12. ago, 2020

ESTUDO DO LIVRO DE JÓ - Parte 08

Continuação do capítulo 9 de Jó em resposta  a BILDADE seu “amigo”.

Voltamos um pouco para o capítulo 7:11 vamos encontrar um texto interessante sobre o estado de alma e espírito de Jó “Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma”. Voltei a este texto para melhor entendermos a continuação das respostas de Jó a Bildade. Ele fala que não reprimiria sua boca e confessaria sua angústia de espírito e da amargura de sua alma. Voltando ao EVANGELHO ou as TRÊS ESCOLAS BÍBLICAS estas aí são o que chamamos de TRICOTOMIA: CORPO, ALMA e ESPÍRITO. Paulo fala sobre este assunto em Tessalônica, Maria em  seu cântico exprime esta doutrina como também em Hebreus 4:12.

De volta para Jó  capítulo  9, repete, “por ouvir falar" sobre a sabedoria do coração de Deus, de Sua força e do endurecimento contra Ele, Deus, e, pergunta “...e teve paz?”. Lendo descuidadamente este capitulo, temos uma ideia que o Jó conhecia, como já disse “ ...de ouvir falar" toda história da CRIAÇÃO, BONDADE DE DEUS e de Seu ENDURECIMENTO (v.4). Ele reconhece que Deus “transporta montanhas” mas usa este poder como “furor".

No EVANGELHO Jesus chama este poder de “FÉ do TAMANHO de um GRÃO DE MOSTARDA" e ainda nos informa que é uma ferramenta dada aos homens, claro que traduzimos esta para “FÉ" como “CRER". Jó nada entendia disto e tanto ele como seus amigos não conheciam estas “OBRAS" que, segundo o MESTRE, faríamos maiores do que Ele mesmo sendo homem entre nós. Nos demais versículos deste capítulo ele declara os feitos do Deus ainda desconhecido. Sabia de Seu poder, mas não entendia de Seu amor por ele, Jó. A dependência era enorme e a única coisa desejada por este “DEUS DESCONHECIDO" era a LIBERDADE DE ALMA para que seu espirito fosse liberto das crenças religiosas dele.

Nos versículos 13 em diante, após todo testemunho de Deus, Jó fala da “IRA" de Deus, um Deus humanizado por sua ignorância religiosa, de fala soberba, não entendia ele de sua própria soberba. Defende o monólogo, e não o diálogo com Deus. Fala de cuidado com suas palavras e assim anula a ONISCIENCIA de Deus. Deus, por ser JUSTO não responderia suas falas. Juízo? Jó tem uma visão deturpada, por achar que o homem natural pode ser julgado pelas LEIS ESPIRITUAIS, sem duvidas, era uma insensatez digna de homem natural que entendia de Deus puramente humano. No (v.30) ele mostra a contradição com a ESCOLA DOS PROFETAS (Isaías 1:18)

“Vinde, pois, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã”. 

Ele disse: Jó 9, 30,31

“Se eu me lavar com água de neve, e limpar as minhas mãos com sabão, mesmo assim me submergirás no fosso, e as minhas próprias vestes me abominarão”. 

Se analisarmos o (v.32) Jó diz ser Deus homem, não um homem igual a ele, mas um homem, pois logo ele usa duas palavras interessantes: JUIZO e ARBÍTRIO. Ele desconhecia a palavra e a existência de um ADVOGADO (Jesus) entre ele e o JUIZ.

1 João 2:1 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. E, se alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo”.

Mas você poderá dizer que nesta época Jesus não havia se tornado ADVOGADO, pois bem, Ele sempre esteve ADVOGANDO em todas as DISPENSAÇÕES: 

Hebreus 13:8 - “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”.

 

Por Israel Sarlo

 

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