4. out, 2014

O PENTATEUCO - LIÇÃO 02

Em hebraico, os judeus designavam, e designam, ainda, cada livro pela primeira palavra, ou pela primeira palavra importante de seu texto.

 

O Gênesis divide-se em duas partes desiguais:

 

1ª- (Gn 1-11) narra a história primitiva sendo, assim, como o que o pórtico da história da salvação, da qual a Bíblia inteira vai falar:
A- Remonta as origens do mundo e estende sua perspectiva à humanidade inteira.
B- Relata a criação do universo e do homem.
C- A queda original e suas conseqüências.
D- A perversidade crescente castigada pelo dilúvio. A partir de Noé, a terra se repovoa, mas listas genealógicas cada vez mais restritas concentram finalmente o interesse em Abraão, pai do povo eleito.

 

2ª- (Gn 12-50) é formada pela história dos patriarcas; ela recorda a figura dos grandes ancestrais:

 

ABRAÃO, o homem da fé, cuja obediência é recompensada por Deus, que promete, para ele, uma posteridade e, para seus descendentes, a Terra Santa (Gn 12:1; 25:18).

 

JACÓ, o homem da astúcia, que suplanta seu irmão Esaú, rouba a bênção de seu pai Isaac e vence em esperteza seu tio Labão. Mas de nada lhe serviriam todas essas habilidades, se Deus não o tivesse preferido a Esaú desde antes de seu nascimento e não lhe tivesse renovado as promessas da aliança concedidas a Abraão (Gn 25:19; 36:43). Entre Abraão e Jacó, Isaac é uma figura bastante apagada, cuja vida é narrada sobretudo em vista da de seu pai ou de seu filho.

 

Os doze filhos de Jacó são os ancestrais das Doze Tribos de Israel. A um deles é consagrado todo o final do Gênesis: os caps. 37 – 50 (menos 38 e 49) são uma biografia de José.

 

JOSÉ, o homem da sabedoria. Esta narração, que difere das precedentes, se desenvolve sem intervenção, mas ela toda é uma lição: a virtude do sábio é recompensada e a Providência divina converte em bem as faltas dos homens.

 

 

Israel Sarlo 

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