvação se fez carne e habitou entre nós (Jo 1:14). A salvação agora não é mais uma coisa abstrata, mas uma Pessoa _ Jesus Cristo (At 4:12). Não existe baixo do céu nenhum outro nome (Jesus – Deus é salvação). Quem crê no nome (Jesus) crê que "Deus é salvação" (Jo 1:12).

 

Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1. 10-14

 

Este Jesus é ‘a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular’. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos". Atos 4. 11-12

 

Israel Sarlo

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26. jul, 2014

SALVAÇÃO SEGUNDO O ESCRITOR DA CARTA AOS HEBREUS

 

3. A Eficácia da Palavra Viva na Pré-conversão.

Aprendemos sobre a importância da ação do Espírito Santo (Agente) e a palavra de Deus (meio) na Pré-conversão: O Espírito vivifica a palavra pregada. Esta é a razão pela qual o escritor lança mão da eficácia da "palavra viva" (e não da palavra escrita, que é morta) - Hb 4:12, 13 - pregada entre eles diante da qual não existe criatura que não se manifeste e tome uma decisão livre (Rm 10:8), "pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos de Deus, a quem temos de prestar contas". Por isso o escritor lança mão repetidas vezes da frase "Hoje, se ouvires a sua voz..." A voz do Espírito! (Hb 3:7 cf. Ap 22:17).

 

A Bíblia começa com o Espírito (Gn 1:2) e agora acaba com um convite do Espírito e da Noiva (Igreja). O Espírito veio para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. A Palavra "convencer" é "vencer com", ou seja, vencer a incredulidade com o argumento da palavra pregada, diante da qual não existe criatura que não se manifeste e tome uma decisão por Jesus Cristo.

 

Assim, quem tem ouvidos ouça a voz de Jesus (Hb 3:16 – 11:24). Com bastante atenção, leia sublinhando as palavras chaves comuns aos dois livros. Vamos apenas citar algumas passagens desta carta aos Romanos. Para o entendimento imediato de que Hebreus 4:1, 11 assim como vimos em Hebreus 3:12,13 é uma advertência aos judeus incrédulos e indoutos (simpatizantes do Evangelho) que se encontravam em Roma, vejamos os paralelos abaixo:

 

"Mas nem todos obedeceram ao Evangelho... a fé vem pelo ouvir a palavra de Cristo" (Rm 10:16, 17).
"Mas pergunto: porventura não ouviram?" (Rm 10: 18, 19).
"Pergunto mais: porventura não terá chegado isto ao conhecimento de Israel?".
"Quanto a Israel, porém, diz: todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente" (Rm 10 21).
"Deus não rejeitou o seu povo que de antemão conheceu" (Rm 11:2 cf. Hb 4:7).
"... agora, no tempo hoje, sobrevive em remanescente segundo a eleição da graça... mas a eleição os alçarão; e os demais foram endurecidos... até o dia de hoje" (Rm 11:5- 8 cf Hb 4: 2, 6, 7).
"Dirijo-me a vós outros que são gentios... porque se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará. Eles (Israel) também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo" (Se, porém, permanecerem na incredulidade, é impossível renova-los para o arrependimento Hb 6:4-6; 10:26-31. "Quanto aos crentes, todavia..." Hb 6:9-12).

 

Agora leia e medite novamente sobre Hebreus 3:7 – 19; Hb 4: 1 – 13. Depois leia e medite sobre os capítulos 10 e 11 de Romanos. Procure as palavras comuns e faça você mesmo uma lista delas.

 

Um ensino importante: Se entrar no descanso de Deus é algo mais do que entrar na Canaã terrestre, então compreendemos porque Moisés se encontra hoje, pela fé, no descanso de Deus (Lc 9:30, 31), apesar de não ter entrado na Canaã terrestre (Dt 1: 37; Hb 11: 23 – 29 note o v. 26). Portanto, a entrada no descanso não é por obras, mas pela graça, assim como a salvação posicional também é pela graça. A entrada no descanso de Deus é uma posição alcançada pela fé "em Cristo", assim como a salvação posicional é conseguida através do sangue de Jesus, pois pelo sangue fomos (passado) santificados, justificados e glorificados quando nos convertemos (1a Co 6:11; Rm 8:29, 30). Porque "Nós, porém, que cremos (ao contrário dos que endureceram seus corações pela incredulidade) entramos no descanso... Porque aquele que entrou (passado) no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas" (Hb 4:3a, 10).

