14. jul, 2020

ESTUDO DO LIVRO DE JÓ - Parte 02

Como já comentamos, o LIVRO DE JÓ é o mais antigo nas ESCRITURAS, por este e muitos outros motivos precisamos arar bem a terra de nossas mentes e retirar todas deduções especulativas neste LIVRO, e, assim plantar, segundo as três ESCOLAS BÍBLICAS: PROFETAS, MESTRE E APÓSTOLOS  a verdade incontestável da PALAVRA DE DEUS.

Eu tenho várias versões bíblicas exatamente para os estudos, entre elas a TRADUÇÃO KING JAMES (Rei James). Em todos os sessenta e seis Livros esta tradução traz comentários que chamo apócrifos, pois a ideia da indução pode estar nestes prefácios e em seus rodapés. De qualquer maneira é importante examinar o que chamo de contraditório, portanto vamos transcrever um pouco deste comentário, e, quando necessário, entraremos com nossas ESCOLAS BÍBLICAS, pois como conhecimento histórico temos que curvar-nos, pois existe veracidade em seu conteúdo. Somente na interpretação teológica a não veracidade com o EVANGELHO. Meus comentários estarão em negrito e itálico e entre parenteses, preparando nossas mentes para a “VERDADE QUE LIBERTA".

Ainda que a maior parte desta obra seja feita das palavras de Jó  e de seus amigos conselheiros (claro que estes três amigos foram péssimos conselheiros), o próprio Jó  não afirma ser o autor do Livro que leva o seu nome (Ez.14:14,20; Tg.5:11). 

(Em nenhum destes dois textos existe a prova de que Jó não tenha escrito o Livro em questão). Contudo, é possível concluir que o autor era Yud, israelita, uma vez que faz questão de se referir de maneira clara e enfática ao nome pactuar de Deus, isto é, YAHWER  (ou Lavé, para alguns biblistas)

Como já perceberam na leitura, o achismo ou hipótese é grande na narrativa da introdução do Livro de Jó. Se trabalham com textos fora da verdade e com hipóteses na parte histórica, imagine no campo teológico da obra, que algumas versões  traduzem pela expressão  genérica e respeitosa “SENHOR", NO PRÓLOGO  (Caps. 1 e 2), nos discursos divino (381 – 42:6), e no epilogo (42:7-17). O misterioso autor desta obra magna da poesia e das ESCRITURAS CANÔNICAS  do A.T. teve acesso, com certeza, as fontes orais disponíveis  em seu tempo, mediante as quais, sob inspiração  divina, compôs  o Livro que agora está nas mãos do nobre leitor.

Se lermos os textos descritos pelo comentário apócrifo, estes textos não provam a afirmação hipotética dele. Autor misterioso, como se lhe deram o nome de Yud. Fontes orais? Precisamos de provas casais, pois a afirmação neste prólogo irá levar a leitura do Livro de Jó por caminhos tradicionais religioso, numa política perversa já tão clara ou explícita nas muitas comunidades religiosas existentes

Evidentemente, o prólogo  foi revelado diretamente por Deus ao autor, por ter informações  que somente Yahwer teria ciência  e autoridade para narrar. Mesmo considerando que o autor conserve certa linguagem arcaica e não tipicamente israelita, também revela um escrito sapiência como o usado nos Livros de Provérbios e Eclesiastes, além de genial estrutura literária e capacidade histórica.

Pois bem, Jó então é um Livro psicografado? Ou será um Livro Profético, acho que não, pois no final no parágrafo é  chamado de histórico com estrutura histórica. O Autor não seria Deus, que usando o Yud teve que se submeter a sua fala arcaica sem nenhum sinal da linguagem israelita? Muito vaga esta explicação que chamo de apócrifa. Por esta razão recomendo que verifique e estude também o material disponível aqui no blog sobre a bíblia e as histórias contidas nela. CLIQUE AQUI e note que separamos três grupos de materiais que ajudarão você compreender as influências e interferências religiosas, filosóficas, interpretações e  traduções, costumes, tradições e crenças conforme cada época e cultura. 

Por Israel Sarlo

 

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