15. ago, 2020

ESTUDO DO LIVRO DE JÓ - Parte 09

Hoje damos inicio ao capítulo onze (11) do LIVRO DE JÓ. Também vamos estudar o 3º “AMIGO" de Jó  - SOFAR, ou Zofar, o naamatita. Ele era original da Terra de Naamat, que era um povo do Oriente (Arábia), que provavelmente descendeu de um ou da junção de dois povos abraâmicos, segundo os costumes etnológicos daquele século e dos séculos passados, que foram antes deles. – Jó 2:11. Como por exemplo: dos caslueus, (um dos povos descendentes de Mizraim, o filho de Cam ou Cão, neto de Noé), procederam os filisteus, os habitantes da borda do mar, o resto da ilha de Caftor. (1 Crónicas 1:1-12; Amós 9:7; Sofonias 2:15).

ZOFAR, como os demais “amigos” de Jó, o repreende, lhe mostra a SABEDORIA DE DEUS e exorta ou chama Jó ao arrependimento. É preciso que, ao estudarmos este Livro, façamos uma lista de conselhos, conceitos destes homens em relação a Deus e sua sabedoria. De imediato vamos encontrar dissonâncias em relação ao EVANGELHO:

  • “Não julgues para não serdes julgados";
  • “Com a mesma medida que julgas serás julgados";
  • “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra";
  • “Antes de tirar o cisco do olho do outro tire primeiro o cisco de seu olho" e etc.

Nenhum destes “amigos" tinham conhecimento de Deus, como o próprio Jó, “Conheciam Deus por ouvirem falar". Em Jó 11:2 a presença religiosa que castiga é demonstrada na ignorância teológica de ZOFAR:  “...E o homem falador será justificado?” É uma pergunta que mostra a doutrina da justificação própria, por méritos ou pelo silêncio da meditação muito comum entre os ÁRABES e BUDISTAS? Neste caso, as muitas religiões que gritam, dançam e falam ao mesmo tempo não se salvam. Não está  ZOFAR anulando a OBRA REDENTORA DA CRUZ? “A salvação não vem de vós para que não se gloriem”.

Em pleno exílio moral, social, físico e espiritual Jó não estaria em pleno questionamento? Jesus não foi levado a este mesmo estado ao deserto e toda influência de sua ÁRVORE GENEALÓGICA aflora indagando e cada indagação não tinha as mesmas origens destes TRÊS AMIGOS? Não seria, já que o LIVRO DE JÓ, sendo classificado como POÉTICO, estas figuras personagens retóricas na mente do próprio Jó? Estas figuras também não estão diariamente em nossas mentes contra e hora em favor de nós, dependendo somente de nossas crenças?

Deus, no capítulo 42 de Jó mandaria que oferecessem holocaustos a estes três amigos? Isto resolveria? Ou não seria três holocaustos exatamente por Jó, o único no Livro com trajetória de dor e o único a receber recompensas em dobro? Se Deus não faz distinção de pessoas, abençoa a Jó e aos amigos oração e o sacrifício de holocausto? O HOLOCAUSTO DE EXPIAÇÃO  DE JESUS não foi nele e único para todos? Nossas mentes, vontades e emoções são ricas em histórias e com personas nem sempre gratas e nossas crenças, como Jó, dão vida ou ressuscitam muitas destas histórias para vivenciarmos se a VERDADE não nos libertar.

“Jesus foi ontem, é hoje eternamente". Na música  “Como nossos pais" dá para entender que “nossos ídolos são (ou podem ser)os mesmos". Se Deus é o mesmo, o deserto de Jó não foi diferente do deserto de Jesus e de nossos desertos. No (v.3) Zofar diz: “Ás tuas mentiras se hão de calar os homens? E zombarás tu sem que ninguém te envergonhe?”. Se lermos o (v.4) “Pois tu dissestes: A minha doutrina é pura; limpo sou aos teus olhos". Hã confrontos doutrinários e isto é necessário para nosso crescimento. Seria verdade ou mentira a doutrina que Jó e seus “Amigos" acreditavam e pregavam sobre Deus? No (v.6) lemos: “e te fizestes saber o segredo da Sabedoria, que é multíplice em eficácia; pelo que sabe de Deus exige de ti menos do que merece a tua iniquidade”. O jugo suave e fardo leve isto Jó nada entendia, mas exímio em iniquidade. Imagine a interpretação religiosa quanto ao caminho de Deus ou o CAMINHO JESUS, pois logo é questionado sobre o alcançar, notem a pluralidade: “os caminhos de Deus" e a distância inalcançável da “perfeição de Deus", aliás dentro de todo ser humano: “imagem e semelhança de Deus" ou divindade e caráter  de Deus.

Quanto ao céu e inferno, a “perfeição imperfeita" de Jó não chegaria ao “TODO PODEROSO" (v.7). A mente de nosso personagem estava tão depreciada que era acusada de vícios, por isto Jó seria desconsiderado (V.11), afinal Jó era sem entendimento, segundo Zofar, comparado a um jumento montês. Assim, deixe que a iniquidade , a injustiça habitem em sua tenda ou casa (v.14). No (v.16) seria bom ter lembranças do passado como águas que passam e o mais chocante: “... e perecerá o seu refúgio; e a sua esperança  será o expirar da alma" (v.20).

Na próxima aula as respostas dos questionamentos de Jó. Vamos perceber as “duas leis que se guerreiam" neste homem prestes a se engravidar de Deus.

  

Por Israel Sarlo

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