 

I – APOSTASIA:
A – O ANTICRISTO.
B – A VINDA DO SENHOR.

 

Para nós, a vinda do Senhor Jesus Cristo não será caracterizada por guerra, terremotos, pestes, fome, etc ("não vos assusteis porque é necessário acontecer, mas ainda não é o fim... até ao fim haverá guerras; estão determinadas assolações") (Mt 24:6 + Dn 9:26c).

 

Duas evidências de caráter espiritual ocorrerão dentro da igreja:


1. A primeira é imediata, que já está assolando as igrejas locais;
2. A segunda mediata, que se dará três anos e meio antes do retorno do Senhor (2a Ts 2: 1-17 obs v. 3).

 

a- A Imediata: Apostasia
b- A Mediata: Revelação do Anticristo.

 

A palavra apostasia (grego), significa revolta, rebelião, afastamento doutrinário, afastamento da verdade. A mesma palavra é usada em português com o mesmo sentido. Apostasia não é sinônimo de perda da salvação posicional. A apostasia afetará muitos crentes dentro da igreja dos últimos dias à medida que se aproxima à vinda do Senhor. A apostasia virá sobre muitos cristãos. Nestes últimos tempos, muitos crentes se afastarão da verdadeira doutrina de Jesus e recusarão a dar ouvidos à verdade, à sã doutrina.

 

O Espírito Santo afirma expressamente (1a Tm 4:1) que alguns crentes se afastarão da verdade (apostasia), entristecendo-se a ponto de colocarem em dúvida sua esperança e segurança (ou seja, a sua fé) na obra redentora da salvação consumada na cruz pelo seu Senhor Jesus Cristo, porque darão ouvidos:


1. A espíritos enganadores (gr. Desviadores).
2. A Doutrinas (ou ensinos) de Demônios.

 

Preste a atenção na afirmação feita pelo Espírito Santo: "apostatarão da fé". O Espírito Santo está se dirigindo à igreja. O Espírito não está dizendo que alguns perderão a salvação eterna, anulando o sangue, a obra redentora de Jesus na cruz uma vez por todas (Hb 9: 12, 15). O Espírito afirma que espíritos enganadores e ensinos de demônios entrarão através de homens que induzirão os crentes ao erro e por isso, alguns se "apostatarão da fé", ou seja, muitos por ouvirem mentiras do inferno, perderão a sua fé na verdade; ficarão em dúvida quanto se perdem ou não a sua salvação.

 

Em Hebreus 11:2 diz que a fé é a certeza de coisas que se esperam. Apostatar da fé, então, é perder a certeza do que o crente mais espera, isto é, a sua eterna redenção, quer esteja morto ou vivo na vinda do Senhor (1a Co 15: 51, 52). Apostatar da fé é perder a certeza da "eterna salvação" no sangue de Jesus (Hb 5: 9; 7: 25; 6: 18-20). Daí a advertência em Hebreus 10:23: "confissão da esperança" (salvação – Rm 10:9, 10; Lc 12:8, 9; Mt 10: 32, 33; 1a jo 2: 23; 4:2, 3, 15).

 

Você tem dúvida que existem irmãos dentro de igrejas locais que possuem espírito de engano, falando mentiras, pregando morte espiritual? Você acredita que existem crentes que pregam ensino de demônios; doutrinas estranhas? (Hb 13:9). É importantíssimo lermos as seguintes passagens: (At 20: 28-32; 2a Tm 4:1-5; Tt 1:14; Gl 1:6-9; 2a Co 11:3-6; At 15: 1 24; 1a Tm 1:3-7; 1a Pd 2: 1-3, 20-22; Ap 2:2, 6, 20-25 e 3:19).

