3. ago, 2020

ESTUDO DO LIVRO DE JÓ - Parte 06

As justificativas de Jó: PESO, JUSTIÇA E BALANÇA? Achado em falta? “MENE, MENE, TEQUEL E PARSIM"? (Dn.5:25) e (v.27 Dn.): “TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta”. Jó ainda fala de  flechas de Deus nele com ardente veneno e que seu espírito é bebido e que os terrores de Deus são armados contra ele (v.4). 

“Porque as flechas do TodoPoderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.” (Jó 6:4)

O VERDADEIRO ESTADO DE ALMA DE JÓ: abordamos, no estudo, os conselhos de ELIFAZ à Jó e neste capítulo seis analisamos a reação de Jó às orientações do mais sábio entre os três “amigos" de Jó. No (v.6) Jyfaz referência ao sal insípido, aliás usado como figura também  por Jesus (Mt.5: 13 “Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens”). 

Jó se declara sem sabor a vida, usa sal e a clara de ovo e o que está atrás desta declaração é terrível (v.7) quando se refere a sua alma que recusa ouvir as palavras de Elifaz chamandoa-as de “fastienta" cf. Jó 4:2). Jó pede que Deus o quebrantasse, soltasse sua mão  e acabasse com a vida dele (v.9). A morte seria, na tribulação, o refrigério para sua alma, pois não houve repulsa, coragem quando ouviu as “palavras do Santo”. 

Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo? A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante. Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero! E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse! Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo. Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência?” (Jó 6:6-11)

Precisamos da instrução da ESCOLA PROFETICA pra nos explicar a fala de Jó: (Is.57:15 “Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos”). Neste texto do Profeta Messiânico – Isaias -  temos o diagnóstico exato da alma de Jó:

1º- “Cujo nome é Santo" – Jó não conhecia este nome;

2º- “No Santo alto habito" – Jó não sabia da morada de Deus, acima das dores;

3º- “Contrito e humilde de espírito, para vivificar o coração dos contritos”. Jó  nada entendia de santidade, isto é, o que separar nos momentos de angustias para obtenção de experiências, paciência e esperança.

Vamos deixar a ESCOLA APOSTÓLICA nos explicar tudo isto:

Rm.5:3-6: “E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos é dado. Pois, quando ainda éramos fracos, a seu tempo, Cristo morreu pelos ímpios”.

Tanto Isaias como Paulo colocam a alma de Jó rasgada, pronta para o transplante de coração como nos fala Ezequiel, no entanto, é nos capítulos 33 ao 37 que começa a mudança de Jó com a chegada do quarto personagem, Eliu, que o prepara para o encontro com Deus a partir do capitulo 38.

Jó, no (v.13) do capitulo 6 faz uma pergunta digna de observação: “Na verdade não há em mim socorro nenhum. Não me desamparou todo o auxílio eficaz?”. Em outra versão lemos: “Está em mim a minha ajuda? Não  me desamparo todo auxílio eficaz?”. Jó tem lampejo de racionalidade. Não seria uma pergunta e sim uma afirmação, pois Deus não tenta e nem é tentado, tá lá em Tiago 1:13-15 “Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”.

Sim, estava em Jó e em cada ser humano a “ AJUDA" e o “AUXÍLIO”. Não é uma pergunta mas uma afirmação.

Se também observarmos o (v.25), Jó chama de “forte" a “razão". Havia um conflito na alma de Jó, “duas leis que se guerreavam". Embora ouvisse Elifaz, ele tinha suas “arguições”. Havia alguma lucidez em Jó e isto nos leva a Paulo quando nos ensina sobre o “ CULTO RACIONAL" (Rm12), e, Jó estava num culto irracional. Aconselho a ler o capítulo sete, pois, como o seis são as reclamações de nosso amigo Jo.

Por Israel Sarlo

 

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