24. jun, 2019

SOMOS DEVEDORES NO AMOR.

“A ninguém deva coisa alguma, a não ser o amor...“ (Rm.13:8)

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm.5:8)

Destacamos João 3:16: “Deus amou o mundo de tal maneira...” que presenteou se FILHO para a humanidade salvar.

Ainda podemos citar Paulo que nos explica sobre o AMOR:

“O AMOR é sofredor; benigno;

O AMOR não é invejoso;

O AMOR não trata com leviandade,

O AMOR não se ensoberbece,

O AMOR não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

O AMOR não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1ª Co. 13:4-7).


I° - COMO EXPLICAR O AMOR? Com todos estes textos acima tudo que venhamos dizer ou discutir seria inútil, no entanto é preciso ir em busca da essência desta palavra que também é chamada de CARIDADE, não no sentido de piedade ou ajuda na miséria, pois a isto chamamos de MISERICÓRDIA - SOCORRO NA MISÉRIA.


II° - DEVEDORES NO AMOR – Amor ou Caridade significa que somos DEVEDORES quando:

A - NÃO SOMOS GRATOS;

B - NÃO TRATAMOS NOSSA ANTIPATIA;

C - NÃO BUSCAMOS COMUNHÃO;

D - NÃO COLOCAMOS O SER ACIMA DO TER;

E - NÃO BUSCAMOS O REINO E JUSTIÇA DE DEUS;

F - NÃO COLOCAMOS SENTIMENTOS NOS PENSAMENTOS RACIONAIS;

G - NÃO TROCAMOS O AMOR ÁGAPE POR EROS E ETc.


Se entendemos diferenciar CARIDADE (amor) de MISERICÓRDIA chegaremos à conclusão que este AMOR pregado ou ensinado nas religiões nada tem a ver com o AMOR DE DEUS e o AMOR DO CORPO DE CRISTO - A IGREJA.

Se não exercermos este AMOR, note: o EXERCÍCIO na TRIBULAÇÃO existe exatamente por ausência deste AMOR GENUÍNO, continuaremos a não ter PACIÊNCIA, EXPERIÊNCIA e ESPERANÇA com nossos próximos e tudo o que viermos a fazer “NÃO PROSPERARÁ”; poderemos até ficar ricos, porém nunca prósperos.

AMOR não significa auxílio ao homem físico, mas ao homem psíquico, pois se este segundo homem for liberto, esta liberdade também libertará o faminto da fome; o miserável da miséria, vestirá o nu, empregará o desempregado, trará saúde ao doente, família ao solitário e etc.

Quando falamos em amor, as grandes ESCOLAS FILOSÓFICAS E RELIGIOSAS vêm com limites e interpretações diversas.

SE SOMOS DEVEDORES SOMOS NO AMOR (caridade).

Quando escrevi sobre a DÍVIDA DO AMOR, meu desejo foi e é o de explicar a DÍVIDA que temos para com todos os homens e com o planeta:

Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” (Rm.8:7);

Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criatura geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm.8:19-22).

Quando falamos em amor, não estamos referindo ao INSTINTO NATURAL ou ANIMAL existente na natureza racional e irracional. Não é a defesa da cria ou o clamar sanguíneo das espécies, estamos falando do amor da doação: “Deus amou o mundo que DEU (presenteou) seu filho...”

DEUS É AMOR e é este amor que nos constrange, que nos cura na alma a ponto de atingir o físico; que nos faz doadores do bem maior - EMPATIA, o dever e o direito de nos colocar no lugar do nosso próximo, seja ele quem for, que nos agrade ou não, que nos aceite ou não, que nos ame ou não.

 

Por Israel Sarlo.