 

A igreja do fim assistirá Satanás, o anticristo espiritual, ensinar doutrinas estranhas dentro das congregações locais. Homens dentro das igrejas usados por demônios se oporão sutilmente à sã doutrina e à verdadeira adoração de Deus que é em verdade e em espírito. Homens se colocarão à frente do rebanho querendo ser adorados como deus. O anticristo chegará "a ponto de assentar-se no santuário de Deus (a igreja) ostentando-se como se fosse o próprio Deus" (2a Ts 2:4, 9-10 + Mt 24:24). "Não sabeis vós (igreja) que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós... Pois o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado" (1a Co 3:16, 17, 21-23 + Ef 2:21, 22; 1a Pd 2:5; Ap 3:12; 11:1).

 

Uma igreja local deixa de correr o risco da apostasia à medida que cresce no conhecimento da verdade, na busca do pleno conhecimento de nosso Senhor, único Salvador Jesus Cristo, quando se deixa "levar par o que é perfeito" (Hb 6:1).

 

Somente existe uma maneira de não sermos deixados levar por espíritos enganadores e doutrinas de demônios, que os ministérios estabelecidos por Jesus na sua igreja local, com a confirmação do Espírito Santo e o reconhecimento verdadeiro e vigilante dos irmãos iluminados pela simplicidade da luz do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, sejamos todos aperfeiçoados, "até que todos cheguemos a unidade da fé (uma mesma esperança e vocação) e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade (maturidade), à medida da estatura da plenitude de Cristo; Não precisamos ser maiores que nosso Mestre, ultrapassando com "nossa sabedoria" a doutrina de Cristo, "para não tornarmos cegos, guias de cegos" (Lc 6:39, 40; 1a Co 4:6) "para que não sejamos mais meninos (crentes imaturos, criancinhas em Cristo), inconstantes, levados por todo vento de doutrinas, pelo engano dos homens que com astúcia induzem ao erro, antes seguindo a verdade (que é Cristo e não doutrina de homens) e em amor cresçamos (no sentido de tornarmos crentes adultos) em tudo naquele (pois sem Ele nada podemos) que é a cabeça, Cristo, do qual todo corpo bem ajustado (pela cooperação de todos) e ligados pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte (ministérios, serviços e manifestações do Espírito Santo), faz o seu próprio crescimento para edificação de si mesmo (do próprio corpo de Cristo – a igreja local) em amor" (Ef 4:1-16).

 

A palavra "revelação" significa que o anticristo será revelado à igreja pelo Espírito (2a Ts 2:3, 8 ob. v.3); a igreja terá o privilégio de identificar o filho da perdição. O anticristo será identificado pela igreja, não pelo mundo: "de fato será revelado" (v.8). A revelação se dará três anos e meio antes do retorno do Senhor. O mundo o aguarda como líder e salvador da crise socioeconômico (Ap 13: 2): "Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta".

 

Israel Sarlo

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24. jul, 2014

SALVAÇÃO SEGUNDO O ESCRITOR DA CARTA AOS HEBREUS

 

1. Hoje o Descanso de Deus Não é Mais Canaã (Hb 4: 1 – 13)
Quando a carta aos Hebreus foi escrita, a história da entrada do povo em Canaã já havia cumprido. Os leitores entenderam que o escritor tomou a história deles como exemplo para a exortação e ensino.

 

Em Hebreus 4: 1, 2 o escritor informa que o descanso de Deus é algo transcendental, que vai além de uma Canaã terrestre, pois a promessa de entrar no descanso de Deus ainda permanece em vigor para o povo judeu. Embora seus pais no deserto tenham falhado e não entraram em Canaã, a promessa permaneceu para seus filhos (Nm 14: 30-32; Js 14:9).

