2. ago, 2014

O HOMEM ANIMAL X ESPIRITUAL

"... Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois , o espiritual" (1a Coríntios 15:44-46).

 

O trabalho das religiões, principalmente as religiões evangélicas, é claro, bem intencionadas, está sendo o de prometer o céu ao homem espiritual e muito pouco faz pelo homem animal, mantendo-o no inferno, pois o céu já é do espiritual, por isto a necessidade do conhecimento para que o nosso culto seja racional (Rm 12:2-3), exatamente para humanizar primeiramente o animal (natural que ficou destituído da glória de Deus). Este trabalho ficou esquecido, não está sendo feito. Quando o trabalho de humanizar o "homem animal" acontecer, a alma e o espírito produzirão frutos dignos de arrependimento e assim o corpo passa a usufruir a benção do alto.

 

Tudo começa com um trabalho de domador. Domando a fera destituída das benesses do espírito a alma, onde estão às emoções que matam, trazem doenças psicossomáticas etc, deixará o caminho do pecado e trilhará o caminho do conhecimento para Deus, que sempre começa com tribulação, depois paciência, a experiência e depois a esperança. Porém esse "ser animal" quer a esperança em primeiro lugar. A religião apenas manqueia o indivíduo, não o limpa por dentro, daí a expressão bíblica que diz: "Sepulcros caiados, belos por fora, podre por dentro" e "Desperta tu que dormes, levanta entre os mortos...".

 

I – PRIMEIRO O NATURAL (animal), DEPOIS O ESPIRITUAL (1a Co 15 46).


João Batista usa uma palavra muito importante dizendo sobre ele: "Convém que ele cresça (o homem espiritual, referindo a Jesus) e que eu diminua" (o homem animal) (Jo 3:30 cf. Ef 4:15; Cl 1:10 e 2a Pd 3:18). Paulo usa também uma palavra fantástica dizendo: "logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2:20).

 

A – PARA QUEM SÃO AS PREGAÇÕES NAS IGREJAS, RÁDIOS E TELEVISÕES?


É comum encontrarmos nas praças, em prisões, hospitais e etc os "pregadores de Deus". Tudo que fazem, embora com boas intenções, estão falando de coisas espirituais para animais. É claro: não entenderão nunca. É uma linguagem do Espírito para ouvidos animais – são pérolas aos porcos, coisas santas aos cães. Quem recebeu o BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO, tem linguagem espiritual, não é discernido pelos animais (1a Co 2: 13-20). Será necessário que o animal se revista de graça para entender a mensagem da graça, do contrário continuará bárbaro e bárbaro só entende de lei, cabresto e sacrifício, coisas de religião.

 

B- COMO FAZER COM OS BÁRBAROS?


Primeiramente humaniza-los, usando filosofias, pensamentos e principalmente, acompanhado de generosidade. É claro que socializar e converte-los ao bem, para humanizá-los, e isto significa preparar o campo para plantar a semente do bem. Portanto temos que, antes do plantio, tirar pedras, espinhos, longe das estradas e de pássaros (Mt 13:3-8) depois sim, na terra boa plantarmos a semente de Deus para que haja o NOVO NASCIMENTO (João 3).

 

C – OS VÍCIOS RELIGIOSOS DEIXAM OS ANIMAIS QUIETOS E PRONTOS PARA O BOTE.


É comum ouvirmos: "isto é mistério puro". Quando isto é dito a pessoa está testemunhando que ainda continua na lei, tudo velado e que o Evangelho, o Agente revelador das trevas do VELHO PACTO, continua velado para esta pessoa (2a Co 3:13-16). Continuam como as esposas de Jacó, viciadas em mandrágoras usando-as para emprestar o marido.

 

Existem muitos homens naturais (animais) maquiados de espirituais, porém permanecem cheios de ódio, infelizes em várias áreas da vida, trapaceando, enganando, invejando, maldizendo. Viciados em cerimônias, obrigados pela cultura a cultuar a verdadeiros deuses desconhecidos, assim como todo o povo judeu no deserto por quarenta anos.

 

É bom dizer que todas as culturas do homem apenas o socializam, mas não o humanizam. A cultura que o torna homem espiritual é exatamente o antídoto que Deus usou para ajudar o homem O EVANGELHO – A CONTRA CULTURA.

 

II - A CIÊNCIA E O EVANGELHO CONCORDAM?


A paleontologia tem feito descobertas que muito nos ajudaram a compreender melhor algumas passagens, ou afirmações obscuras fornecidas pelos escritores das Escrituras. Daí, concluirmos, que a ciência não contradiz as informações que são fornecidas pela Bíblia, ao contrario, ela confirma a sua veracidade.

 

Para tanto, ela mergulhou na penumbra do passado, e descortinou ante nossos olhos perplexos, as épocas, eras ou períodos até então perdidos no tempo, e nos esclarece fatos que estavam ocultos, não se sabe ao certo por quantas eras.

 

Os períodos criativos abordados por Gênesis 1:3-31, forçaram a paleontologia e a geologia se empenharem no sentido de confirmarem e esclarecerem cientificamente os acontecimentos que foram registrados nos seis dias da criação.