 

Observe que em Josué 14:9 Canaã a terra (sombra do descanso de Deus) foi dada em herança perpétua, permanece até ao dia que se chama hoje! "Hoje, se ouvires a sua voz, não endureçais os vossos corações como foi na provocação". "Como foi" significa como aconteceu no passado, no deserto, quando seus pais provocaram a ira de Deus. Portanto o descanso de Deus é algo superior ao descanso prometido na Canaã terrestre (é interessante darmos uma olhadinha em Gálatas 3:6-29 e entendermos um pouco mais sobre herdeiros da promessa ok?). Por causa da incredulidade os pais não puderam entrar no descanso (Canaã Hb 3: 18). Os judeus tinham a promessa para entrarem no descanso (Nm 14: 30, 31), entretanto, por causa de incredulidade devida à dureza de corações, estavam resistindo à salvação. Por isto, o autor se encontra em temor porque parecia haver entre eles o joio ("alguns de vós tenha falhado"- Hb 4:1). Preste a atenção no cuidado do autor em não apontar o joio: "Temamos, suceda, parecer, alguns tenham falhado".

 

Vamos ao quadro de contraste entre o trigo e o joio, observando Hebreus 4: 2,3

 

TRIGO x JOIO
"Tenhamos (nós falhado". "alguns de vós (e não nós tenha falhado".
"Também a nós foram anunciados" "como se deu com eles".
"mas a palavra que ouviram" (eles). "não lhes aproveitou".
"Nós, porém, que cremos entramos no "Conforme Deus tem dito que não entrarão no descanso".

 

Em Hebreus 4:3a entendemos que este descanso é alcançado no presente ("cremos", "entramos"). Ainda no mesmo texto, parte b, notamos que por causa da rebeldia o homem não entrou no descanso de Deus embora estivesse à disposição dele desde a conclusão da fundação do mundo.

 

Por causa da desobediência, Adão foi lançado fora do descanso (Gn 3:23, 24). É interessante notar que Canaã fica na região do Éden. Canaã passa, então, a ser uma figura, sombra do real descanso de Deus.

 

Ainda em Hebreus 10: 1 compreendemos que o judaísmo era apenas a sombra dos bens futuros (isto é, do cristianismo) e não a imagem exata das coisas.

 

Deus colocou querubins para guardar o caminho da árvore da vida para que os homens, que pela desobediência foi lançado fora do jardim, não estendesse a mão e comesse da árvore da vida e vivesse eternamente. O propósito final e eterno de Deus é que o homem volte ao jardim, seu Descanso, preparado desde o término da fundação do mundo, para reiniciar a comunhão com Deus, perdida pela desobediência (Ap 21: 1 –5, 9, 10, 22, 23; Fp 3: 20, 21 e Hb 11: 13 – 16).

 

No tabernáculo, no véu, haviam querubins bordados, significando que o caminho para o Santo dos Santos, figura do jardim, estava guardado e não podia ser penetrado por ninguém, senão morreria, a não ser pelo Sumo-Sacerdote, que uma vez por ano entrava com o sangue de animais para fazer expiação dos seus próprios pecados e os do povo. A comunhão com Deus foi interrompida por causa do pecado. O homem perdeu sua comunhão com Deus; ficou fora do jardim, fora do Santo dos Santos, fora do "descanso de Deus".

 

Os querubins e a espada que se revolvia guardavam o à árvore da vida eterna, significando que se alguém tentasse entrar, morreria. Os querubins e a espada eram uma alerta: não entre, senão morrem! O acesso à vida eterna ficou impedido pelo pecado (Rm 3:23) até a plenitude dos tempos, quando Deus enviou seu Filho (Gl 4:4, 5). Por isso Jesus afirma: "Quem crê, tem a vida eterna..." (Jo 6:47).

 

Ora, se em Hebreus 4:6 o escritor afirma "que resta entrarem alguns nele", isto significa que a entrada no "descanso de Deus" continua aberta até hoje, mas seu acesso somente é possível quando a palavra do Evangelho anunciada for recebida acompanhada pela fé. Pois, de novo, repete: "se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações" (Hb 4:7). Esta afirmação é de Deus, que falou através de Davi muito tempo depois que Josué havia introduzido o povo em Canaã, dando a entender um tempo presente, HOJE.

 

Daí, nós, porém, que cremos, entramos no descanso (Hb 4:3a). Quando Jesus morreu na cruz, o véu do santuário rasgou de cima a baixo, dando a entender que agora o caminho para a árvore da vida, para o descanso de Deus, foi aberto:

"tendo, pois irmãos intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, a sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus (igreja... – (Hb 3:6) aproximemos, ... guardemos... não deixemos de congregar-nos" (Hb 10: 19-25).

 

O próprio Josué não deu descanso ao povo após entrarem em Canaã, pois se assim fosse, Davi não falaria posteriormente a respeito de outro dia: (HOJE) "Portanto, resta um repouso para o povo de Deus" (Hb 4:9).

 

A palavra "resta" significa que a porta ainda está aberta hoje. Veremos que Jesus é a porta para a entrada no verdadeiro descanso de Deus, conforme ele mesmo declarou em João 10: 9). Se buscarmos com mais diligência, vamos encontrar em João 10: 16 a declaração do Senhor sobre a universalidade de sua obra, que não é restrito apenas às ovelhas de Israel, mas estendida "a homens de toda tribo, e língua, e povo e nação"(Ap 5: 9, 10).

 

2 .Ouvir o Evangelho, Fé, crer e Entrar no Descanso.


Daí a realidade para o tempo presente, o tempo que se chama hoje: "Porque aquele que ouviu sem endurecer o coração e pela fé creu, entrou no descanso de Deus porque ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas" (Hb 4: 10). Entrar no descanso de Deus significa ser salvo posicionalmente (vida eterna) e escatologia (ressurreição - Jo 5:24; 6:40; 1a Co 15:51 – 53). Uma vez no descanso, enquanto aguardamos no corpo o retorno de Jesus, precisamos conquistar nossa vida cristã (salvação do mundo) como Israel após entrar em Canaã (descanso) teve de conquistar a terra palmo a palmo (Hb 12:1 –3; 10: 23 32; Fp 3: 11 – 16).

 

Sabemos que o objetivo de desenvolver nossa salvação é alcançarmos a santificação progressiva ou separação do mundo (Hb 12: 10). Descobrimos que Jesus, para se tornar autor de nossa eterna salvação, foi aperfeiçoado pelo sofrimento, para que nós, através do sacrifício dele, fossemos declarados aperfeiçoados para sempre _ santificação posicional (Hb 5:8, 9; 4: 3a; 10: 14; Cl 2:14; 1a Co 1:30 e Fp 3: 15).

 

Em Hebreus 4:11-13, o autor faz um apelo aos indoutos e incrédulos, dando a entender que há necessidade de uma disposição mental favorável para receber a palavra acompanhada pela fé. As palavras chaves que ligam os versículos 11 e 12 são: "Esforcemo-nos" e "Porque". Portanto, há necessidade de esforçar-se para entrar "naquele descanso"; ou seja, para entrar no descanso do texto de Hebreu 4: 3a e 10, já alcançado pelos que creram, "a fim de que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência" (B. Ed. Vida) deixado pelos pais que pela incredulidade não entraram em Canaã. Se ainda permanecerem rebeldes a Jesus, não alcançarão a salvação (Jo 3:36). Observe a expressão: "ira de Deus" que ocorre também em Hebreus 3:11: 4:3b e ainda Romanos 2:5-9.

 

Vamos comparar Hebreus 4: 1 com a resposta de Jesus a um judeu em Lucas 13: 23-30. No versículo 24 lê-se: "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita..." Jesus é a porta do descanso, da salvação: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo" (Jo 10:9). "Eu sou o caminho..."(Jo 6:14).

 

Israel Sarlo

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19. jul, 2014

A - A Superioridade de Jesus sobre Moisés e Igreja, a casa de Deus (Hb 3:1-6).

 

1. Jesus foi estabelecido por Deus como Apóstolo e Sumo-Sacerdote (Hb 3:1).
2. Como Apóstolo, é o Autor da minha fé;
3. Como Sumo-Sacerdote é o Consumador da minha fé (Hb 3:1; 12:2).
4. Autor da minha fé significa Autor da minha salvação eterna (Hb 5:9).
5. Consumador da minha fé significa, igualmente Consumador da minha salvação eterna obtida na cruz (sangue Jo 19:30) "Está Consumado".