 

Vamos fazer uma síntese dos versos 1 e 2 de Gênesis, e estudá-los separadamente. No v. 2 a Bíblia afirma que a terra era sem forma e vazia; ao certo o escritor alude o fato do qual não temos um registro pormenorizado, à rebelião de Lúcifer e a sua queda, abordada de maneira figurada pelo profeta Isaías que diz em seu livro: "Como caíste do céu, ó estrela da manha, filha da alva! Como foste lançado por terra tu que debilitavas as nações! E tu dizias em teu coração: subirei a o céu acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte. Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao altíssimo". (Is 14:12-14).

 

Ezequiel também profetizou dizendo: "Estavas no Éden, Jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura; a sardônica, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que fostes criados foram preparados. Tu era o querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andava. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multidão do teu comércio se encheu o teu interior de violência, e pecastes; pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus, e te farei perecer, o querubim protetor entre pedras afogueadas" (Ez 28:12-15).

 

O livro de Gênesis 1:2 relata de maneira simples, sem minúcias de detalhes, o resultado da desobediência do Lúcifer, e a catástrofe que se abateu sobre a terra, e sobre ele.

 

A partir do v. 3 encontramos o relato da restauração ou organização da terra devastada, cujo desfecho é acompanhado e confirmado passo a passo pela ciência. Sem nenhuma dúvida que podemos afirmar que a paleontologia e a "Semana Criativa" de Gênesis estão em perfeita harmonia, não existindo, portanto, nenhuma discordância entre ambos, a não ser quanto ao período chamado "dia", que, aliás, na verdade, não é a ciência que discorda, porém os que dogmatizam o assunto; assunto esse que comentaremos mais adiante.

 

A paleontologia através dos estudos dos fósseis, cientificamente confirma os dizeres de Gênesis que estão relacionados com os "seis dias" da criação, pois o nosso mundo passou por vários períodos ou fases, eras ou épocas, que marcam a sua história.

 

Se confrontarmos os dizeres bíblicos com as afirmações da ciência, podemos ligar cada fato dos "dias" criativos, como os períodos geológicos, mesmo que esses períodos sejam difíceis de explicar e que na maioria das vezes, eles não representam a realidade. Podemos considerar neste caso, os vários períodos pelo qual passou a terra, como o universo.

 

Logo de início, temos o período Eozoico que abrange o primeiro e o segundo dia da criação (notem que para organizar a terra algumas coisas foram criadas, coisas estas que existiam no primeiro Éden em forma molecular. Agora, estas moléculas se uniriam a outras e formariam espécies diferentes de seres e coisas e o 'Bara e Asa' em ação). Quando foram criados, o universo, com seus milhares de sóis, galáxias incontáveis, estrelas inumeráveis, e planetas, luas, satélites e constelações (Gn.1:1). Neste mesmo período a terra ficou sem forma e vazia (Gn 1:2). Ainda no primeiro dia da organização apareceu a luz cósmica (Gn 1:3).

 

Foi no segundo dia da organização desse mesmo período que apareceu a expansão e foi feita a separação das águas sobre o globo terrestre, e apareceu a abóbada celeste (Gn 1:6-10).

 

A organização tem quatro períodos importantes. O terceiro dia da organização é dividido em dois períodos: o primário e o secundário. O quinto dia da organização o período terciário e no sexto dia o período quaternário.

 

1°) Período Primário: Abrange os tempos Eozoico e Paleozoico. Foi nesse período, que Deus criou a relva, as árvores frutíferas, e apareceram os continentes (Gn 1:9-13).


2°) Período Secundário: Na segunda parte do terceiro dia deste período do tempo Mesozoico, teve início o quarto dia da organização, o qual estendeu-se até o fim do mesmo período, tempo este, em que o sol e as estrelas ficaram visíveis. "Foi à tarde e a manhã o dia quarto" (Gn 1:14-19).


3°) Período Terciário: O quinto dia da organização abrange todo período terciário do tempo Cenozoico, quando apareceu a vida animal no ar e água e no fim do mesmo, a terra estava povoada de animais (Gn 1:20-22). (Mais ou menos a 58 milhões de anos).


4°) Período Quaternário: O sexto dia da criação por sua vez, abrange os períodos, quaternário antigo e o moderno, do tempo Pscozóico. No quaternário antigo, na primeira parte do sexto dia da organização, foram criados os grandes animais terrestres, os répteis e bestas feras (Gn 1:24-25). [26. 000.000 a 15.000.000 de anos].


A paleontologia não registra o aparecimento do homem sobre a terra, ela deduz apenas, que ele tinha aparecido na segundo parte do sexto dia da criação, do quaternário moderno. Esta é a afirmação da paleontologia, entretanto a Bíblia nos transmite com base no Evangelho que o homem foi criado no 6° dia (Gn 1:27) no tempo Pscozóico no período quaternário moderno. Por isto o homem é dotado de alma racional, psique, possuidor de mente, vontade e emoção. Os animais grandes terrestres, os répteis e bestas feras, os irracionais, foram criados no mesmo período, só que no período quaternário antigo, sua alma é apenas o sangue.

 

Fica aqui uma rápida idéia sobre CIÊNCIA e o CRISTIANISMO. Elas se completam, nunca se opõem. Portanto, o homem animal foi feito no período PSCOZÓICO MODERNO, portanto ALMA VIVENTE, em CRISTO terá que passar pela transformação - ESPÍRITO VIVIFICANTE (1ª Co. 15:45).

 

 

Israel Sarlo

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