 

Moisés, como servo, foi fiel sobre a "casa de Deus" – Israel natural conduzindo o povo do Egito para a terra de Canaã, o "descanso" prometido (3:1, 5).

 

Jesus, como Filho, também é fiel sobre a "A Casa de Deus" _ Israel espiritual, esta casa que somos nós, a sua igreja (Hb 3: 3-6), conduzindo muitos filhos à glória (Hb 2: 10 – 13).

 

Aprendemos que a verdadeira igreja, a casa de Deus, é constituída apenas por aqueles que realmente se converteram a Jesus (trigo), os que "guardamos até ao fim a ousadia e a exultação da esperança" (Hb 3:6, 14; Hb10: 23, 35). A perseverança é o atestado ou fruto da conversão (10: 36; Mt 10: 22; Rm 5: 1-4).

 

Em Mateus 24:11-13, entendemos que por causa de espíritos enganadores, das doutrinas (ensinos) de demônios e pela multiplicação da iniqüidade, muitos serão enganados (apostatarão da fé), o amor pelo senhor esfriará de quase toda a igreja, porém "aquele que persevera até o fim será salvo". Aqueles que não seguem os mandamentos, a doutrina do Senhor, demonstram falta de amor a ele (Jo 14: 21,23).

 

Em Apocalipse 3:10-12 aprendemos que aqueles que perseverarem na doutrina de Jesus (palavra) agora, nesta igreja do fim, serão feitos colunas no "santuário de Deus" (a igreja), ou seja, serão feitos colunas espirituais para sustentação dos ministérios para edificação da igreja local, e dali jamais sairão. Sobre "colunas" da igreja local leiam Gálatas 2:9.

 

B – Advertência Contra a Incredulidade. Um Superior Descanso (Hb 3:7-19).

Pelo fato de Israel não ter entrado no descanso (Canaã), o autor usa este exemplo como advertência às conseqüências devidas à incredulidade.

 

Moisés foi fiel em obedecer a Deus quando tirou o povo do Egito para conduzi-lo pelo deserto até Canaã (Hb 3:2), porém eles não puderam entrar no descanso; não por causa de Moisés, mas "por causa da incredulidade" deles (Hb 3:19). Jesus é fiel. Se alguém se recusar a ser salvo, não será por causa de Jesus, mas por causa da incredulidade daquele que rejeita tão grande salvação.

 

Sabemos que dentro das igrejas existem três classes de indivíduos (1a Co 3:1, 2; 14:16, 23; Hb 5: 13, 14).

1. Crentes Maturos e Imaturos;
2. Indoutos (Simpatizantes Assíduos do Evangelho) e
3. Incrédulos.

 

Ou, na linguagem de Jesus (Mt 13: 30, 38).

 

1. Trigo = Crente (Maturos e Imaturos).
2. Joio = Indoutos + Incrédulos.

 

Parece que este também era o quadro dos leitores de Hebreus. Sabiamente o autor da carta trata toda igreja com amor e temor, pois sabe que não caberia a ele separar o trigo do joio, aliás, nem se arriscariam, pois o Senhor nos ensinou que deveríamos deixa-los junto até o fim, ainda que alguns bem que gostariam de separa-los: "queres que vamos e arranquemos o joio?" (Mt 13: 29 – 30).

 

Cremos que o objetivo do escritor era fortalecer o trigo (Hb 12:11 – 13) e levar o joio a se converter em trigo pela ação da palavra e do Espírito Santo. Assim, preste a atenção que as exortações contidas no texto Hb 3: 12-13: "Perverso coração de incredulidade" e "enfurecido pelo engano do pecado". Estes dois versículos trazem a mesma mensagem: que não haja, entre vós coração endurecido que resista ouvir a voz do Espírito Santo, o Agente da conversão (Jo 16:8): "Hoje se ouvirdes a sua voz não endureçais os vossos corações". Observe como "entrar no descanso" está intimamente ligado a salvação: "Como ouvirão se não há quem pregue?" (Rm 10: 4 12-21). Compare "se ouvirdes" com "como ouvirão".

 

Compare as palavras "não endureçais os vossos corações" com as contidas no texto Hb 3:12 e 13: "Perverso coração de incredulidade" e "endurecido pelo engano do pecado". Estes dois textos trazem a mesma mensagem: que não haja, entre vós coração endurecido que resista ouvir a voz do Espírito Santo. Um coração endurecido não pode crer para a justiça (Rm 10: 9, 10).

 

Medite ainda sobre Lucas 8: 4-18 e sublinhe as palavras ouvindo, ouviram, ouvido. A mesma palavra foi recebida de quatro maneiras distintas. A primeira e a última são extremas: terra dura e terra boa.

 

Judas diz que o crente deve guardar-se no amor de Deus, compadecer de alguns que estão na dúvida, procurando arrebata-los do fogo (inferno) e ser compassivo em temor com os outros difíceis de converter (Jd 5, 20-23). Isto também ressoa nas palavras de Paulo em (1a Co 9: 19- 23).

 

Para que "o trigo" não se entristecesse diante de tamanha admoestação, por ser trigo, "porque nos tempos tornado participante de Cristo" (igreja, trigo), o autor volta a exorta-los, lembrando-os, porém, que o fruto da conversão é "guardamos até ao fim a confiança (certeza da salvação) que tivemos" (Hb 3:14). Ainda: (Hb 4:14; 6: 11,12; 10: 23, 35). Estes textos apontam a necessidade de perseverança na vida cristã; apontam para o desenvolvimento da salvação, ou salvação progressiva, para galardão (Hb 10: 35; Hb 11: 26 cf. Hb 12:1-4 com Fp 3:11 –16; 2:12-16). Leia ainda Romanos 5: 3,4: 12:2).

 

Em Hebreus 3:15-19 o escritor fecha o parêntese de Hb 3:7-15 com as palavras "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações como foi na provação", para esclarecer, daí para frente, a quem Deus jurou na sua ira que não entrariam no descanso. Evidentemente o exemplo é tirado da história de Israel no deserto e serve para reforçar ainda mais as advertências feitas no texto Hb 3:12, 13 que pode muito bem servir, hoje, de alerta aos corações endurecidos, que ainda não converteram.

 

Veja este exemplo de lição pelo emprego das palavras:
1. Rebelaram (v. 16);
2. Pecaram (v. 17);
3. Desobedeceram (v. 18);
4. Por isso entraram (v. 19)
Ou seja, rejeitaram a salvação! (Hb 2:3; Hb 10: 29).


Assim, pois, como os israelitas de corações endurecidos pela incredulidade não entraram em Canaã (figura do descanso real), assim também, hoje, se permanecerem rebeldes a Jesus, não entrarão no superior descanso de Deus; aliás, nem eles nem outra pessoa qualquer. Leiam: (Jo 3:36; 1a Co 10:11 e Rm 11: 22 – 23).

 

C – O Exemplo de Israel no Deserto (Nm 13 e 14).


Antes de prosseguirmos, precisamos meditar sobre estes textos do Velho Testamento que serviram de base para as advertências feitas até aqui.

 

Agora que você leu e meditou sobre estes dois capítulos do livro de Números, você poderia conceituar o que seria incredulidade? Tente explicar com suas palavras o que seria incredulidade. Você arriscaria dizer que incredulidade é Ter a certeza de que Deus pode fazer todas as coisas, mas agora não está disposto a fazer? Ou incredulidade seria achar que o melhor para mim é superior a isto: Deus tinha prometido um descanso para Israel; porém, Israel, mesmo impossibilitado, achou melhor voltar para o Egito. De fato, voltaram em seus corações (At 7: 38, 39).

 

Deus prometeu a seu povo vencer todos os "gigantes" quando entrassem em Canaã. Israel sentiu-se como um "gafanhoto" e preferiu retroceder a ter que enfrenta-los.

 

Pense sobre A falta de crescimento espiritual do cristão, pode conduzi-lo à incredulidade, à uma vida cristã medíocre.

 

Continuação na próxima semana.

 

Israel Sarlo

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